A fé cristã possui uma dimensão política que lhe é constitutiva. Dizendo de forma concreta, não se pode ser cristão à margem das questões sociopolíticas que emergem do lugar onde o cristão está inserido. Um divórcio entre fé e política provocaria graves consequências para a concretização da vida cristã. Como esta dimensão vem sendo vivida pelos cristãos na Arquidiocese de Belo Horizonte?

O Observatório da Evangelização publica a sétima e última postagem da importante pesquisa, sobre os grupos de fé e política da Arquidiocese de Belo Horizonte, desenvolvida pelo Núcleo de Estudos Sociopolíticos do ANIMA PUC Minas – NESP:

Quando fé e política se encontram: apontamentos de pesquisa

Adriana Maria Brandão Penzim

Bruno Márcio de Castro Reis

Karina Pereira dos Santos

Robson Sávio Reis Souza

7ª PARTE

Sobre o bom encontro: fé e política

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[…] a fé sem obras é morta, tendo fé e obra, uma coisa interliga a outra, a gente procura fazer essa união. Acreditar e a obra.

Se a fé se associa à prática do amor como bem da humanidade, à reafirmação permanente da vida para todos, ela é indissociável da ação política, pois que esta é expressão da caridade, relembram vários entrevistados, referindo-se às palavras de Paulo VI, antes mencionada. A caridade sustenta o laço social. Disso resulta a indissociabilidade entre fé e política, expressa pela maior parte das narrativas:

[…] porque não existe a separação entre a fé e a política. Tanto a política faz parte de toda a vida do cidadão, como a fé também faz parte de toda a vida do cidadão. Não se separa isso, não existe.

Jesus Cristo integra as narrativas como especial exemplo de ação política. Diversos trechos dos evangelhos são mencionados e discutidos pelos entrevistados como modelo de ação ao reunir espiritualidade e transformação social.

Olha, para mim política é […] trabalhar para o bem comum. O que Jesus fez? Pegue a Bíblia. Tem político maior que Jesus? Jesus fez política o tempo todo; isso vai me alimentando nesta caminhada.

A identificação com a vivência política de Cristo, seus discursos e práticas, é em permanência afirmada na confluência entre fé e política.

A relação é muito grande. Se nós pegarmos o próprio Evangelho vamos ver que Jesus Cristo foi um grande político. Porque ele viveu numa sociedade que havia um domínio e muitas vezes ele mostrou para o pessoal como combater esse domínio, embora os apóstolos tivessem achado que Jesus seria um líder político e que fosse fazer uma revolução para libertar aquele povo do domínio romano. Mas o objetivo dele era outro, mas nem por isso ele deixou de lutar pelos pequenos. […] acho a fé e a política têm uma ligação muito grande, mas, muitas vezes, o povo não vê isso e não sabe trabalhar esta relação. Se a gente não trabalhar esse social acho que fica faltando alguma coisa, porque igreja sem o social eu realmente não vejo, não vejo como uma igreja de Jesus Cristo, não.

Se a gente pegar a Bíblia, a gente vê que é uma história política e tem gente que quer separar a questão política da fé… Não tem jeito. Você pode até separar a política da religião (eu acho inclusive que tem que estar separado). O próprio Cristo morreu pela atuação política.

Da união entre fé e política como instâncias complementares e indissociáveis resulta o exercício da cidadania e o dever de contribuir para uma sociedade justa e fraterna. Ao destacarem a política como uma via para a prática do bem na direção dos mais pobres, a caridade se apresenta como um imperativo de que, pela fé, os católicos exerçam sua cidadania na construção de uma realidade mais justa, democrática e solidária.

