“A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, o encargo é ainda mais forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence. O destino universal dos bens não é um adorno retórico da doutrina social da Igreja.

Papa Francisco

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Papa Francisco profere um discurso no II Encontro mundial com os movimentos populares, em 09 07 2015.

Se por um lado o processo de mudança contém em si o desconforto, a inadequação, o desinstalar-se, por outro, ele é benéfico enquanto desejo e necessidade. Mudar sempre é possível e necessário. Ainda é mais urgente a mudança quando uma realidade sustenta um modelo gerador de morte, exclusão, exploração, e enfim, que afeta gravemente a dignidade do ser humano.

No segundo encontro do Papa Francisco com os Movimentos populares, em Santa Cruz de La Sierra – o primeiro foi em Roma – o mesmo, proferiu um discurso considerado “irretocável” pelas lideranças dos respectivos movimentos. O papa destacou a necessidade de reconhecermos que as coisas não andam muito bem no mundo de hoje: desigualdades, injustiças, pessoas sem teto, sem casa, sem trabalho, agressões à dignidade do ser humano; agressões que comprometem o equilíbrio dinâmico do planeta terra, enfim, de todas as formas e de todos os lados, ameaças constantes se voltam contra a vida e a pessoa humana, sobretudo os pobres e excluídos.

Os movimentos populares têm um papel essencial, não apenas exigindo e reclamando, mas fundamentalmente criando. Vós sois poetas sociais: criadores de trabalho, construtores de casas, produtores de alimentos, sobretudo para os descartados pelo mercado global“.

Papa Francisco

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Papa Francisco no II Encontro mundial com os movimentos populares, na Bolívia.

Diante desse quadro desagregador em que a lógica do lucro predomina e ocasiona todo tipo de exclusão e destruição, é preciso sem medo, diz o Papa, desejar e querer a mudança. Mudança não apenas nas instâncias mais próxima de nós, mas no mundo todo. Se existe uma globalização da exclusão e da indiferença para com os sofredores, é preciso mudá-la pela esperança que tem nos simples e pequenos a razão de ser. Para apreender e aprofundar essa reflexão, leia na íntegra o discurso do Papa a seguir:

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/544477-qesta-economia-mataq-afirma-papa-francisco

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