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“É uma tarefa acima de tuas forças. Não poderás executá-la sozinho” (Ex 18, 18)

A palavra rede está tão disseminada atualmente… Quando nos referimos a ela sempre vem a nossa mente o mundo virtual: internet e redes sociais. Dessa forma, a administração em rede da Paróquia São Francisco Xavier, Bairro Tupi, parece conseguir com que leigos e leigas estabeleçam contatos, vínculos, relações interpessoais.

A brusca transição urbano-demográfica brasileira, sobretudo a partir da década de 1960, deixou várias sequelas no espaço geográfico nacional. Os imigrantes chegaram às cidades e foram residir na periferia, onde havia e há várias carências. Boa parte desses novos citadinos católicos permaneceu com seus vínculos religiosos, mas alguns foram arregimentados pelo evangelismo, em especial o pentecostalismo. Nesse contexto, a Paróquia São Francisco Xavier teve um grande desafio, pois localizada na periferia belo-horizontina não ficou restrita a orientar espiritualmente seus fiéis.

No plano pastoral da Paróquia, o viés social merece destaque, pois procura suprir carências que o poder público não realiza e o faz de forma não assistencialista, gerando a emancipação do cidadão. Esse empoderamento é visível na atuação catequética, litúrgica e evangelística das comunidades, em que os leigos não apenas figuram, mas assumem protagonismo. E estamos falando de uma paróquia de religiosos, onde há uma maior presença de sacerdotes.

A presença dos jesuítas em uma região periférica é benéfica, pois esses religiosos possuem recursos materiais e humanos para realizar um belo trabalho pastoral. Vale ressaltar que a ordem inaciana também possui uma Paróquia no Conjunto Cristina, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Seria salutar observar a ação dos jesuítas nos dois bairros, de mesma realidade socioeconômica, e compará-las.

(Wanderson Douglas de Almeida Dias, geógrafo, professor da educação básica, especialista em Gestão Educacional. Trabalha no Cegipar/PUC-Minas)

 

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