(Milton Nascimento / Fernando Brant)

O homem tem de ser comunhão / A vida tem de ser comunhão / O mundo tem de ser comunhão / A alegria do vinho e o pão / O pão e o vinho enfim repartidos… Canta, enlevado, o poeta.

Comunhão  de  sonhos,  de  almas,  de  vozes…  Projeto  cristão  de  vida…Entrega… Partilha… Alegria…

Neste momento em que a Igreja reflete sobre a família, trazemos presente esse desejo de uma casa que reflete comunhão! Plena de justiça, fartura, companheirismo,  casa  comum de  quem busca  na  poesia  e  na  luta  um mundo muito, muito melhor.

Sua barriga me deu a mãe
O pai me deu o seu braço forte
Os seios fartos me deu a mãe
O alimento, a luz, o norte

A vida é boa me diz o pai
A mãe me ensina que ela é bela
O mal não faço eu quero o bem
Na minha casa não entra a solidão

Todo o amor será comunhão
A alegria de pão e o vinho
Você bem pode me dar a mão
Você bem pode me dar carinho

Mulher e homem é o amor
Mais parecido com primavera
É dentro dele que mora a luz
Vida futura no ponto de explodir

Eu quero paz eu não quero guerra
Quero fartura, eu não quero fome
Quero justiça, não quero ódio
Quero a casa de bom tijolo
Quero a rua de gente boa
Quero a chuva na minha roça
Quero o sol na minha cabeça
Quero a vida, não quero a morte não

Quero o sonho, a fantasia
Quero o amor, e a poesia
Quero cantar, quero companhia
Eu quero sempre a utopia
O homem tem de ser comunhão
A vida tem de ser comunhão
O mundo tem de ser comunhão
A alegria do vinho e o pão
O pão e o vinho enfim repartidos

Sua barriga te deu a mãe
Eu pai te dou o meu amor e sorte
Os seios fartos te deu a mãe
O alimento, a luz, o norte

A vida é boa te digo eu
A mãe ensina que ela é sábia
O mal não faço, eu quero o bem
A nossa casa reflete comunhão

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