Relatório da Assembleia Paroquial – Santuário da Saúde e Paz

Arquidiocese de Belo Horizonte

Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança

Forania São Francisco das Chagas

Dia: 11 de Junho de 2016

Observador: Joel Maria dos Santos

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  1. Acolhida

Às 14h 30 do dia 11 de Junho nas dependências do Santuário da Saúde e Paz, no Bairro Padre Eustáquio, reuniu-se cerca de 70 pessoas, coordenadas pelo Pároco solidário Pe. Marcus Vinícius Maciel, SSCC. O mesmo iniciou a assembleia com as orações propostas pelo Vicariato para a Ação Pastoral. Logo após foi proclamada a leitura da liturgia do dia de São Barnabé destacando a respectiva referência: “É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e cheio de fé. E muitas pessoas se associavam”. Isto colaborava para o Reino de Deus. Foi feita a oração e cantado o hino da V APD, terminando assim o momento da oração.

  1. Apresentação

Pe. Marcus Vinícius pediu que os participantes pudessem se apresentar, dizendo também a pastoral a que pertence. As pastorais representadas eram: da família; ministros extraordinários da Eucaristia; da liturgia; do ECC; círculos bíblicos; batismo; ministério de música; Mãe Rainha; EJC; jovens; renovação carismática; apostolado da oração; acolhida; comunicação; pastoral do dízimo; vicentinos; equipe de festas; conselho administrativo paroquial; coordenadores de comunidades; catequistas e setores da paróquia. Ainda se faziam presentes, algumas congregações religiosas femininas (Missionaria de Nossa Senhora das  dores, Irmãs de Santa Teresinha e postulantes), e masculinas (Fráteres da Misericórdia e seminaristas da Congregação dos Sagrados Corações).

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  1. Metodologia/dinâmica a partir do texto base.

Havia uma equipe que cuidou da preparação da assembleia juntamente com o Pároco. A mesma procurou durante toda a assembleia, animá-la por meio de cantos, sorteios de brindes, balas e movimentos corporais. Foi apresentado o filme da 5ª APD, preparado pelo Vicariato para a Ação Pastoral. Logo após, passou-se as orientações quanto aos passos da assembleia. Inicialmente foram apresentadas as três dimensões (Espiritualidade encarnada e de comunhão, vida comunitária, e inserção social), considerando pontos semelhantes, desafiadores e positivos. A apresentação deste material se deu de forma criativa, objetiva e clara através de Slides. Após cada dimensão apresentada, eram feitos os comentários pelos participantes da assembleia.

  1. Partilha dos “cochichos” entre os participantes.

Relatamos aqui os comentários e observações feitas em razão da partilha das pessoas presentes à assembleia:

Amamos aquilo que conhecemos. Ao participar e acompanhar os programas interage-se melhor com o andamento das coisas. Todos os encontros deveriam iniciar sempre com a Palavra. Somos ainda muito devocionais. Não sabemos contemplar nossa redenção a partir do que rezamos. É a Palavra que nos salva, interpela e nos põe em ação.

Quanto à dimensão da vida comunitária destacou-se:

viver uma espiritualidade aberta à diversidade e não de uma forma intimista. Necessidade de resgatar a orientação de Aparecida (consciência de sermos discípulos missionários). A Pastoral social deve ser capaz de atender a todos independentemente da religião, quem quer que seja.

Em relação às interpelações da vida comunitária, assim foram as contribuições:

mostrou-se a realidade de uma pastoral de manutenção que é desafiada a uma passagem para a dimensão missionária.

Cabe dizer que os jovens, em torno de 12 que estavam presentes, partilharam a dificuldade de trazer o jovem para dentro da Igreja e inseri-los na vida da comunidade. Nem sempre são acolhidos, existe o fechamento por parte de outros grupos por não concordarem com  o jeito dos jovem ser. É preciso integrar a juventude às outras pastorais como as obras de caridade e até mesmo no serviço da política.

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As pastorais precisam caminhar mais integradas, em comunhão e capazes de partilhar.

No que se refere à Inserção social, os participantes assim partilharam suas reflexões:

o serviço da caridade que existe na paróquia, chamado ‘damas da caridade’, é uma forma de optar preferencialmente pelos pobres presentes aqui nas creches, asilos e nos mendigos de rua. A paróquia precisa encontrar um lugar para acolher os que ficam pelas ruas no entorno da Igreja proporcionando-lhes mais dignidade. Falta comunicação acerca dos trabalhos de outras pastorais no sentido de proporcionar maior aproximação e interação. Destacou-se também a necessidade de uma pastoral de escuta para melhor ir ao encontro dos sofrimentos pelos quais as pessoas passam.

Depois da partilha desses cochichos em relação às três dimensões propostas, deu-se o encaminhamento para os trabalhos em grupos.

  1. Trabalho em grupo a partir das dimensões

Conforme orientação dada, cada grupo dedicaria a discussão das dimensões propostas, e teria que escolher cinco prioridades em relação a cada dimensão. Cada grupo recebeu uma folha que continha as proposições, e em seguida, haveria de eleger três diretrizes. Os grupos foram escolhidos pelo critério de faixa etária. Este foi um pedido dos jovens que se sentiam fora de lugar em outros grupos. Assim ficou a divisão: 02 grupos com membros de 30 anos; 01 grupo de 30 a 50 anos; 01 grupo com os de 50 a 60 anos; os demais foram divididos em 03 grupos. Os grupos tiveram 40 minutos para este trabalho. Logo após aconteceu a plenária chegando a eleição das três prioridades por dimensão. A assembleia teve seu término às 17h 30 com o momento de oração.

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Parecer do Observador

A assembleia paroquial constou com um número pequeno de pessoas da comunidade, embora ao mesmo tempo, as pastorais estavam bem representadas. Notou-se uma pequena presença dos jovens e por outro lado a grande maioria de adulto-idosos. A presença de religiosos/religiosas foi um ponto significativo visto que atuam nas comunidades que compõem a paróquia. As dimensões sociais, através das pastorais específicas, estavam presentes e, ao mesmo tempo, não só partilharam seu trabalho, bem como manifestaram as dificuldades em realizá-lo e, até mesmo, encontrar um apoio considerável por parte das outras pastorais.

Percebe-se a dificuldade de renovação dos membros e das atividades no âmbito das pastorais e das pessoas a assumi-las. Não se pode desconsiderar que o Santuário tem um grande fluxo de peregrinos e devotos, o que, por sua vez, sinaliza um grande desafio quanto à pertença, participação e compromisso em relação à ação pastoral.

A assembleia não seguiu na íntegra as orientações propostas pelo Vicariato para a ação pastoral. Foi considerada outra metodologia. A equipe responsável pela dinâmica da assembleia foi muito criativa, possibilitando assim que a mesma transcorresse de forma leve, agradável e objetiva.

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Não tive acesso às prioridades pastorais relacionadas às dimensões, o que foi apresentado em plenária no término da assembleia. Até no momento em que participei, não senti, através dos “cochichos” em duplas, a apresentação de propostas novas em relação à pastoral a partir da visão eclesiológica que Francisco convoca a Igreja a caminhar, nem mesmo uma análise crítica do caminho que o Santuário até então faz.

 

Joel Maria dos Santos

Membro da equipe executiva do Observatório da Evangelização

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