Uma entrevista sobre uma forma de catequese permanente de jovens e adultos a partir do compromisso com a Palavra

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Já recordamos, anteriormente, que o Mês da Bíblia nasceu em nossa Arquidiocese, em 1971. Hoje essa celebração se estende por todo o Brasil, culminando no dia 30 de setembro, festa litúrgica de São Jerônimo, grande tradutor da Bíblia. O que se objetiva neste mês é que através da divulgação e estudo da Palavra de Deus, se solidifique sua presença e reflexão constante nas comunidades e na ação evangelizadora da Igreja, através de subsídios bíblicos, facilitando o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.

Nessa perspectiva é que o Observatório da Evangelização tem apontado aqui um exemplo concreto, simples e eficaz de formação de jovens e adultos, que se dá ciclicamente na Paróquia São Domingos, em Nova Contagem: o curso Discípulos de Emaús.

Neste dia tão significativo, quando recordamos que através de São Jerônimo as pessoas puderam ter contato com a Escritura Sagrada cristã através de uma língua que conheciam, pois ele traduziu a Bíblia do hebraico e grego para a vulgata, apresentamos – em forma de entrevista – o relato de dois jovens que fizeram a caminhada catequética “Discípulos de Emaús”. Que ela nos inspire. Deixemo-nos guiar pelo Espírito de Jesus, Palavra viva do Pai, para que possamos amar e seguir essa Escritura Sagrada.

Entrevista do Observatório da Evangelização a participantes do grupo Discípulos de Emaús – Paróquia São Domingos (Contagem/ MG)

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OE: Digam, por favor, seus nomes, (idade se quiserem) e qual a participação de vocês na vida de sua comunidade.

Elaine, 25 anos, e Gleison, 31 anos. De março a julho de 2015, realizamos a caminhada “Discípulos de Emaús” e atualmente fazemos parte do mesmo grupo.

OE: E por que vocês participam dos discípulos de Emaús?

Elaine e Gleison: Nós tivemos o interesse de participar do grupo Discípulos de Emaús devido a nossa vontade de conhecer mais a palavra de Deus. Buscamos entender mais sobre o amor de Deus por nós.

OE: E o que esse aprendizado tem a ver com a vida, sua vida, a vida da comunidade, a realidade em geral?

Elaine e Gleison: Esse aprendizado nos auxilia a entender melhor a vida em sociedade. Aprendemos aos poucos como aceitar as diferenças das pessoas, como Deus se faz presente em todas as circunstâncias e como podemos nos fazer úteis aos outros dentro da nossa comunidade.

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OE: Na IV Assembleia do Povo de Deus, são apresentadas três dimensões estruturantes que devem ser levadas em conta na ação evangelizadora em nossa realidade:

  1. Espiritualidade encarnada e de comunhão;
  2. Renovação da vida comunitária e
  3. Inserção social da igreja.

Essas dimensões são consideradas na realidade dos Discípulos de Emaús?

Elaine e Gleison: Sim, todas essas dimensões foram consideradas, uma vez que durante o curso uma grande variedade de temas foram abordados. Tais temas mostravam a espiritualidade do povo e nos auxiliava a entender como participar da nossa comunidade e colocar em prática nossa fé.

OE: Se em outra paróquia quisessem também investir mais na formação das lideranças qual conselho vocês dariam?

Elaine e Gleison: Aconselharíamos tentar entender cada pessoa como um ser individual, dizemos isso porque muitas vezes nós percebemos que algumas pessoas detém menos conhecimento que outras, o que acaba prejudicando seu aprendizado. Por exemplo, durante a formação dos Discípulos de Emaús foi possível perceber que algumas pessoas já possuíam algum sacramento e outras não, assim aquelas que não tinham sacramentos ficavam por algumas vezes um tanto perdidos nas explicações.

OE: O que mais vocês querem dizer de sua experiência?

Elaine e Gleison: Foi gratificante, uma vez que foi através de nossa participação nos Discípulos de Emaús que encontramos nosso lugar na comunidade São Judas.

OE: Querem fazer alguma pergunta ao Observatório da Evangelização?

Elaine e Gleison: Vocês têm algum projeto para engajar mais jovens na vida na igreja?

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