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Entre 24 de agosto e 7 de setembro, uma delegação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) visitará quatro países latino-americanos. A iniciativa faz parte da Peregrinação de Justiça e Paz, um chamado da XX Assembleia do CMI, realizada em 2013, na Coreia do Sul.
A delegação é formada pelo secretário geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, da presidente do CMI para América Latina, Rev. Gloria Ulloa, e do correspondente do CMI para a América Latina, Dr. Marcelo Schneider.
O programa inclui encontros com igrejas, parceiros ecumênicos locais, organizações da sociedade civil e esferas governamentais e diplomáticas na Argentina, Chile, Brasil e Colômbia.
A Peregrinação de Justiça e paz tem sido um mecanismo extraordinário, possibilitando  visibilidade à busca por unidade entre as igrejas e ao seu trabalho de incidência pública”, afirma Marcelo Schneider, coordenador da agenda.
É uma oportunidade importante para o movimento ecumênico latino-americano partilhar os frutos de uma caminhada histórica de luta por justiça e paz e receber inspiração e apoio de representantes da ecumene global”, acrescentou.
Em cada “estação” da peregrinação pelo continente, a delegação terá a oportunidade de receber as principais preocupações das igrejas de cada contexto e dialogar acerca da melhor forma do CMI funcionar como ponte para as lutas locais e também aproximar a experiência ecumênica latino-americana das grandes pautas atuais do CMI.
Na Argentina, além de visitas a igrejas-membro do CMI, destaca-se o encontro entre Ulloa e mulheres do movimento ecumênico naquele país, no dia 24, o painel de diálogo com organizações nacionais de defesa de direitos humanos, como as Avós da Praça de Maio, a Comissão Argentina para Refugiados e Migrantes (CAREF) e a Assembleia Permanente de Direitos Humanos (APDH), no dia 26, um evento ecumênico, preparado pela Comissão Ecumênica de Igrejas Cristãs na Argentina (CEICA), na chancelaria argentina, ao final da tarde do mesmo dia, e uma mesa redonda promovida pela Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE), no dia 27.
Santiago e Curicó são as cidades que receberão da delegação do CMI no Chile, entre os dias 28 e 31. Na capital chilena, Tveit e Ulloa serão recebidos pela Presidente Michelle Bachelet, na tarde do dia 28, para dialogar sobre o envolvimento das igrejas na defesa dos direitos humanos, juventude e meio ambiente. No domingo, dia 30, o secretário-geral do CMI é o pregador do culto dominical na Catedral Pentecostal do Chile.
No Brasil, a delegação do CMI reúne-se, na capital federal, com líderes das cinco igrejas-membro do CMI no país, visita a sede do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e encontra-se com a liderança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na pauta, o papel das igrejas na defesa da tolerância religiosa, dos mecanismos democráticos e do meio ambiente. No dia 1, haverá celebração ecumênica na Catedral Ecumênica de Brasília, às 20 horas.
A última etapa da da visita do CMI à América Latina é a Colômbia, país de origem da Revda. Gloria Ulloa. Em Barranquilla, no dia 4 de setembro, Tveit profere palestra em evento organizado pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) sobre o trabalho do CMI em torno do tema de justiça climática e os preparativos para a próxima Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas , a ser realizada em Paris, em Dezembro. No dia seguinte, a comitiva reúne-se com lideranças da Igreja Presbiteriana da Colômbia daquela região e visita projetos ligados aos direitos das crianças.
Em Bogotá, no dia 6, Ulloa conduz culto ecumênico que terá pregação de Tveit. No dia seguinte haverá uma audiência com o presidente Juan Manuel Santos. Nesse mesmo dia (7), a agenda inclui encontro com igrejas e organismos ecumênicos envolvidos no processo de paz na Colômbia, a Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), com o ministério do interior e a comissão de paz do senado.
Os pedidos de audiência com os Chefes de Estado de Argentina e Brasil ainda careciam de confirmação até a data da publicação desta notícia.
Schneider destaca o aspecto participativo do programa. “É uma agenda feita por muitas mãos. Em cada contexto, tivemos contribuições diretas das igrejas, dos conselhos nacionais de igrejas, dos membros do Comitê Central, das lideranças ecumênicas históricas, assim como dos demais latino-americanos que trabalham no CMI”, destaca.
Com sede administrativa em Genebra, o CMI é a maior e mais representativas das muitas expressões organizadas do movimento ecumênico moderno, cujo objetivo é a unidade dos cristãos. O CMI agrega 345 igrejas, denominações e comunidades de igrejas de 110 países, representando mais de 560 milhões de cristãos e cristãs, entre os quais a maioria das igrejas ortodoxas, muitas igrejas anglicanas, batistas, luteranas, metodistas e reformadas, assim como muitas igrejas unidas e independentes.
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