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“Que pessoas e Igrejas possam ser impelidas pelo amor de Cristo a viver vidas reconciliadas e a derrubar as paredes da divisão”

A diversidade das Igrejas cristãs enriquece, com a singularidade de cada qual, a experiência cristã vivida em comunidades distintas que comungam a mesma fé em Jesus Cristo. Ela pode, portanto, ser motivo para se aproximar das várias denominações religiosas e não para se distanciar.

Esta é a mensagem do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que teve início nesse domingo (28/05/2017), na Solenidade da Ascensão do Senhor, e prossegue até o próximo domingo (04/06/2017), na Solenidade de Pentecostes.

Promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico. No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a SOUC no período entre a Ascensão do Senhor e Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.

Em contexto europeu, o trecho da mensagem comum do presidente da Comissão da Conferência Episcopal Italiana para o ecumenismo e o diálogo, Dom Ambrogio Spreafico; do presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália, Pastor Luca Maria Negro; e do arcebispo ortodoxo da Itália e Malta e exarca para a Europa Meridional (Patriarcado ecumênico), Metropolita Gennadios que está transcrito abaixo aponta para o fundamento maior que dá sentido a busca da unidade cristã:

“Não somente dar passos importantes de reconciliação entre as Igrejas separadas, mas tornar-se testemunhas da reconciliação num mundo que precisa de ministros de reconciliação capazes de derrubar as barreiras, construir pontes, celebrar a paz e abrir as portas a novos estilos de vida em nome daquele que nos reconciliou com Deus, Jesus Cristo.”

O tema deste ano é:

Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração dos 500 anos da Reforma”.

Inspirada na 2Cor 5, 14-20 a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano traz como mensagem central a afirmação de que é a graça de Deus que nos reconcilia. A relação entre graça e reconciliação é motivada pela celebração dos 500 anos da Reforma Protestante, ocorrida em 1517, na Alemanha.

Neste sentido, não foi uma casualidade o fato de o material para a Semana ter sido preparado por uma comissão de membros das Igrejas cristãs alemães:

  • Dr. Eberhard Amon (Prelado, Conferência dos Bispos Alemães)

  • Pastor Bernd Densky (Pastor Batista, Consultor do ACK)

  • Sra Dra Elisabeth Dieckmann (Secretária do ACK, Igreja Católica)

  • Sra Leonie Grüning (Pastora, Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)

  • Sra Anette Gruschwitz (Pastora, Igreja Metodista)

  • Arcebispo Constantin Miron (Conferência Ortodoxa de Bispos)

  • Pfarrer Scott Morrison, (Pastor, Igreja Evangélica Luterana Independente)

  • Sra Ruth Raab-Zerger (Igreja Menonita)

  • Sra Dra Dagmar Stoltmann-Lukas (Consultora, Vicariato Geral dos Bispos)

  • Sr Jan-Henry Wanink (Pastor, Igreja Reformada na Alemanha)

  • Sra Allison Werner-Hoenen (Pastora, Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)

  • Sr Marc Witzenbacher (Consultor da Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)

“O fato que os cristãos possam hoje recordar juntos com um sentido de esperança um evento do passado que dividiu os cristãos no Ocidente” é um “notável resultado” alcançado “graças a cinquenta anos de diálogo ecumênico”. Daí, o convite aos cristãos a tornarem-se “ministros de reconciliação” no mundo.

Na mensagem assinada pelos representantes do Conic, lê-se:

“O movimento da Reforma não foi isento de conflitos e extremismos religiosos, causados pelas partes envolvidas. É justamente por causa desses conflitos que a palavra reconciliação torna-se central ao refletirmos sobre estes 500 anos”.

Para baixar o subsídio (texto-base, reflexão bíblica para os oito dias e roteiro para a celebração ecumênica) acesse aquiSubsídio para a SOUC 2017

Edward Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização – OE PUC Minas

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