“Jerusalém é cidade santa não apenas para Israel, mas também para cristãos e muçulmanos. Os palestinos a nomeiam como al-Quds, a Santa. E assim também a consideram judeus e cristãos. É uma cidade que se destaca entre tantos outros espaços considerados sagrados. É a cidade que abrigou o Templo consagrado por Salomão; e a cidade que abriga a rocha de onde Mohammad ascendeu aos céus; e também a cidade que guarda o túmulo de Jesus Cristo. Ela é uma cidade das três grandes tradições monoteístas. Deve, sobretudo, ser um símbolo bonito da PAZ entre as religiões.

Como mostrou com clareza o teólogo dominicano Claude Geffré, que foi diretor da Escola Bíblica de Jerusalém, esta cidade é um símbolo da coexistência pacífica entre os seres humanos. A seu ver, é uma cidade que não deixa ninguém indiferente pela sua força simbólica, e no plano ideal pode realizar aqui mesmo uma antecipação do que deverá ser a Jerusalém celeste, da Paz Universal.”

Sobre o autor

a1s1ooFaustino Teixeira é professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – PPCIR-UFJF, pesquisador do CNPq e consultor do ISER-Assessoria. É pós-doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Entre suas publicações mais recentes encontram-se Na fonte do Amado: malhas da mística cristã (São Paulo: Fonte Editorial, 2017); Buscadores cristãos no diálogo com o Islã(São Paulo: Paulus, 2015); Cristianismo e diálogo inter-religioso (São Paulo: Fonte editorial, 2014); Cristianismos e Teologia da Libertação (São Paulo: Fonte editorial, 2014); Teologia e pluralismo religioso (São Bernardo do Campo: Nhanduti Editora, 2012).

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