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No dia 15 de outubro, mês das missões, aconteceu, no ginásio do Colégio Pio XII, a tão aguardada 5ª APD da Arquidiocese de Belo Horizonte. Com cerca de 700 participantes, representantes escolhidos nas diversas assembleias que precederam esta grande Assembleia do Povo de Deus: paroquiais, foraneas, regionais, dos vicariatos, dos religiosos e das juventudes. Em todas essas assembleias menores, os participantes foram provocados pelos resultados da ampla pesquisa avaliativa realizada na Arquidiocese, por meio de um questionário eletrônico, e por um texto-base, disponibilizado em um subsídio próprio organizado pelo Vicariato Episcopal para Ação Pastoral, que oferecia um roteiro para cada uma delas.

Nessas assembleias anteriores, o discernimento dos desafios e urgências aconteceram a partir dos três eixos norteadores tradicionais da Arquidiocese, em torno dos quais se organizavam as Diretrizes e as ações evangelizadoras previstas nos Planos de Pastoral de cada Região Episcopal: Espiritualidade Encarnada, Renovação da Vida Comunitária e Inserção Social.

A relevância prática desses eixos vinha sendo questionada por muitos. Talvez por isso o Instrumento de Trabalho, contendo os 10 desafios e urgências discernidos de forma crescente ao longo das assembleias menores apresentados como proposta para as próximas Diretrizes da Arquidiocese, foi organizado de forma diferente. Cada uma das dez temáticas propostas foi apresentada à Assembleia Arquidiocesana em nova estrutura organizativa. Iniciava com uma definição da temática, seguida de seu desdobramento imediato em três níveis concêntricos complementares: pessoa, comunidade e sociedade.

Depois um momento celebrativo inicial, das palavras motivadoras do Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo e da explicitação dos passos da 5ª APD pelo vigário episcopal pe. Áureo Nogueira de Freitas, os participantes foram distribuídos em 22 grupos, com cerca de 30 participantes cada um, para discussão das propostas temáticas do Instrumento de Trabalho, com a missão de para fazer modificações no texto e/ou apresentar sugestões concretas.

Sendo que os grupos de 1 a 7 formavam o Bloca A e pegaram os temas:

  1. Rede de Comunidades;
  2. Opção preferencial pelos pobres;
  3. Igreja da Acolhida.

Os grupos de 8 a 14 formavam o Bloco B e assumiram as temáticas:

  1. Fé e política;
  2. Família;
  3. Protagonismo dos leigos.

Já os grupos 15 a 22 formavam o Bloco C e debruçaram-se sobre os temas:

  1. Opção preferencial pelas juventudes;
  2. Formação integral e permanente;
  3. Catequese;
  4. Comunicação e Cultura.

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Cada grupo tinha um/a coordenador/a previamente escolhido pela organização e, uma vez no grupo, escolhia-se alguém para secretariar redigindo as modificações e sugestões do grupo de trabalho. Apesar do tempo ter sido avaliado por todos como muito curto para a tarefa, muitas ideias, modificações e sugestões foram apresentadas.

Após esse trabalho em grupo, enquanto os participantes voltaram para a grande arena do ginásio, os/as coordenadores/as e secretários/as de cada um dos três blocos reuniram-se para uma síntese provisória, liderada por uma pessoa previamente escolhida pela organização para fazer a coordenação de cada bloco. Em seguida, o/a coordenador/a de cada bloco, apresentou no plenário a síntese recolhida dos grupos correspondentes.

Aconteceu, então, um imprevisto. Muitos coordenadores/as e secretários/as dos 22 grupos de trabalho não se sentiram contemplados nas sínteses apresentadas pelos coordenadores/as de bloco, a comissão organizadora recolheu as 22 sínteses dos grupos de trabalho e entregaram à comissão de redação formada por Dom Joaquim Mol, Felipe Magalhães Francisco e Tânia da Silva Mayer. Esta precisou de um tempo maior para elaborar  síntese geral e submeter a aprovação da grande assembleia.

Durante o tempo de elaboração da redação da síntese geral, a assembleia foi animada por música, sorteios, palavras de Dom Walmor e fila do povo com participação de quem se escrevesse para falar.

Em seguida, cada uma das dez propostas para futuras diretrizes da Arquidiocese foi submetida à apreciação crítica da grande assembleia para avaliação crítica, sugestões e votação para aprovação. Toda proposta de modificação no texto Instrumento de Trabalho foi apresentada em vermelho para melhor visualização e avaliação do grande plenário. Depois de acaloradas discussões cada redação das temáticas foi sendo considerada, às vezes modificada e, por fim, aprovada.

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Por fim, todos dos 10 desafios e urgências indicados pelas assembleias menores, depois de amplamente refletidos, avaliados e modificados, foram aprovados pelo grande plenário da 5ª APD da Arquidiocese de Belo Horizonte. E agora passam a ser assumidos como Diretrizes da Ação Evangelizadora para o próximo quadriênio 2017-2020.

A equipe do Observatório da Evangelização apresentará cada uma das 10 Diretrizes, com sua respectiva redação aprovada na 5ª APD, aguardem.

Edward Neves M. de B. Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

 

 

 

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