Observatório da Evangelização

Dar visibilidade às ações evangelizadoras e suscitar reflexões teológico-pastorais.

De olho na 5ª APD

Assembleia Paroquial – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Bairro Céu Azul)

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Em 18 de junho último, estive presente à Assembleia Paroquial em preparação para a V APD desta arquidiocese, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Bairro Céu Azul). Apresentei-me e fui acolhida pelo pároco e demais pessoas ali presentes, perguntei-lhes se conheciam o Observatório da Evangelização (vários disseram conhecê-lo) e mencionei que faria um relato do que observasse ali. Todos acolheram a proposta com muita tranquilidade.

A assembleia foi conduzida por um leigo, auxiliar do pároco, que a tudo assistiu sem interferir diretamente.

Após a acolhida a todos, iniciou-se uma oração do Ofício Divino, nesse clima propôs-se uma reflexão sobre o que a paróquia fez de bom nos últimos quatro anos. Partilha:

  • Os cursos;
  • A preparação e a participação na JMJ;
  • Os retiros, dias de oração e festas da comunidade;
  • (e segundo o pároco, há menos de um ano presente ali:) “nos últimos oito meses, a união”.

O coordenador da assembleia retomou: “Hoje nos sentamos para pensar os rumos da nossa paróquia para os próximos quatroIMG_1306 anos.” Salmo/ refrão cantado/ versículos lidos livremente. Proclamação do evangelho do dia pelo pároco que concluiu: “Todos somos convocados. Chamados a contribuir. Colocar em ação o que ouvimos do próprio Jesus.”

Não houve apresentação do vídeo da V APD e, para apresentar o texto-base em preparação a ela, o leigo que dirigiu a Assembleia, fez as seguintes considerações: O que nos leva a estar reunidos em uma tarde de domingo? Somos chamados a ser uma Igreja missionária, “em saída”, como diria Francisco – e destacou:

  • Idade dos católicos na Arquidiocese: diminuição do número de jovens.
  • CNBB – pede protagonismo dos leigos.
  • Importância da centralidade da Palavra.

Afirmou que aqui, na Arquidiocese de BH, funciona o sistema de Redes de Comunidades e de conselhos. Que naquela paróquia funciona uma equipe administrativa para que o pároco possa dar uma maior assistência pastoral.

Sobre a centralidade da Palavra: Depois do Vaticano II, há maior consciência que o importante não é só a Eucaristia, mas também a Palavra. Somos a Igreja da Palavra/ de Palavra (Opção Preferencial pelos Pobres)/ a Palavra (alicerçada em Jesus). Temos compromisso com a reconstrução do Reino.

Que instrumentos temos para nosso trabalho? Manual dos Conselheiros (2005) e Subsídio da IV APD.

Segundo esse coordenador, o modelo de igreja tradicional, as CEB’s, os movimentos pentecostais não respondem mais aos jovens.

E questiona: – O que você vê na sua pastoral que mais atrai os jovens?

– Nós estamos pensando no nosso jeito de acolher os idosos?

Em seguida a essa reflexão, divide a assembleia em quatro grupos para responder às questões:

  1. Quais são os desafios que a minha pastoral tem enfrentado nos últimos dois anos?
  2. Como o meu grupo contribuiu para a paróquia nos últimos dois anos? Quais as estratégias utilizadas para isso?
  3. Quais são as metas da minha pastoral para os próximos dois anos? Como essas metas contribuirão para o crescimento da paróquia?

Plenária:

DESAFIOS

Grupo 1

  • Cristãos, em geral, voam muito baixo na espiritualidade;
  • Necessidade de renovação;
  • Convivência entre nós;
  • Cursos: formato repetitivo, não favorecem o crescimento, não atrativos;
  • Inconstância dos sacerdotes, muita mudança;
  • Falta de comunicação e de integração entre as pastorais;
  • Músicos estão fora da liturgia.

Grupo 2

  • Falta falar a linguagem do jovem e do leigo;
  • Dificuldade de comunicação entre pastorais e entre comunidades;
  • Falta aprofundamento na espiritualidade;
  • Falta disponibilidade;
  • Três padres nos últimos dois anos…

Grupo 3

  • Diminuição do número de membros;
  • Falta de disponibilidade das pessoas;
  • Jovem não se vê como a cara da Igreja.

Grupo 4

  • Falta espaço (abertura) da liturgia para as demais pastorais e como essas pastorais não se engajam na liturgia, não tem um lugar para divulgar sua ação;
  • Falta integração das pastorais;
  • Falta comprometimento dos cristãos na vida da comunidade;
  • Trazer mais pessoas para trabalhar nas pastorais;
  • Faltam espaços atrativos para os jovens fazer retiros. Tudo é caro. Como segurar os jovens?

CONTRIBUIÇÕES/ ESTRATÉGIAS

Grupo 1

  • Busca de responder aos apelos.

Grupo 2

  • Abertura do retiro quaresmal para as comunidades (mas pouca participação);
  • Rede de comunidades está funcionando melhor

Grupo 3

  • Visitas;
  • Evangelização nas casas;

Grupo 4

  • Formação de novos membros;
  • Sensibilização para promover cursos diversos;
  • Formação de uma pastoral missionária.

