por Amauri Dias de Moura

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Celebramos em 2015, os cinquenta anos de restauração do Diaconato Permanente em toda a Igreja Católica pelo Concílio Vaticano II, ficando reservada a cada Igreja Particular (Arqui-diocese), na pessoa de seu (arce)bispo implantar ou não o ministério (a vocação).

O diaconato permanente é uma das vocações mais antigas na e da Igreja, de instituição apostólica através da eleição dos 07 primeiros conforme lemos em At 6, 1-6.

No Brasil hoje existem cerca de 3,5 mil diáconos permanentes atuantes, em metade das dioceses.

Em nossa amada Arquidiocese de Belo Horizonte, a implantação do diaconato permanente como fruto de reflexões desde a II APD (2ª Assembleia do Povo de Deus, em 2003) e seguintes, ocorreu com a abertura da escola diaconal em agosto de 2010. Já no final de 2011, foram ordenados os 07 primeiros diáconos permanentes após intenso período de formação integral.

Atualmente em nossa Arquidiocese contam 38 diáconos, cerca de 30 formandos em várias etapas da escola e algo próximo de 50 interessados. Já se constituiu uma CAD (Comissão Arquidiocesana de Diáconos Permanentes) e o nosso diacônio (o corpo/grupo diaconal) tem marcada presença na articulação e presença dos diáconos do regional e no Brasil.

Pesquisas recentes, apontam o diaconato permanente como a vocação que mais cresce na Igreja Católica em todo o mundo.

Hoje após uma caminhada de quase sete anos, uma rápida olhadela para o caminho percorrido até aqui por nossa Igreja, sob o governo pastoral de Dom Walmor, destacam o diaconado permanente como um dos grandes acontecimentos de nossa história.

Chamam a atenção os documentos do nosso caminho diaconal, as Orientações e as Diretrizes, destacam uma preocupação de que o diaconato, mais que uma vocação individual seja fruto de um chamado da Igreja, para que homens casados e solteiros, reflitam e assumam maior radicalismo de seu batismo a serviço de Deus, nos irmãos, através da Igreja. Cumpre ressaltar antes de mais nada: o diácono não é nem um superleigo e nem um subpadre, é ele mesmo com suas especificidades e a graça própria do sacramento da ordem recebido no seu grau, pois, se define pelo que é e não pelo que faz. Como toda vocação, o diaconato permanente também é um caminho de santificação individual, familiar e de toda Igreja.

O perfil dos candidatos e ordenados é variado e contempla diversos níveis de formação acadêmica, de experiências profissionais e de serviços pastorais, acolhendo a riqueza espiritual de nossa Igreja com homens ligados a diferentes grupos, pastorais, movimentos e ordens terceiras ou associações leigas.

A missão que assumem após a ordenação, como continuação maior de sua anterior “diaconia”, inclue colaborar nas fronteiras pastorais e servindo onde nem sempre é possível aos padres e os bispos estarem. Conciliando sua importante vida de casado e pai (para a imensa maioria, mas há solteiros celibatários), bem como de profissionais e cidadãos, recebem do arcebispo, missões canônicas de ser presença eclesial nos presídios, hospitais, asilos, casas de família, nas escolas (públicas e particulares) e universidades, no diálogo ecumênico e inter-religioso, em espaços e lugares de construção da cidadania e direitos, em especial em defesa dos pobres e sofredores de toda forma, dentre outros tantos.

O Diaconato que aqui se constroe, traz em seu cerne um forte resgate de seu papel caritativo, atravès da presença nas pastorais sociais.

Após o período inicial de formação no propedêutico, conduzido pela CADIPE (Comissão Arquidiocesana para o Diaconato Permanente), os indicados para a Escola Diaconal São Lourenço são brindados com uma formação de alto nível e qualidade, com professores mestres e doutores nas diversas disciplinas teológicas. Esses professores são também em sua maioria, formadores dos seminaristas de nossa Arquidiocese. Também há um dos bispos auxiliares como referencial para o Diaconato Permanente (até março D. Luiz Gonzaga).

Em paralelo, a CADIPE segue promovendo para os diáconos e estudantes juntamente com suas esposas, encontros de formação permanente que tocam vários temas e demandas pastorais, espirituais e sociais. Tudo isso para uma sempre crescente qualificação do ministério e serviço dos diáconos permanente de nossa Igreja Particular.

Essa primavera tem dado lindos e santos frutos não só no território da Arquidiocese, como serve de referência para outras dioceses que refletem a implantação do diaconato e mesmo interpela outras experiências já concretizadas.

Oremos para que o ministério diaconal de nossa Igreja, siga animado no serviço evangelizador, especialmente levando a fé, a solidariedade e a misericórdia à todos quanto dela necessitem, sendo “os olhos, a boca e o coração do bispo” e de cada cristão em favor dos irmãos.

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Amauri Dias de Moura, estudante do 5º período do curso de Teologia, da Escola Diaconal São Lourenço da Arquidiocese de Belo Horizonte (no IFDJ/PUC Minas) e agente pastoral na Paróquia Pai Misericordioso – bairro Paulo VI em BH. Para maiores informações sobre o tema: amaurid@bol.com.br (31) 9 8554.7481 (oi e whatsapp) / 9 9419.5907 (tim)
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