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Acaba de ser anunciada a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Francisco, AMORIS LAETITIA, a alegria do amor. Trata-se de um documento que levou em consideração a boa nova do Evangelho, a tradição cristã, a consulta mundial sobre a família feita pela Igreja e, de modo especial, as reflexões feitas nas duas etapas do Sínodo da Família. Nele destaca-se a alegria do amor vivido em família, que é motivo de grande alegria para a Igreja. O Papa faz exortações importantes: indicações pastorais de acolhida misericordiosa, solicitude, atenção e cuidado para com as situações familiares complexas e  as famílias feridas.

Para acompanhar a sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal, o Papa Francisco enviou um documento escrito de próprio punho aos bispos de todo mundo:

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“Caro irmão,

Invocando a proteção da Sagrada Família de Nazaré, tenho a alegria de te enviar a minha Exortação Amoris laetitia para o bem de todas as famílias e de todas as pessoas, jovens e idosas, confiadas ao teu ministério pastoral.

Unidos no Senhor Jesus, com Maria e José, peço-te que não te esqueças de rezar por mim”.

As reflexões conclusivas do último Sínodo são abundantemente citadas, juntamente com documentos e ensinamentos do magistério da Igreja e as numerosas catequeses sobre a família do próprio Papa Francisco.

Como se costume, o Papa cita documentos de outras Conferências episcopais de todo o mundo (Quênia, Austrália, Argentina…), como também personalidades de relevo, como Martin Luther King e Erich Fromm e o filme “A Festa de Babette” para explicar o conceito de gratuitidade.

A Exortação apostólica chama a atenção pela amplitude e articulação. Está dividida em nove capítulos e mais de 300 parágrafos. Tem início com sete parágrafos introdutórios que evidenciam a plena consciência da complexidade do tema, que requer ser aprofundado. Afirma-se que as intervenções dos Padres no Sínodo constituíram um «precioso poliedro» (AL 4) que deve ser preservado. Neste sentido, o Papa escreve que «nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais». Por conseguinte, para algumas questões «em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”» (AL 3). Este princípio de inculturação revela-se como muito importante até no modo de articular e compreender os problemas, modo esse que, sem entrar nas questões dogmáticas bem definidas pelo Magistério da Igreja, não pode ser «globalizado». Mas o Papa afirma que é necessário sair da estéril contraposição entre a ânsia de mudança e a aplicação pura e simples de normas abstratas.

A partir de um rápido exame dos seus conteúdos, pode-se dizer que a Exortação apostólica Amoris laetitia afirma não o «ideal» da família, mas rica e complexa realidade do amor vivido em família. Um olhar aberto, profundamente positivo, que se nutre não de abstrações ou projeções ideais, mas de uma atenção pastoral à realidade. Procura falar a linguagem da experiência e da esperança.

No endereço abaixo encontra-se a síntese do documento:

http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2016/04/08/0240/00534.html#po

Para acessar o texto na íntegra, clique aqui.

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