“Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados aqueles que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados aqueles que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt 5, 6.9-10)

Outubro. Neste mês nos dedicamos especialmente a refletir sobre a dimensão missionária, inerente a nosso batismo. Alguns dentre nós assumem radicalmente essa dimensão da fé, a ponto de deixar família, pátria e partir para outras realidades a fim de viver ali o envio feito pelo Ressuscitado para que fôssemos a todos os lugares anunciar o Evangelho, e o fazem com tal paixão que assumem em suas vidas a própria Paixão do Senhor. Foi assim com Ezequiel Ramin.

Ezequiel Ramin

Esse missionário comboniano vivia na Amazônia, em Cacoal, RO, quando conflitos entre posseiros e fazendeiros da região se agravaram a tal ponto que Ezequiel, convocado pelo próprio ministério sacerdotal, se tornou um mediador da paz entre os lados. Entretanto, uma emboscada apagou a chama de vida e justiça que brilhava no sacerdote italiano. Em 24 de julho de 1985, Ezequiel Ramin foi assassinado, unindo seu sangue ao de tantas e tantos que, sedentos de justiça, lutam pela dignidade de todos; pela vida e pela morte Ezequiel, testemunha de Cristo, anuncia um novo Reino, daqueles especialmente amados por Deus, porque buscam somente a vontade dEle.

Para conhecer mais acerca desse mártir da nossa fé, vale apena acessar:

http://www.combonianos.org.br/index.php/combonianos/links/1190-pe-ezequiel-ramin-martir-e-testemunha-da-caridade-de-cristo

A canção abaixo também pode ilustrar essa Paixão incrível vivida até o extremo pelo Reino:

SONHO IMPOSSÍVEL

Chico Buarque

Sonhar mais um sonho impossível

Lutar quando é fácil ceder

Vencer o inimigo invencível

Negar quando a regra é vender

Sofrer a tortura implacável

Romper a incabível prisão

Voar num limite improvável

Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão

Virar esse mundo

Cravar esse chão

Não me importa saber se é terrível demais

Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz

E amanhã, se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão

Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão

E assim, seja lá como for vai ter fim a infinita aflição

E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão

(http://letras.mus.br/chico-buarque/86054/)

Anúncios