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Em 18 de junho último, estive presente à Assembleia Paroquial em preparação para a V APD desta arquidiocese, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Bairro Céu Azul). Apresentei-me e fui acolhida pelo pároco e demais pessoas ali presentes, perguntei-lhes se conheciam o Observatório da Evangelização (vários disseram conhecê-lo) e mencionei que faria um relato do que observasse ali. Todos acolheram a proposta com muita tranquilidade.

A assembleia foi conduzida por um leigo, auxiliar do pároco, que a tudo assistiu sem interferir diretamente.

Após a acolhida a todos, iniciou-se uma oração do Ofício Divino, nesse clima propôs-se uma reflexão sobre o que a paróquia fez de bom nos últimos quatro anos. Partilha:

  • Os cursos;
  • A preparação e a participação na JMJ;
  • Os retiros, dias de oração e festas da comunidade;
  • (e segundo o pároco, há menos de um ano presente ali:) “nos últimos oito meses, a união”.

O coordenador da assembleia retomou: “Hoje nos sentamos para pensar os rumos da nossa paróquia para os próximos quatro anos.” Salmo/ refrão cantado/ versículos lidos livremente. Proclamação do evangelho do dia pelo pároco que concluiu: “Todos somos convocados. Chamados a contribuir. Colocar em ação o que ouvimos do próprio Jesus.”

Não houve apresentação do vídeo da V APD e, para apresentar o texto-base em preparação a ela, o leigo que dirigiu a Assembleia, fez as seguintes considerações: O que nos leva a estar reunidos em uma tarde de domingo? Somos chamados a ser uma Igreja missionária, “em saída”, como diria Francisco – e destacou:

  • Idade dos católicos na Arquidiocese: diminuição do número de jovens.
  • CNBB – pede protagonismo dos leigos.
  • Importância da centralidade da Palavra.

Afirmou que aqui, na Arquidiocese de BH, funciona o sistema de Redes de Comunidades e de conselhos. Que naquela paróquia funciona uma equipe administrativa para que o pároco possa dar uma maior assistência pastoral.

Sobre a centralidade da Palavra: Depois do Vaticano II, há maior consciência que o importante não é só a Eucaristia, mas também a Palavra. Somos a Igreja da Palavra/ de Palavra (Opção Preferencial pelos Pobres)/ a Palavra (alicerçada em Jesus). Temos compromisso com a reconstrução do Reino.

Que instrumentos temos para nosso trabalho? Manual dos Conselheiros (2005) e Subsídio da IV APD.

Segundo esse coordenador, o modelo de igreja tradicional, as CEB’s, os movimentos pentecostais não respondem mais aos jovens.

E questiona: – O que você vê na sua pastoral que mais atrai os jovens?

– Nós estamos pensando no nosso jeito de acolher os idosos?

Em seguida a essa reflexão, divide a assembleia em quatro grupos para responder às questões:

  1. Quais são os desafios que a minha pastoral tem enfrentado nos últimos dois anos?
  2. Como o meu grupo contribuiu para a paróquia nos últimos dois anos? Quais as estratégias utilizadas para isso?
  3. Quais são as metas da minha pastoral para os próximos dois anos? Como essas metas contribuirão para o crescimento da paróquia?

Plenária:

DESAFIOS

Grupo 1

  • Cristãos, em geral, voam muito baixo na espiritualidade;
  • Necessidade de renovação;
  • Convivência entre nós;
  • Cursos: formato repetitivo, não favorecem o crescimento, não atrativos;
  • Inconstância dos sacerdotes, muita mudança;
  • Falta de comunicação e de integração entre as pastorais;
  • Músicos estão fora da liturgia.

Grupo 2

  • Falta falar a linguagem do jovem e do leigo;
  • Dificuldade de comunicação entre pastorais e entre comunidades;
  • Falta aprofundamento na espiritualidade;
  • Falta disponibilidade;
  • Três padres nos últimos dois anos…

Grupo 3

  • Diminuição do número de membros;
  • Falta de disponibilidade das pessoas;
  • Jovem não se vê como a cara da Igreja.