METAS

Grupo 1

  • Valorização das lideranças.

Grupo 2

  • Formações, retiros;
  • Melhoria da comunicação para maior participação nos eventos;
  • Disposição para ir ao encontro das pessoas: Igreja em saída (precisamos ser mais missionários);
  • Compreensão da linguagem do jovem e do leigo. Encontros mais característicos. Dar mais participação às crianças, adolescentes e jovens.
  • Não deixar que as coisas morram depois da 1ª eucaristia

Grupo 3

  • Integração das pastorais (jovens nas demais pastorais)

Grupo 4

  • Buscar novas pessoas para ajudar;
  • Mais agilidade dos coordenadores para transmitir as informações (para haver mais tempo para preparar bem as atividades);
  • Crisma: Cada mês, como um estágio, durante dois anos, os jovens participarem de todas as pastorais da paróquia (porta de entrada: as pastorais)

Na reunião havia mais de sessenta pessoas, 1/3 das quais homens (21).  E somente seis jovens que, no entanto, se fizeram ouvir.

IMG_1284Segundo o leigo, que conduziu a assembleia, a APD segue o método: VER – JULGAR – AGIR, mas o coordenador não fez qualquer referência ao questionário lançado pela arquidiocese em preparação à próxima Assembleia do Povo de Deus. Após a escuta de todos os grupos, mencionou algo que não foi citado por nenhum deles e comunicou que, ali, a Pastoral da Saúde será a porta de entrada das demais pastorais de toda a paróquia. Assim, se alguém for visitar um enfermo, saberá, em casa deste, se há pessoas que necessitam se preparar para os sacramentos, por exemplo, e encaminhará as demandas para as diferentes pastorais.

O passo seguinte foi um convite a que aqueles que desejassem representar a paróquia nas instâncias seguintes da V APD, se oferecessem para isto. Três pessoas se apresentaram e o coordenador escolheu, sem eleição, portanto, as duas representantes da paróquia, sem dar uma razão para isso.

Então, o rapaz preterido trouxe alguns questionamentos à baila, dizendo que deveriam ser considerados ali. Primeiro, questionou a centralização dos conselhos, afirmando que além de consultivos deveriam ser, também, deliberativos. Depois opinando que as CEBs ali tem que ser retomadas. O coordenador, por sua vez, reafirmou enfaticamente que “as CEBs não atendem à nossa realidade, no contexto geral”.

Uma leiga interveio: “Nós não somos criancinhas. A Igreja tem que aprender a ouvir nossas críticas. Nós colocamos como princípio nosso desejo de criar Rede de Comunidades, e agora temos que retomar tudo de novo. Cada vez que troca o padre, parece que temos que retomar tudo de novo!”

O coordenador prosseguiu, sempre com justificativas intermeadas de afirmações como: “vocês tem que ter autonomia”, mas as decisões, ao menos no que concerne àquela assembleia paroquial, partiram dele, que concluiu pedindo a cada grupo para encaminhar a síntese para o e-mail da paróquia.

Encerrou-se com a Oração da V APD.

Tânia Jordão.

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“Família” está entre as novas diretrizes da ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte

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A humanidade tem passado por profundas transformações, suscitadas sobretudo pelas novas tecnologias que promovem maior contato, conexão e intercâmbio entre os povos, nações, tradições religiosas, grupos, famílias e indivíduos. Não há redomas ou muros capazes de impedir as reflexões críticas e autocríticas. Todos os âmbitos e dimensões da vida são afetados: culturas, tradições, costumes, conceitos, mentalidades.

No tocante a realidade familiar, a diversidade de arranjos e rearranjos é visível em nosso meio. No âmbito da Igreja Católica, diante dos crescentes problemas pastorais, para refletir sobre esta temática o papa Francisco convocou um Sínodo em duas etapas. Após debruçar-se sobre os dados colhidos numa pesquisa mundial e tendo presente as contribuições do Sínodo, o Papa publica a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na família.

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Na 5a Assembleia do Povo de Deus da Arquidiocese de Belo Horizonte não foi diferente, entre as dez novas diretrizes encontra-se a Família.  Foi a temática que mais suscitou polêmica e reflexão teológica e pastoral na grande assembleia. Não é tarefa simples acolher, reconhecer e inserir na ação evangelizadora da Igreja a diversidade familiar. Diante dos desafios incontornáveis, o Evangelho desafia-nos a agir pautados pela misericórdia do Reino.

Há avanços significativos na redação final aprovada da QUINTA Diretriz. Confira como ficou:

  1. Família

O matrimônio, no qual mulher e homem procuram, segundo a graça de Deus, corresponder ao mais profundo de sua vocação, tem valor para a Igreja e para a sociedade, e não restringe a compreensão da existência de outras configurações familiares, oriundas de situações sociais, culturais, econômicas e religiosas diversas. Compreende-se, então, que a família é a união das pessoas na consciência do amor1, “cuja força […] reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar”2, constituindo um núcleo fundamental das sociedades. Como Igreja doméstica, a família precisa ser, constantemente, valorizada nas suas particularidades e pluralidades, que enriquecem a Igreja.

