No dia 26 de abril de 2015, em Belo Horizonte, aconteceu o Encontro Arquidiocesano de Catequese, com o tema “O Evangelho da Alegria do Papa Francisco”, desenvolvido pelo professor e bispo auxiliar desta diocese, Dom Joaquim Mol.
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O Encontro foi promovido pelo Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral e pela Comissão Arquidiocesana de Catequese para coordenadores de catequese das paróquias e comunidades, mas também aberto aos catequistas, em geral, que estão diretamente envolvidos no processo sacramental de evangelização.
Foram oferecidas, além da reflexão central, oficinas, com o objetivo de ajudar na caminhada da catequese, com a centralidade em Jesus Cristo. Após as oficinas, aconteceu uma dinâmica de partilha, seguida da celebração final.
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A equipe do Observatório da Evangelização esteve presente e propôs um questionário aos participantes. Apresentaremos aqui, em três postagens, a síntese das respostas. Procuramos ser fiéis à linguagem e a forma com que responderam às nossas questões. As respostas, por serem emitidas por quem está diretamente envolvido na catequese, suscitam diversos questionamentos e ponderações pertinentes e interessantes para quem responde seja pela organização, seja pelo planejamento das ações evangelizadoras. Vale a pena ler, cada uma delas, com atenção, respeito, coração aberto e desejo urgente de buscar respostas para o clamor e os anseios explicitados.
I – Na primeira questão inquirimos sobre  “o que mais te encanta e entusiasma em ser catequista” e colhemos as seguintes respostas:
  1. Sentir que é útil e que colabora na missão da Igreja de Evangelizar;
  2. Participar na obra do Reino de Deus e ajudar a comunidade na transmissão da fé na mensagem de Jesus;
  3. Saber que você é um instrumento ou a ponte que leva o catequizando a Jesus é algo muito gratificante;
  4. A experiência de viver em comunidade sendo, pela catequese, o corpo de Cristo;
  5. Levar a Palavra com fé, amor e carinho aos catequizandos e suas famílias;
  6. Levar Jesus aos catequizandos através do diálogo, da troca de experiência e partilha de vida;
  7. Saber que ajudou a colocar Deus no coração dos catequizandos;
  8. Participar na formação e educação dos futuros cristãos;
  9. A alegria do olhar, a descoberta e o retorno de carinho que recebemos das crianças e das famílias;
  10. Ajudar os catequizandos encontrar-se com Jesus ressuscitado;
  11. É uma forma concreta de seguimento de Jesus, de serviço a ele, de responder ao chamado do Senhor para evangelizar;
  12. Ser catequista é ser um bom pastor, com Jesus, que cuida das ovelhas;
  13. Perceber, diante do encontro com Jesus, a transformação que a catequese proporciona na vida das crianças, adolescentes e jovens e, muitas vezes, nas próprias famílias dos catequizandos;

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II – Ao perguntarmos sobre “as principais dificuldades e desafios em ser catequista hoje“, recebemos como resposta:

  1. Envolver os pais na caminhada e fazê-los perceber a necessidade de dar continuidade; o compromisso da família em participar junto e acompanhar os catequizandos na caminhada;
  2. Com a vida agitada do contexto atual, ter tempo e disponibilidade para a catequese: encontros, reuniões e formação; conciliar, com equilíbrio, trabalho, estudo, família, religião e lazer;
  3. Competir a atenção dos catequizandos diante da sedução das novas tecnologias e semeando outros valores;
  4. Encontrar uma linguagem correta;
  5. Saber lidar com a diversidade religiosa
  6. Conseguir que as crianças, adolescentes e jovens perseverem na catequese e, sobretudo, depois, na vida da Igreja;
  7. As pessoas disponíveis a ser catequistas geralmente não têm boa formação escolar e cristã;
  8. Caminhar junto e em sintonia com a caminhada da Igreja;
  9. Saber transmitir o amor universal de Deus e de Jesus Cristo para os catequizandos;
  10. Faltam recursos concretos: espaço adequado, material didático, equipamentos, investimento em formação dos catequistas;
  11. Receber mais apoio, sobretudo dos padres e das famílias;
  12. A vida familiar dos catequizandos passa por grandes dificuldades afetivas e materiais, muitas vezes é bagunçada ou destruída pelo contexto social injusto em que vivemos ;
  13. A vida em Igreja, o modo de organização, as celebrações, muitas vezes, não atraem os adolescentes e jovens;
  14. Faltam catequistas e recursos materiais. Muitas vezes são os próprios catequistas, por amor a catequese, que põem a mão no bolso para suprir as necessidades básicas da catequese;

III – Quando perguntamos se “a catequese é prioridade para a Igreja“, recolhemos dos participantes as seguintes afirmações:

  1. Não, ainda não;
  2. Não, nem sempre;
  3. Não, deveria ser, por ser a base e o futuro de renovação da Igreja;
  4. Não, falta apoio dos padres e dos bispos;
  5. Não, se fosse haveria mais investimentos, mais valorização dos catequistas;
  6. Não, a vida da catequese ainda não é celebrada nas comunidades;
  7. Não, os catequistas, geralmente, não se sentem valorizados. Para ser e perseverar como catequista tem que ser teimoso;
  8. Faltam integração e reconhecimento de ser a base da Igreja;
  9. Não, mas deveria. Acontece que fica sempre para depois;
  10. No discurso sim, mas na prática às vezes ou muito pouco;
  11. Se não for, deveria ser;
  12. Deveria ser, porém, não devemos desanimar com a falta de apoio;
  13. Às vezes sim, às vezes não, mas estamos dando passos e melhorando;
  14. Sim, mas nem sempre, pois, falta apoio;
  15. Acho que sim, pois, é a base do ser cristão;
  16. Sim, pois, é o primeiro passo na vida da Igreja.

Aguardem a nossa segunda postagem com outras questões com as provocantes respostas dos catequistas.

Edward Neves Monteiro de Barros Guimãraes

P/ Equipe executiva do Observatório da Evangelização

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