Grupo 4

  • Falta espaço (abertura) da liturgia para as demais pastorais e como essas pastorais não se engajam na liturgia, não tem um lugar para divulgar sua ação;
  • Falta integração das pastorais;
  • Falta comprometimento dos cristãos na vida da comunidade;
  • Trazer mais pessoas para trabalhar nas pastorais;
  • Faltam espaços atrativos para os jovens fazer retiros. Tudo é caro. Como segurar os jovens?

CONTRIBUIÇÕES/ ESTRATÉGIAS

Grupo 1

  • Busca de responder aos apelos.

Grupo 2

  • Abertura do retiro quaresmal para as comunidades (mas pouca participação);
  • Rede de comunidades está funcionando melhor

Grupo 3

  • Visitas;
  • Evangelização nas casas;

Grupo 4

  • Formação de novos membros;
  • Sensibilização para promover cursos diversos;
  • Formação de uma pastoral missionária.

METAS

Grupo 1

  • Valorização das lideranças.

Grupo 2

  • Formações, retiros;
  • Melhoria da comunicação para maior participação nos eventos;
  • Disposição para ir ao encontro das pessoas: Igreja em saída (precisamos ser mais missionários);
  • Compreensão da linguagem do jovem e do leigo. Encontros mais característicos. Dar mais participação às crianças, adolescentes e jovens.
  • Não deixar que as coisas morram depois da 1ª eucaristia

Grupo 3

  • Integração das pastorais (jovens nas demais pastorais)

Grupo 4

  • Buscar novas pessoas para ajudar;
  • Mais agilidade dos coordenadores para transmitir as informações (para haver mais tempo para preparar bem as atividades);
  • Crisma: Cada mês, como um estágio, durante dois anos, os jovens participarem de todas as pastorais da paróquia (porta de entrada: as pastorais)

Na reunião havia mais de sessenta pessoas, 1/3 das quais homens (21).  E somente seis jovens que, no entanto, se fizeram ouvir.

Segundo o leigo, que conduziu a assembleia, a APD segue o método: VER – JULGAR – AGIR, mas o coordenador não fez qualquer referência ao questionário lançado pela arquidiocese em preparação à próxima Assembleia do Povo de Deus. Após a escuta de todos os grupos, mencionou algo que não foi citado por nenhum deles e comunicou que, ali, a Pastoral da Saúde será a porta de entrada das demais pastorais de toda a paróquia. Assim, se alguém for visitar um enfermo, saberá, em casa deste, se há pessoas que necessitam se preparar para os sacramentos, por exemplo, e encaminhará as demandas para as diferentes pastorais.

O passo seguinte foi um convite a que aqueles que desejassem representar a paróquia nas instâncias seguintes da V APD, se oferecessem para isto. Três pessoas se apresentaram e o coordenador escolheu, sem eleição, portanto, as duas representantes da paróquia, sem dar uma razão para isso.

Então, o rapaz preterido trouxe alguns questionamentos à baila, dizendo que deveriam ser considerados ali. Primeiro, questionou a centralização dos conselhos, afirmando que além de consultivos deveriam ser, também, deliberativos. Depois opinando que as CEBs ali tem que ser retomadas. O coordenador, por sua vez, reafirmou enfaticamente que “as CEBs não atendem à nossa realidade, no contexto geral”.

Uma leiga interveio: “Nós não somos criancinhas. A Igreja tem que aprender a ouvir nossas críticas. Nós colocamos como princípio nosso desejo de criar Rede de Comunidades, e agora temos que retomar tudo de novo. Cada vez que troca o padre, parece que temos que retomar tudo de novo!”

O coordenador prosseguiu, sempre com justificativas intermeadas de afirmações como: “vocês tem que ter autonomia”, mas as decisões, ao menos no que concerne àquela assembleia paroquial, partiram dele, que concluiu pedindo a cada grupo para encaminhar a síntese para o e-mail da paróquia.

Encerrou-se com a Oração da V APD.

Tânia Jordão.

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