Diácono Paulo Franco Taitson

As pessoas doentes são cidadãs do mundo e filhas de Deus.

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A pastoral acompanha, cuida, orienta e protege o seu rebanho, em todas as situações da vida.

Sempre que uma pessoa é internada para qualquer tipo de tratamento, em uma instituição hospitalar ela estará em um ambiente desconhecido, dotado de impessoalidade, invasivo a sua carne, em um ambiente gerador de medo do desconhecido, de medo de procedimentos que provoquem dor, além da que já está sentindo. Sabemos que o ambiente hospitalar é dessa forma, apesar de se tentar amenizar esta percepção através da acolhida, oração e valorização da vida humana. Os hospitais geram angústia e temor naquele que está hospitalizado.

A Igreja, atenta às necessidades dos sofredores, procurou aperfeiçoar uma pastoral em que a espiritualidade seja um alivio para as dores dos doentes. Nesta pastoral, o capelão, principal organizador, principal ministro, antes de ser alivio para outros deverá ser consciente de que ele próprio tem de estar são para ser sanidade para outros. Dessa maneira, assumindo sua condição de dispensador do amor de Cristo para quem sofre, deve estar em condições de enfrentar os embates que se apresentarão.

Levar a Palavra de Deus. Levar consolo, alívio e calma vai exigir do presbítero, diácono ou bispo, um elevado grau de dedicação, de amor ao outro como o próprio Cristo amou, sem fazer distinção de qualquer espécie. Ser responsável por este serviço tão especifico, que exige tanto cuidado, exige também um processo de mudança interior por parte do assistente religioso. A sua presença constante e efetiva, vai mostrar que ele acredita no que faz, acredita que o Cristo pode salvar, pode ser consolo e esperança para os necessitados, no caso os doentes.

Atualmente, no território da Arquidiocese de Belo Horizonte, formado por 28 municípios, são elencados 52 hospitais de grande porte. A pastoral hospitalar está presente em mais de 84% destes nosocômios. Seu intuito é prestar assistência religiosa aos pacientes, como presença fraterna, unção dos enfermos, confissão, eucaristia, bênção, batizados de emergência e atendimento individual. Pastoral lembra a ação de Jesus, o bom pastor, aquela que acompanha, cuida, orienta e protege o seu rebanho, em todas as situações da vida, especialmente no momento da fragilidade.

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Celebração promovida pela Pastoral hospitalar.

Alguns números da Pastoral Hospitalar em 2015:

  • 681 celebrações em hospitais;
  • 913 atendimentos a pacientes e seus familiares;
  • 934 atendimentos a profissionais da área da saúde;
  • 997 pedidos de orações recebidos durante o ano;
  • 601 batizados de urgência (crianças em tratamento com risco de morte);
  • 852 pacientes receberam a unção dos enfermos.

Outras atividades desenvolvidas pela Pastoral Hospitalar na Arquidiocese de Belo Horizonte:

  • Visitas para apoio e assistência espiritual, realizadas pelo Capelão (Bispo, padre ou diácono);
  • Celebrações: missa ou celebração da Palavra para os que desejam participar de forma regular;
  • Celebrações em datas especiais, para colaboradores e médicos;
  • Integração em algumas comissões: Bioética e humanização.

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Cristo, sinal do Reino que vem, é expressão de orientação correta da vida, da fidelidade à vocação de crescimento humano. As pessoas doentes são cidadãs do mundo e filhas de Deus. Nelas, Cristo se aproxima e interpela a cada pessoa e pede não passar adiante, com indiferença (cf. Lc 10,20). O capelão, então, imbuído de profundo respeito e amor pelos filhos de Deus, será o responsável por levar esse carinho que brota do amor de Cristo pela humanidade.

Confira a lista dos hospitais com os respectivos capelães: Pastoral hospitalar  da Arquidiocese de Belo Horizonte.

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Diácono Paulo Franco Taitson: Assistente eclesial da Pastoral Hospitalar na Arquidiocese de Belo Horizonte. PhD e Pós-Doutorado pela UFRJ. Professor Adjunto de Anatomia, Reprodução Humana e Bioética na PUC Minas. Membro da American Society for Reproductive Medicine.

 

Fonte:

Dom Total

 

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