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As juventudes, em suas múltiplas identidades, possuem em comum uma busca por definição, por reconhecimento, por pertença. Mundo afora, a insatisfação com o estado das coisas, com a sociedade; a falta do sentido para a vida e da pertença a um grupo têm propiciado a milhares de jovens um vazio tal que os faz buscar o pior caminho: o terrorismo.

Aos seguidores de Jesus de Nazaré, assusta e interpela a atual realidade que aponta para um número crescente de martírio de cristãos realizado pelo Estado Islâmico, a par do também crescente alistamento de jovens a causas extremistas. Mas por que, nos interrogamos, um jovem deixaria a segurança de sua família, de sua pátria para viver uma existência tão brutal?

O jovem carpinteiro de Nazaré, que por sua vida e palavras encantou e encanta a tantos, envolvendo-nos em um projeto novo, o Reino de Deus, que faria em nosso contexto? Talvez nada que não tenha feito em seu, há dois mil anos: denunciar as estruturas injustas; acolher os que estavam perdidos, excluídos; animar, fortalecer, empoderar aqueles que não tinham voz nem vez. A nós, cristãos, não basta nos indignarmos e sofrermos, solidariamente, com a dor de tantos. Urge vencermos o sentimento de impotência que nos invade e lutarmos pela transformação social.

É imperioso que as sociedades acordem. Há que se oferecer verdadeira educação, formação de qualidade para que os jovens, em todas as partes – começando por aqui – sejam incluídos em políticas específicas que os valorizem e sejam considerados como construtores da paz. Onde estiver, o jovem pode e deve ser “parte de algo”. A juventude perdida em um vazio é a Vida sendo perdida. Há problemas fundamentais que necessitam ser urgentemente resolvidos para restaurar a esperança para toda uma geração de jovens que se sente marginalizada.

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A respeito desse dilema, a reflexão pode ser alimentada através do artigo: “O que está por trás do alistamento crescente de jovens a causas extremistas”. Que sua leitura suscite em nós buscas e respostas:

“Por mais diferentes que sejam os combatentes estrangeiros com que eu e meus colegas encontramos e conversamos; apesar de perfis e características diferentes; o que muitos, se não a maioria deles, tinham em comum é a sensação de que não faziam parte de suas sociedades. E se você não sentir que você pertence, se você não sentir que você é parte de sua sociedade, torna-se mais fácil de sair – e torna-se mais fácil odiar. Torna-se mais fácil ir contra a própria sociedade cujo passaporte você possui e cuja língua você fala”.

http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=85226

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