Espiritualidade

A respeito da vinculação entre fé e política, há um relato de entrevistado que bem expressa o que muitos disseram:

A fé que nós vivenciamos a partir da palavra para atingir o céu que é nosso objetivo maior, que é a ressureição; ela nos leva a nos desafiarmos e confrontarmos interesses individuais. Então, eu preciso do outro para me melhorar. Se eu preciso do outro para ser melhor e se eu faço isso por acreditar que existe um algo além, existe Deus, eu tenho o anseio a estar ao lado de Deus; logo, eu tenho que estar em relação com o outro e contribuir para que o outro melhore e que o outro também contribua com o meu melhoramento. E aí entra a questão da política, que é um meio, uma forma de se dirimir esses conflitos entre as pessoas, em sociedade, na pólis; então, tem tudo a ver. À medida que eu melhoro com vistas a melhorar também o outro, eu vou pensar a relação política, os meios para atingir estes fins com a ética […]; é o momento que eu tenho que negociar, ponderar, buscar um equilíbrio entre aquilo que o outro quer e aquilo que eu quero, para encontrar um algo possível a nós dois. Que não seja aquilo que ele quer, nem aquilo que eu quero, mas algo que vai permitir que nós dois sejamos beneficiados. Assim, é para a sociedade; logo, assim, é para a fé. Eu penso nisso. Para começar o céu aqui, eu preciso dessa relação de política e fé.

Paradoxalmente, a concepção libertária de uma fé política que move os grupos para a ação coletiva parece dificultar a participação comunitária. Diversos entrevistados afirmaram que a compreensão que têm da fé difere do sentido que lhes é conferido pela própria comunidade da qual fazem parte. Muitos são os que discordam de seus trabalhos, uma vez que para eles fé e política não se misturam, do que decorre o não envolvimento de paroquianos nas ações dos grupos.

Vejo que é muito comum a gente encontrar pessoas que dizem: eu não sou político, eu não gosto de política, dentro da Igreja não é lugar de política. Mas onde a gente vai fazer a política do bem comum se não for à luz do Evangelho? […] Eu acho que a fé e a política elas caminham juntinhas, desde que elas sejam construídas à base da Palavra, à base do Evangelho, à luz da palavra de Deus. […]. É a política que é voltada para o bem do outro. É ir ao destino daquele que está caído; como eu posso fazer isso se eu não tenho Deus, se não tenho a Palavra para refletir? […]. Você vai partir da lei e viver a comunidade, o comunitário. […] A vida pública de Jesus é a política, a política do bem comum.

Por sua vez, a dissociação entre política e vida cotidiana impede que se compreenda que esta é constitutiva dos fenômenos sociais. Em um contexto despolitizado estão ausentes os questionamentos sobre as condições estruturais das desigualdades e não há indagações acerca da participação social.

Essa limitação de entendimento, somada às imagens difusas, contraditórias, por vezes distantes e distorcidas da política, contribuem para que, nas paróquias, muitas pessoas tenham um entendimento de que há cidadãos “não políticos” e se considerem isentas de envolvimento político e apartadas da ação política.

Outro aspecto interessante que integra a reflexão de vários grupos de forma provocativa é a dinâmica de ação da própria Igreja, o que interfere na ação dos grupos.

Só que, enquanto Igreja, a estrutura, as reflexões, as linhas adotadas pelos padres e tudo, não contribuem para essa leitura da política com P maiúsculo. Não contribuem. E eu acho que a gente está precisando de resgatar […]. A gente não pode dissociar e dizer: “isto é responsabilidade de A ou de B”. Lógico que cada um pode até se envolver mais com a área da saúde aqui, área da juventude ali, mas esse olhar político que gera o coletivo, o interesse de todos, o interesse comum, é responsabilidade de todo mundo. Enquanto estiver fragmentando, achando que esses assuntos são de grupos específicos, a Igreja e a sociedade não vão avançar.

Alguns entrevistados assinalam que a organização em grupos pastorais nomeados por campo de atuação não favorece a ação coletiva, uma vez que fragmenta a realidade e inibe a conexão e o diálogo pelas causas sociais e políticas, com subsequente divisão de grupos, de linhas de trabalho e formação de “especialistas” em detrimento de ações empreendidas de modo transversal, não fragmentado.

Fé e política

Foi assinalado por alguns entrevistados que as relações entre igrejas locais e administrações municipais tanto podem propiciar benefícios quanto inibir a ação grupal diante das demandas comunitárias.

Na atual administração municipal […] . A proximidade [do prefeito] com o padre é muito grande; então, ele tem conseguido algumas conquistas para a paróquia, o que o deixa intimidado de certa maneira. Mesmo que haja uma ação que seja prejudicial à comunidade, de certa maneira, não há uma ação, pois por outro lado, o prefeito tem ajudado. Então, isso fica realmente limitando o trabalho dos grupos. Quando você tenta fomentar alguma discussão, ela acaba caindo no vazio por conta disso.

