Fonte: http://og.infg.com.br/in/13457366-ab8-18f/FT1086A/20140801070301043rts-1.jpg
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Uma granada armada, prestes a explodir: Assim se encontra a Faixa de Gaza, neste momento. Esse ódio acirrado na Cisjordânia se deve a um atentado incendiário à casa de uma família palestina, no meio da madrugada. O saldo: um bebê de 18 meses queimado vivo e todos os seus familiares, que estavam na casa, gravemente feridos.

Esse ato de terrível violência praticado por um israelense e qualificado por seu próprio presidente de “terrorismo” tem uma dimensão que ultrapassa (e muito) as dimensões daquele lar, porque pode ser o estopim de uma nova guerra na região.

Há muitas ações violentas, de ambos os lados, e parece não haver fim para o sofrimento vivido por aquela gente, que percorre o mesmo chão em que Jesus, o Príncipe da Paz, andou. A respeito dali, lemos que há culpados, mas ninguém assume as responsabilidades e mesmo a polícia se omite frequentemente. Mas, no tempo de Jesus também havia infindáveis conflitos. Há que se olhar para o seu agir e assim iluminar nossas ações, hoje.

Todos conhecemos as belíssimas bem-aventuranças (Mt 5, 3-12) nas quais o Mestre afirma serem felizes os pobres, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os misericordiosos, os corações puros, os perseguidos por causa da justiça, os difamados por causa dEle; há ainda uma bem-aventurança na qual afirma: “Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus.”

Ser filho de Deus é parecer-se ao Pai, como Jesus, que pôde afirmar a Filipe: “Aquele que me viu, viu o Pai” (Jo 14,9). É jamais condenar, jamais lançar a primeira pedra, ou a segunda, ou qualquer ato de violência contra o irmão e ir muito além do “olho por olho” que alimenta o ódio na Palestina, em Israel e em todas as partes, mesmo no quintal do nosso coração.

Jesus ensinou-nos claramente como agir, por seus atos e palavras, já que “passou fazendo o bem” (At 10,38) e ensinou-nos a amar, perdoar e orar pelos inimigos. A paz começa em mim, em você, agora, quando vivemos radicalmente aquilo que dEle aprendemos: “Portanto, tudo aquilo que quereis que os homens façam a vós, fazei-o vós mesmos a eles: esta é a Lei e os Profetas”. (Mt 7,12).

Tânia Jordão.

Para conhecer mais sobre os desafios e sentimentos decorrentes do assassinato desse bebê, indicamos:

 

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/545291-a-fe-e-o-sangue

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