Relatório da Assembleia Paroquial

Paróquia: Santo Cura d´Ars (Bairro Prado).

Data: 04/06/2016, das 08 às 12 horas

Observadora: Camilla Moreira Alves

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Com um público formado em sua maioria por pessoas mais experientes, em grande parte mulheres, a Assembleia Paroquial na ótica da 5ª APD – Assembleia do Povo de Deus, na paróquia Santo Cura d’Ars, Forania São José do Calafate, Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança, ocorreu cumprindo a data sugerida pela Arquidiocese de Belo Horizonte, 04 de junho de 2016. A paróquia conta com uma estrutura física adequada e está localizada numa área de classe média alta. Considerando que sejam recebidas nos finais de semana cerca de duas mil pessoas para as missas, tínhamos na Assembleia um público inexpressivo, com pouco mais de trinta pessoas.

O pároco da Cura d’Ars, padre Joel Maria dos Santos, deu início à reunião relatando as dificuldades em reunir os fiéis para práticas sociais. Segundo ele: “O povo só quer missa.” Ele questiona também as dificuldades para a promoção de eventos como o da Assembleia e afirma que os paroquianos não devem se contentar com a linha de manutenção pastoralista, mas se unir em prol de uma pastoral da renovação.

A discussão começou pelo entendimento e interpretação dos três eixos a serem articulados, a Espiritualidade Encarnada, a Renovação da Vida Comunitária e a Inserção Social. No decorrer do processo foram relatadas algumas dificuldades e indagações encontradas pelo Padre Joel, como: “A concentração de energia dos fiéis é apenas na missa e na comunhão e se esquecem da palavra de Deus”; “só a missa muda a minha vida e a do outro?”

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Presenciou-se vários questionamentos sobre as atuações, não só da instituição Igreja, mas uma leitura da importância dos leigos para a construção espiritual e social da igreja.

Ao pensar a espiritualidade encarnada, notou-se que essa é a maior área de atuação do público local. Foi o item mais discutido e com maior número de possibilidades de atuação. Atrair a juventude para a igreja e pensar formas para que ela seja o sujeito das ações religiosas e sociais foi um tema que percorreu todos os eixos discutidos. A diversidade foi pautada e apoiada por todos os presentes. “A igreja tem como função acolher a todos, não julgar”, foi o item chave para uma renovação da vida comunitária. Quando se referiu à Inserção Social, destacou-se a observação a seguir: “A igreja ainda não é para os pobres.”

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Tratando-se de uma comunidade de classe média alta notou-se um comodismo perante as ações sociais e o desafio do desconhecido ao lado. O que, de alguma forma, levou às decisões de preservar e melhorar os projetos já existentes em vez de criar novas demandas.

A dinâmica elaborada para se pensar os eixos do Plano Pastoral, foi dividir a assembleia em grupos. Foram formados quatro grupos de oito pessoas com a responsabilidade de elaborarem três sugestões de atuação para os diferentes eixos. Em seguida, um representante de cada grupo descreveu as propostas de sua equipe, e as três mais votadas entraram para o documento a ser entregue à Forania, a qual a paróquia pertence. Em meio à votação, os participantes tiveram liberdade de questionar e/ou mostrar seu apoio às propostas sugeridas. Com um final bem democrático e aberto à discussão, cada membro foi convidado a votar em dois representantes que levarão as decisões locais para os outros processos da Assembleia do Povo de Deus.

O evento ocorrido na paróquia Santo Cura d’Ars teve um saldo positivo. As decisões foram tomadas de forma democrática visando o bem comum e as reais possibilidades da comunidade leiga.

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