[…] eu acho que em alguns âmbitos sim, mas é difícil mesmo de falar. A gente tem vivido algumas situações na paróquia, em que a gente vê a política bem próxima sim, tanto o lado positivo como o lado negativo dela. É uma situação que já vem ocorrendo há alguns anos: por um lado, nessa parte burocrática, a política tem ajudado muito… não sei […]. eu sei que eu estou completamente errada porque política faz parte da vida da gente. Isso é inevitável. […] mas eu não enxergo elas caminhando juntas, talvez bem pouco em alguma coisa burocrática.

Ainda assim, os grupos persistem em sua caminhada e muitos apontam a fé como o que motiva tal persistência na ação política. Relacionando mística e profecia, pautam a fé como a força maior que lhes confere sabedoria e coragem para anunciar a boa nova e denunciar aquilo que impede a vida em plenitude.

A ligação entre fé e política, eu até diria que é de base. Se nós queremos edificar um edifício seguro, nós não podemos deixar de lado estes dois aspectos. A fé como olhar para além daquela realidade e, a política como pé no chão, olhando para nossa realidade. Então, nós olhamos para os dois aspectos e construímos algo muito bonito, a civilização do amor, conforme está lá na Doutrina Social da Igreja. Nós não temos uma ilusão de que a fé não tem nada a ver com política, porque, seria até hipocrisia nossa de acreditar em Deus, amar Jesus, seguir Jesus, se a gente não olhar para o próximo, principalmente, as pessoas que estão sendo prejudicadas […]. Então, a política vem como o pé no chão, olhando para o céu.

Quando definida como uma ação concreta e de busca por melhoria e transformação social, a política é valorizada pelos entrevistados. Dizem também que é preciso acreditar na política, ter fé na política para que se possa transformar a sociedade por meio das instituições democráticas, dos espaços de participação e das organizações em movimentos sociais e ações coletivas. Muitos apontam a falta de fé na política como um dificultador da participação política na sociedade.

Alguns padres e até leigos acham que “política não. Porque a política tem interesses particulares e não só o bem comum”, é a ideia de política que se tem. A política é o bem comum, só que o bem comum passa longe na visão de algumas pessoas pela sujeira que acontece, por alguns políticos é que eles não querem, mas eu particularmente acho que tem que continuar […]. O pessoal não sabe diferenciar política de politicagem. O que nós fazíamos e fazemos até hoje de certa forma, é levar o povo a participar, falando que eles, lutando a favor do município, eles também são políticos, não são só os políticos partidários lá no pleito não, eles também são políticos. O pessoal está com descaso por conta disso, o povo não crê na política, em nossos legisladores; este é o motivo.

Acreditar na política e desenvolver um olhar crítico sobre esse cenário, reconhecendo em tal campo as potencialidades e limites, ao ver dos entrevistados, é um caminho para que mais pessoas possam se engajar nas causas coletivas, na crença de que a mudança da cultura política do País é possível, superando, desse modo, a apatia que muitos observam em suas comunidades e no contexto brasileiro de um modo mais amplo.

Notas Finais

Ao longo da realização da pesquisa, foi possível constatar que, para os integrantes dos grupos de fé e política, a mística cristã não se constitui como mero aprofundamento na interioridade, em busca de uma paz individualista. Ela é, sobretudo, o desejo que conduz ao enfrentamento da realidade visando a que todos tenham vida.

A dimensão mística, por si só, não fundamenta nem confere validez total a uma vida de fé. […]. Sem o enfrentamento da realidade, sem o projeto histórico de construção do Reino de Deus, não há possibilidade de se alcançar uma experiência madura de vida cristã. (PEREIRA, 2008, p.16).

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Nos grupos de fé e política, mística e profecia se encontram. Mística como a habilidade para ver além e profecia como a capacidade de anunciar o que ainda não está exposto. “A particularidade do profeta é que ele vê uma realidade oposta àquela que está na experiência comum.”. (OLIVEIRA, 2006, s/p). Nas belas narrativas dos entrevistados, pudemos perceber a força viva da fé que tem por horizonte a produção de novos modos de existência.

