O ser humano é repleto de potencialidades (dons, talentos, capacidades…) que precisam encontrar espaços criativos que favoreçam o seu desenvolvimento. Na busca do bem viver e da construção da sociedade justa e inclusiva, somos chamados a descobrir a beleza de ser eternos aprendizes. As comunidades cristãs, em suas dinâmicas eclesial e social, são chamadas a oportunizar ricas experiências de crescimento humano aos seus membros. Ai entra o processo de formação integral e permanente capaz de nos tirar das zonas de conforto, nos fazer conhecer a Palavra de Deus, trabalhar os dons pessoais e coletivos e colocá-los a serviço, uns dos outros, na lógica do amor fraterno e do Reino de Deus.

Acontece que o resultado da pesquisa-questionário feita no contexto preparatório para a 5ª Assembleia do Povo de Deus entre os católicos, indicou dados que apontaram para a urgência do investimento em uma formação integral e permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte:

  • 61% afirma que se deve repensar o nosso jeito de viver a fé cristã como Igreja, pois, do jeito que está não tem transformado a vida dos fieis;
  • 64% afirma que se deve investir em atividades que promovam a cultura geral em vista do cumprimento da missão evangelizadora;
  • 78% afirma que de deve modernizar os nossos Meios de Comunicação Social já que 61% avalia que do jeito que está não está contribuído para a formação crítica dos fieis.

Na grande assembleia arquidiocesana e nas assembleias menores (paroquiais, forâneas, regionais, dos vicariatos, dos/as religiosos/as e das juventudes) no discernimento dos desafios e urgências as formação integral e permanente surgiu com destaque.

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A OITAVA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Formação integral e permanente

Jesus ensina que para se tornar discípulo e discípula é preciso se colocar no caminho, para aprender Dele a fé e o exercício do amor, em um processo permanente de formação. A Tradição da Igreja ensina que a fé, na comunidade de fiéis, é transmitida a todos que se deixam encontrar por Jesus.

Nesse sentido, devemos:

          a) No nível da PESSOA

FOMENTAR um processo permanente de formação dos cristãos e cristãs, enraizado na Palavra e na vida de Jesus, que nos interpela ao amadurecimento da fé e do amor;

          b) No nível da COMUNIDADE

PROMOVER, na Arquidiocese, um projeto de formação integral, por meio de métodos diversificados, presenciais e à distância, dos cristãos e cristãs, leigos e clérigos, englobando as perspectivas humana, pastoral, bíblica, espiritual, teológica, ministerial, litúrgica, social, política, ecológica e missionária. O Secretariado Arquidiocesano de Formação seja reestruturado e fortalecido, para atuar como articulador e orientador da formação em nossa Arquidiocese;

          c) No nível da SOCIEDADE

INVESTIR recursos humanos e financeiros na formação permanente e continuada dos agentes de pastorais e do clero, de modo que esses possam dialogar com a realidade atual, atentos aos sinais de nosso tempo e empenhados em construir uma Igreja que viva o Evangelho na história, e que contribua eficazmente com a sociedade.

 (As palavras com letras maiúsculas e os grifos são do Observatório)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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