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Em momento de espera no saguão do Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro, um grupo de pessoas em oração enquanto aguardam o voo                                Foto: rccemfoz.blogspot.com

Mateus Teixeira

A aviação civil realiza um papel fundamental no contexto atual. Tornou-se um dos principais meios de transporte e deslocamento das pessoas entre cidades e países. Em poucas horas ou até mesmo minutos, distâncias são encurtadas e se pode chegar a um destino. Quase todas as capitais e cidades de grande porte possuem os seus aeroportos. Em cada um deles, há pessoas trabalhando, viajando ou chegando de viagem, passeando, esperando, descansando. Entre embarques e desembarques, check-in e check-out, voos cancelados ou atrasados, encontros e desencontros, a Pastoral da Aviação Civil tem procurado realizar o serviço de atendimento espiritual às pessoas em diversos aeroportos.

Segundo estatísticas divulgadas pela Rádio Vaticano, somente no ano de 2014, 30 milhões de voos foram realizados e mais de 3 bilhões de passageiros decolaram. Por entre esses números, as capelanias aeroportuárias já realizam seu trabalho nos aeroportos de 23 países.

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Imigrantes haitianos recebem passaportes       Foto: www.midianews.com.br

Os desafios são muitos, e vai desde o chamar a atenção dos passageiros para a existência e as possibilidades desse serviço até o de cuidar para que seja formada um equipe preparada e um lugar acolhedor para bem atender às necessidades espirituais das pessoas. Assim, capelães, equipes de religiosos/as e leigos/as procuram atender as demandas religiosas de passageiros, funcionários ou qualquer pessoa que os procurem. Por causa dos horários e da escala de trabalho variável, muitas vezes, as pessoas que utilizam os aeroportos não têm tempo para participar de uma celebração, ter o encontro com Jesus Cristo ou mesmo receber uma orientação espiritual. Assim, a Pastoral da Aviação Civil procura levar conforto espiritual para quem precisa. Casos particulares também recebem atenção dessa Pastoral, como é o caso de imigrantes irregulares retidos nos aeroportos.

Dois exemplos que fazem pensar: Primeiro, em maio, o jornal espanhol El País mostrou a vida de Denis Luiz, de 32 anos, que há 15 anos mora no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), após brigar com sua madrasta. Ele sobrevive através de doações dos funcionários e é conhecido por todos. Sua cama: assentos do terminal 2. Por ser um local público, ele não pode ser expulso do lugar. Segundo, a realidade virou ficção retratada através do diretor Steven Spielberg, no filme “O Terminal” (2004), em que Viktor Navorski, vivido pelo ator Tom Hanks, viajava de avião para Nova Iorque (EUA), enquanto o governo do seu país de origem, a fictícia Krakozhia, sofre um golpe de estado e a validade do seu passaporte é perdida. Assim, ele passa a viver por entre os terminais do Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Esses são fatos, tanto da vida real quanto da ficcional que apontam que há situações inusitadas nos aeroportos que a presença de uma pastoral como essa pode fazer a diferença.

Mateus SantosTeixeira Estudante de Jornalismo - PUC Minas Estagiário do Observatório da Evangelização
Foto: Arquivo Pessoal

Mateus Santos Teixeira

Estudante de Jornalismo – PUC Minas

Estagiário no Observatório da Evangelização

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