São grupos que se comprometem e se orientam por valores e práticas de combate às diferentes formas de opressão, que primam pela construção de relações solidárias e fraternas e que creem firmemente na possibilidade do novo.

Os grupos de fé e política cumprem uma imprescindível tarefa educativa e prestam um serviço qualificado, acima de simples interesse partidário. Exercem a cidadania à luz do Evangelho. Eles são uma efetiva possibilidade de corrigir descompassos notados na sociedade quando se confunde a relação entre fé, religião e política, especialmente no que diz respeito a instituições e eleições. (AZEVEDO, 2013, s/p.).

Caracterizam-se por práticas coletivistas, em contraposição a uma cultura política cada vez mais voltada para o individualismo e para os resultados imediatos. Derivam das práticas do chamado comunitarismo cristão, tradição forte e influente não somente nas décadas de 1960 e 1970, mas que, sobretudo no atual contexto político, ainda desempenha um papel central na sociedade brasileira.

A Igreja Católica identificou no comunitarismo uma forma de valorização das ações sociais e coletivas e um meio de ação política. Já nas primeiras comunidades cristãs, narradas nas epístolas paulinas, fala-se de comunitarismo. Pouco a pouco a comunidade vai se organizando […]. O comunitarismo, que passa a permear várias ações da igreja, em todos os níveis, manifesta-se pela importância crescente dada aos grupos: colegiados, assembleias, equipes, associações e reuniões de todo o gênero. (SOUZA, 2008, p. 48).

Duas felizes coincidências em relação aos grupos de fé e política ocorrem no momento desta publicação. Por um lado, as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte e Planos de Ação Pastoral (2013-2016), expressas nas resoluções da IV Assembleia do Povo de Deus, indicam a importância da rearticulação dos grupos de fé e política, o que se torna um fator mobilizador na reestruturação desses grupos e na criação de novos.

É de extrema importância a ativação e rearticulação dos Grupos de Fé e Política, em todas as foranias e paróquias da Arquidiocese, no intuito de promover a participação consciente dos fiéis na sociedade, e na perspectiva do exercício da cidadania como testemunho de fé. Orientem-se os cristãos e cristãs a integrarem os Conselhos Públicos, que visem ao bem comum; e criem-se espaços, nos mais diversos âmbitos eclesiais, para que possam repassar os conhecimentos adquiridos. Por meio dos Grupos de Fé e Política, os cristãos sejam orientados para o acompanhamento ao Legislativo de maneira sistemática e consistente. As pastorais sociais e as diversas campanhas que promovem a participação dos leigos na transformação da sociedade precisam ser reforçadas, pois, também, por meio delas, o exercício da cidadania acontece. O Nesp – Núcleo de Estudos Sociopolíticos é um instrumento importante para incentivar e subsidiar essas atividades. Tenha-se em conta que não são permitidos posicionamentos e apoios explícitos, em nome da instituição, a quaisquer candidatos a cargos públicos. (IV APD, p. 22)

Por outro lado, o Papa Francisco, em suas homilias, tem lembrado a importância da participação política dos cristãos, tendo em vista sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa.

Muito bem. Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política. Nós, cristãos, não podemos «jogar a fazer o Pilatos», lavar as mãos. Não podemos! Devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política. Dir-me-ás: “Não é fácil! ” Também não é fácil tornar-se padre. Não há coisas fáceis na vida. (PAPA FRANCISCO, 2013)

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No que tange ao alcance dos objetivos propostos inicialmente, a pesquisa realizada permitiu identificar e melhor conhecer os grupos e práticas de fé e política presentes na Arquidiocese de Belo Horizonte. Não somente se registraram suas histórias, práticas, limites e possibilidades. Os resultados obtidos têm subsidiado o trabalho do Nesp no que tange à melhoria da oferta de ações de formação e capacitação e, em especial, favorecido o estabelecimento de parcerias entre os grupos e o Núcleo, o que certamente fortalece a ambos.

Há ainda a sublinhar que, restituído aos grupos de modo sistematizado o saber por eles produzido, tem-se observado o desencadeamento de novas ações, pelos próprios grupos. A pesquisa, tomada como prática ética, tem aí o seu papel: não somente auxiliar na promoção de conhecimentos, mas, por meio da reflexão, colaborar para que se instalem novas possibilidades de atuação em um campo.

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