A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus segundo Lucas 7,1-10 que corresponde ao 9° Domingo do Tempo Comum, ciclo C do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto da Primeira Carta de Paulo aos Corintios, capitulo 11,23-26, que corresponde à Festa do Corpo e Sangue de Cristo:

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Ao narrar a última Ceia de Jesus com seus discípulos, as primeiras gerações cristãs recordavam o desejo expresso de forma solene pelo seu Mestre: «Fazei isto em memória de mim». Assim o recolhem os evangelistas Lucas e Paulo, o evangelizador dos gentios…

Desde sua origem, a Ceia do Senhor foi celebrada pelos cristãos para fazer memória de Jesus, atualizar a sua presença viva no meio de nós e alimentar a nossa fé nele, na sua mensagem e na sua vida entregue por nós até a morte.

Recordemos quatro momentos significativos na estrutura atual da missa. Temos que vivê-los pessoalmente e em comunidade.

A escuta do Evangelho

Fazemos memória de Jesus quando escutamos nos evangelhos o relato da sua vida e da sua mensagem. Os evangelhos foram escritos, precisamente, para guardar a recordação de Jesus, alimentando assim a fé e o acompanhamento dos seus discípulos.

Do relato evangélico não aprendemos doutrina, mas, sobretudo, a forma de ser e de atuar de Jesus, que deve inspirar e modelar a nossa vida. Por isso, temos que escutar em atitude de discípulos que querem aprender a pensar, sentir, amar e viver como Ele.

A memória da Ceia

Fazemos memória da ação salvadora de Jesus escutando com fé suas palavras: «Este é meu corpo. Vede-me nestes pedaços de pão entregando-me por vós até a morte… Este é o cálice do meu sangue. Derramado para o perdão dos pecados. Assim me recordareis sempre. Eu vos amei até o extremo».

Neste momento confessamos a nossa fé em Jesus Cristo fazendo uma síntese do mistério da nossa salvação: “Anunciamos Tua morte, proclamamos a Tua ressurreição. Vem, Senhor Jesus”. Sentimo-nos salvos por Cristo nosso Senhor.

A oração de Jesus

Antes de comungar, pronunciamos a oração que nos ensinou Jesus.

Primeiro, identificamo-nos com os três grandes desejos que levava no seu coração: o respeito absoluto a Deus, a vinda do seu reino de justiça e o cumprimento da sua vontade de Pai. Logo, com as suas quatro petições ao Pai: pão para todos, perdão e misericórdia, superação das tentações e libertação de todo o mal.

A comunhão com Jesus 

Aproximamo-nos como pobres, com a mão estendida; tomamos o Pão da vida; comungamos fazendo um ato de fé; acolhemos em silêncio a Jesus no nosso coração e na nossa vida:

«Senhor, quero comungar contigo, seguir os teus passos, viver animado com o teu espírito e colaborar no teu projeto de fazer um mundo mais humano».

Fonte:

IHU

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