A Pastoral Universitária PUC Minas soltou hoje importante nota na qual expressa sua solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras que, percebendo a gravidade do que está em curso no atual contexto sociopolítico brasileiro, decidiram manifestar-se em defesa da cidadania e da dignidade da vida e contra os retrocessos nas conquistas sociais desde a Constituição Federal de 1988:

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Nota sobre as manifestações dos professores contra a reforma da Previdência

A Pastoral Universitária PUC Minas expressa sua solidariedade aos professores e demais forças vivas da nação que convocam para as manifestações do dia 15 de março. Estamos vivendo um ponto de inflexão na história brasileira. Na hipótese de aprovação de todas as propostas do executivo federal, os brasileiros sofrerão perdas e retrocessos em direitos fundamentais. Esses direitos estão fundados nos principais valores de nossa cidadania, tais como a defesa da criança e do idoso; aposentadoria; acesso universal à terra, saúde e educação.

Interpelada pelo ideal evangélico, em comunhão com o Papa Francisco e com a Arquidiocese de Belo Horizonte, a Pastoral Universitária PUC Minas busca colaborar na realização da missão da Universidade e acolhe as palavras de nosso reitor, Dom Joaquim Mol, que alerta para a gravidade do momento político brasileiro. Os mais pobres e fragilizados pagarão as contas em um mundo no qual a crise é dividida e os lucros privatizados.

Assim, considerando justas e necessárias as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, afirmamos nossa solidariedade em favor da grande mobilização nacional dos educadores e professores de todo o país, como forma prática e comprometida de lutar por justiça e manutenção do estado democrático. Nosso entendimento é de que são legítimos os protestos e movimentos da sociedade, especificamente contra a denominada Reforma da Previdência.

A Pastoral Universitária deve estar a serviço da Universidade, promovendo a reflexão e a conscientização do momento político que estamos vivendo. Assim, apoiamos aqueles que estão dispostos a construir um país livre da corrupção, em defesa da democracia e que se colocam ao lado dos empobrecidos sobre os quais recairão as consequências das medidas que o governo quer adotar.

Neste momento da mais alta gravidade de nossa vida republicana, testemunhamos a esperança e a alegria do Evangelho que, como ensina Francisco, enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus Cristo ( Envangelii Gaudium).

Belo Horizonte, 13 de março de 2017.

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