Moños_Negros_de_luto

No dia 06 de novembro, em sua homilia na Casa Santa Marta[i], ao referir-se ao Evangelho de Lucas 15, 1-10, o Papa Francisco dizia que as parábolas da ovelha e da moeda perdidas “nos fazem ver como é o coração de Deus: Deus não para, Deus não vai até certo ponto e para. Deus vai até o fundo, o limite, sempre vai ao limite, não para na metade do caminho da salvação, como se dissesse: ‘Fiz tudo, agora o problema é seu’. Ele sempre vai, sai, vai a campo”.

E sabemos que não somente o Pai, revelado por Jesus, é assim. Já no Primeiro Testamento Deus ouviu o clamor de seu povo e desceu. Os cristãos, no entanto, muitas vezes nos acostumamos ao absurdo da violência contra os mais excluídos como se fosse normal.

Também nós, a exemplo do próprio Filho de Deus que vai ao limite, somos chamados a não parar na metade do caminho e ficar tranquilos, cuidando somente de nossos interesses pessoais: “O verdadeiro pastor, o verdadeiro cristão tem este zelo dentro de si: que ninguém se perca. E por isso não teme sujar as mãos. Não tem medo”, afirmou o papa. Segundo o Evangelho, o Bom Pastor vai aonde deve ir. Arrisca-se. Lança-se. “Também os cristãos devem ser assim. É muito fácil condenar os outros, como faziam os publicanos. É muito fácil, mas não é cristão. Não é comportamento de filhos de Deus”, advertiu. “Cristãos na metade do caminho, nunca!”

Amanhã, 13 de novembro, será a estreia do documentário À Queima Roupa, de Thereza Jessouron. A reportagem abaixo, sobre o documentário, talvez nos ajude a um posicionamento coerente, cristão, no compromisso com a vida mais ameaçada e a responder às interpelações de Deus sobre a nossa realidade.

Tânia Jordão.

À Queima Roupa: A prova irrefutável de que o Brasil tolera o assassinato de pobres e negros. Veja e assuma

[i] http://www.ihu.unisinos.br/noticias/537189-o-verdadeiro-cristao-nao-tem-medo-de-sujar-as-maos-com-os-pecadores-diz-francisco

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