Evangelizar é anunciar uma boa notícia da parte de Deus capaz de gerar horizonte de esperança e alegria em vista de uma “outra vida possível”, onde a centralidade é ocupada pelo amor e o cuidado para com a dignidade de todos. Para Jesus, entre os sinais que podem nos fazer perceber a presença do Reino de Deus no meio de nós está que “os pobres são evangelizados” (cf. Mt 11, 2-6). Na manhã de hoje, papa Francisco surpreendeu de novo ao nos recordar que, como no tempo de Jesus, hoje a esperança vem dos mais pobres. Nesse sentido, vale a pena ler o que Mauro Lopes nos escreveu:

 

Papa: os pobres carregam a esperança e farão a revolução

 

O Papa afirmou na manhã desta quarta-feira (27/09/2017) que “a esperança não é virtude para as pessoas com o estômago cheio”, que são, muitas vezes, verdadeiros “inimigos da esperança”. Para Francisco, “os pobres são os primeiros portadores da esperança”, como José e Maria e os pastores de Belém.

“Enquanto o mundo dormia recostado nas tantas certezas adquiridas, os humildes preparavam no silêncio a revolução da bondade. Eram pobres de tudo, mas eram ricos do bem mais precioso que existe no mundo, isto é, o desejo de mudança”.

As declarações de Francisco foram feitas na Praça São Pedro no lançamento da campanha “Partilhar a viagem” da Caritas Internacionalis, voltada aos migrantes e ao tema do acolhimento aos refugiados. Além da direção das Caritas, havia um sem número de migrantes e refugiados na praça, durante a Audiência Geral que marcou o início da campanha.

 Ao referir-se ao poeta francês Charles Péguy – “que deixou páginas estupendas sobre a esperança” –  o Papa observou que a imagem de um de seus textos evoca “os rostos de tanta gente que passou por este mundo – agricultores, pobres, operários, migrantes em busca de um futuro melhor e que lutaram tenazmente não obstante a amargura de um hoje difícil, cheio de tantas provações, animados porém pela confiança de que os filhos teriam uma vida mais justa e mais serena”.

O Papa afirmou que

a esperança é o impulso no coração de quem parte deixando a casa, a terra, às vezes familiares e parentes, para buscar uma vida melhor, mais digna para si e para os próprios familiares”, mas é também “o impulso no coração de quem acolhe, o desejo de encontrar-se, de conhecer-se, de dialogar”.

[Mauro Lopes, com informações da Rádio Vaticano e Religion Digital]

(os grifos são nossos)

imagesMauro Pereira Lopes

Jornalista, psicanalista, poeta e teólogo. É o autor do blog Caminho pra Casa. Trata-se de uma proposta, projeto nunca acabado de apresentar e conversar uma visão sobre a vida, o cotidiano e as questões que me atravessam a partir de um olhar particular – assentado no encontro com o cristianismo, particularmente com a Igreja Católica.

Fonte:

Caminho Pra Casa

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