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É sabido que o Brasil ainda é o país com o maior número de católicos do mundo[i]. A maioria esmagadora de sua população é formada por pessoas que se dizem cristãs, de denominações diversas… Mas, até que ponto norteamos nosso agir como uma práxis cristã?

Jesus de Nazaré acolheu, cuidou, acompanhou com ternura imensa os mais excluídos de seu tempo e, entre nós, quando surge um caso de suspeita de ebola, a epidemia que mais apavora em nossos dias, a reação é imediata: racismo e rejeição. Compreensível? Há quem dirá: a febre hemorrágica Ebola é mortal! Sim, e é a pior epidemia de que se tem registro na história! No entanto, não se justifica a manifestação do racismo endêmico que se observa nas redes sociais desde que se soube da possibilidade da entrada do vírus ebola no país[ii]. Absurdo ainda maior se considerarmos o estudo do Ipea[iii] e do IBGE[iv] que apontam em mais de cem milhões as pessoas que se declararam negras (pretas ou pardas) no Brasil em 2013, somente atrás da Nigéria.

Na perspectiva humanitária, a resposta do nosso ministro da saúde[v] é coerente com o que se espera de qualquer país que busca nortear seu agir por posturas éticas. Porém, falta, ainda, empenho maior em atender aos apelos internacionais no combate à epidemia. Vale a pena refletir sobre nosso agir individual e coletivo e nos posicionar coerentemente. Vale, também, considerar que não se deve sempre esperar que aqueles que consideramos mais abastados (países do primeiro mundo) sejam os que tenham que solucionar todas as questões. A responsabilidade sobre a vida ameaçada, em todas as dimensões, concerne a todos nós. Bonito, neste sentido, o exemplo que nos dão os países abaixo:

http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82984

 2014_10_cuba_venezuela_ebola_interno_reproducao

 Tânia Jordão

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