A Assembleia do VEAP aconteceu no palácio Cristo Rei, na manhã de sábado do dia 10 de setembro de 2016 e contou com a presença de 41 participantes. Após o café de boas vindas e um breve momento de oração, o Padre Áureo convidou Paulo Sérgio Soares, do CEGIPAR, para apresentar uma síntese do texto-base motivador para as assembleias da 5a APD.

Ele organizou a síntese das interpelações e desafios contemporâneos para a Igreja a partir dos três eixos: Espiritualidade Encarnada; Renovação da Vida Comunitária e Inserção Social. Em relação ao primeiro eixo, Espiritualidade Encarnada, ele destacou: para melhor concretizar a centralidade da Palavra, cuidar da capacitação para o ministério da Palavra; cuidar para que a vida eclesial nos torne pessoas melhores; repensar os processos e as dinâmicas de educação da fé; promover contínuo processo de formação integral em todos os níveis; repensar o modelo eclesial. Em relação ao segundo eixo, Renovação da Vida Comunitária, ele destacou: promover efetiva participação e corresponsabilidade dos leigos e leigas na vida da Igreja; superar a mentalidade de “pastoral de manutenção” e investir na concretização de rede de comunidades; educar para acolhida da pluralidade e diversidade sexual no âmbito familiar, social e eclesial (novas famílias, grupos LGBTs); acolher as diversas faces das juventudes tendo como prioridade a inclusão dos jovens na vida da Igreja; dar passos concretos rumo ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso. Em relação ao terceiro eixo, da Inserção Social, ele destacou: a centralidade dos pobres e a da defesa de sua dignidade e inclusão social; resgatar o caráter profético da Igreja; Cuidar melhor da qualidade de nossos meios de comunicação; dar atenção à diversidade de situações sociais presentes na Arquidiocese; valorizar a dimensão política da fé cristã e os grupos de fé e política.

Em seguida, dividiu-se os participantes em três grupos, para enquanto VEAP, à luz dos desafios colocados, elencar duas prioridades para cada um dos eixos. A maioria dos grupos não distribuiu suas prioridades nos três eixos. O grupo 01 destacou: concretizar a centralidade, a escuta e a ministerialidade da Palavra entrelaçada com a prática da Igreja, em busca de coerência com o projeto do Reino; a formação integral continuada, primeiramente na própria comunidade, em vista de concretizar a centralidade da Palavra a partir das diversas linguagens, suscitando discípulos/as missionários; concretizar, de diversas formas, a prioridade dada às juventudes; buscar formas de concretizar a acolhida e inclusão eclesial das diversidade das famílias; concretizar as pastorais sociais como menina dos olhos da Igreja, reforçando a presença da Igreja nas diversas lutas dos movimentos sociais em vista de concretizar a centralidade da situação dos mais pobres na vida da Igreja; garantir que as diversas linguagens utilizadas pelos nossos meios de comunicação resgatem o ensinamento social da Igreja; O grupo 02 destacou: fortalecimento da identidade arquidiocesana; Integração maior entre os Vicariatos; fortalecimento do protagonismo juvenil dentro de uma proposta de Igreja; trabalhar com a diversidade sexual e grupos LGBTs; fortalecimento do protagonismo dos leigos, na construção dos processos que auxiliem na participação sobretudo nos conselhos pastorais; fortalecimento dos Conselhos pastorais. O grupo 03 destacou: valorização dos círculos bíblicos e das redes de comunicação; formação sociopolítica para o exercício da profecia; veículos e meios de comunicação, redes sociais… serem mais bem explorados e articulados a partir das três dimensões da ação evangelizadora; resgatar a pastoral de conjunto; fazer com que as ações do Vicariato cheguem nas bases, nas comunidades;

Após a apresentação dos três grupos, promoveu-se tempo de palavra livre. Aconteceram diversas provocações sobre os diversos desafios, entre elas merecem destaque: promover com clareza o posicionamento da Igreja em questões sociopolíticas; promover com clareza o “magistério” da Arquidiocese; buscar linhas de ação comum e conversão pastoral, de modo especial, com o clero; reforçar o papel dos conselhos.

Em seguida, abriu-se discussão a partir da proposta de indicação de nomes para o vicariato: primeiramente muitos sugeriram que, apesar das legislação em vigor, pudéssemos indicar o nome de leigos ou leigas para esse serviço e não apenas presbíteros; outra sugestão importante foi, inspirados pelo projeto de reforma política, primeiro delineássemos o projeto que queremos para o VEAP e depois o nome do coordenador e da equipe que cuidaria de executá-lo na Arquidiocese.

Em seguida, Felipe Magalhães fez uma síntese da assembleia destacando a necessidade do VEAP pautar-se como o lugar da práxis pastoral .

Por fim, o Pe. Áureo leu a ata das indicações para o novo coordenador do VEAP, com as seguintes indicações: Frei Adilson com 15 votos, Pe. Áureo com 7 votos (embora já tenha cumprido dois mandatos); Pe. Joel e Pe. Márcio Paiva com 5 votos e o Pe. Manoel Godoy com 4 votos e diversos nomes com 2 ou 1 voto.

Fotos:

Edward Guimarães

Secretário Executivo do Observatório

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