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Até então, desconhecemos qualquer sociedade configurada sem a presença marcante da religião. A religião apresenta-se como uma das dimensões estruturantes da cultura e da sociedade. Ela expressa e concentra o seu ethos enquanto locus privilegiado de celebrar e festejar a vida, de acolher e integrar a morte, de forjar identidade e restaurar as forças, fonte de energia vital, de coesão social e de valores e princípios morais.

Há pessoas que não reconhecem qualquer sentido pessoal na vivência religiosa, mas defendem a liberdade de culto e o direito de quem acolhe uma religião e defendem a beleza e a dignidade das expressões religiosas. Outras, porém, não somente não reconhecem uma religião para si, como também são intolerantes com quem deseja criar vínculos com uma tradição religiosa. Há pessoas que reconhecem apenas a dignidade da própria religião e combatem as demais. Outras defendem o direito e a beleza do pluralismo religioso. E você o que pensa a respeito?

Você sabia que no Brasil, país repleto de expressões religiosas, foi necessário ser criado, depois de inúmeras manifestações violentas e preconceituosas, um Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa?

Que religião prega o desrespeito, a intolerância, o ódio? Em qual credo lê-se que todos os demais devam ser combatidos? O que é preciso para mudar essa cultura a fim de que haja verdadeira acolhida do diferente, para nos enriquecermos e complementarmos mutuamente? Urge criar espaços de reflexão a tal respeito, como aqueles que encontramos no Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife (http://www.unicap.br/observatorio2/), com seu permanente Fórum das Religiões aberto a todos.

Um alerta sobre a intolerância foi lançado, em pertinente artigo de Antonio Cesar Perri, presidente da Federação Espírita Brasileira, na revista Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/no-dia-de-combate-a-intolerancia-religiosa-lideres-alertam-sobre-discriminacao-7456.html

 

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