Por isso, devemos:

a) Nível da PESSOA

VALORIZAR, com empenho evangélico e pastoral, a potencialidade humana de formar e viver em família, percebendo a instituição familiar como o primeiro lugar para a experiência de evangelização e do despertar da fé;

b) Nível da COMUNIDADE

PROMOVER ações pastorais capazes de dialogar e de acolher todas as famílias, em suas mais diversas configurações, com respeito e zelo, a fim de que elas se sintam pertencentes, de fato, à comunidade que edificam com seu testemunho de amor. Cuide-se para que essa perspectiva inclua, também, os casais de novas uniões, os casais de não casados na Igreja, os divorciados, ofertando a todas essas famílias qualificado serviço de acolhimento. Atente-se para que, nesse mesmo horizonte, sejam acompanhadas as pessoas em suas diferentes identidades sexuais (gays, transexuais, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais)3;

c) Nível da SOCIEDADE

FOMENTAR a participação ativa e missionária das famílias nas demandas sociais, que clamam por justiça e paz, como testemunhas do amor que gera práticas de solidariedade, fraternidade, igualdade e respeito.

Notas:

  1. “Durante muito tempo pensamos que, com a simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais, sem motivar a abertura à graça, já apoiávamos suficientemente as famílias, consolidávamos o vínculo dos esposos e enchíamos de sentido as suas vidas compartilhadas. Temos dificuldade de apresentar o matrimônio mais como um caminho dinâmico de crescimento e realização, do que como um fardo a carregar a vida inteira. Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem melhor o que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações em que se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”. PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, n. 37.
  2. PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, n. 53.
  3. “[…] Da nossa consciência do peso das circunstâncias atenuantes – psicológicas, históricas e mesmo biológicas – conclui-se que, sem diminuir o valor do ideal evangélico, é preciso acompanhar, com misericórdia e paciência, as possíveis etapas do crescimento das pessoas, que se vão construindo dia após dia, dando lugar à misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível. Compreendendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida, que não dê lugar a confusão alguma; mas creio sinceramente que Jesus Cristo quer uma Igreja atenta ao bem que o Espírito derrama no meio da fragilidade: uma Mãe que, ao mesmo tempo que expressa claramente a sua doutrina objetiva, não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada. Os pastores, que propõem aos fiéis o ideal pleno do Evangelho e a doutrina da Igreja, devem ajudá-los também a assumir a lógica da compaixão pelas pessoas frágeis e evitar perseguições ou juízos demasiado duros e impacientes […]”. PAPA FRANCISCO, Amoris Laetitia, n. 308.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são nossos)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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“Formação integral e permanente” está entre as novas diretrizes da ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte

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O ser humano é repleto de potencialidades (dons, talentos, capacidades…) que precisam encontrar espaços criativos que favoreçam o seu desenvolvimento. Na busca do bem viver e da construção da sociedade justa e inclusiva, somos chamados a descobrir a beleza de ser eternos aprendizes. As comunidades cristãs, em suas dinâmicas eclesial e social, são chamadas a oportunizar ricas experiências de crescimento humano aos seus membros. Ai entra o processo de formação integral e permanente capaz de nos tirar das zonas de conforto, nos fazer conhecer a Palavra de Deus, trabalhar os dons pessoais e coletivos e colocá-los a serviço, uns dos outros, na lógica do amor fraterno e do Reino de Deus.

Acontece que o resultado da pesquisa-questionário feita no contexto preparatório para a 5ª Assembleia do Povo de Deus entre os católicos, indicou dados que apontaram para a urgência do investimento em uma formação integral e permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte:

  • 61% afirma que se deve repensar o nosso jeito de viver a fé cristã como Igreja, pois, do jeito que está não tem transformado a vida dos fieis;
  • 64% afirma que se deve investir em atividades que promovam a cultura geral em vista do cumprimento da missão evangelizadora;
  • 78% afirma que de deve modernizar os nossos Meios de Comunicação Social já que 61% avalia que do jeito que está não está contribuído para a formação crítica dos fieis.

Na grande assembleia arquidiocesana e nas assembleias menores (paroquiais, forâneas, regionais, dos vicariatos, dos/as religiosos/as e das juventudes) no discernimento dos desafios e urgências as formação integral e permanente surgiu com destaque.

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A OITAVA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Formação integral e permanente

Jesus ensina que para se tornar discípulo e discípula é preciso se colocar no caminho, para aprender Dele a fé e o exercício do amor, em um processo permanente de formação. A Tradição da Igreja ensina que a fé, na comunidade de fiéis, é transmitida a todos que se deixam encontrar por Jesus.

Nesse sentido, devemos:

          a) No nível da PESSOA

FOMENTAR um processo permanente de formação dos cristãos e cristãs, enraizado na Palavra e na vida de Jesus, que nos interpela ao amadurecimento da fé e do amor;

          b) No nível da COMUNIDADE

PROMOVER, na Arquidiocese, um projeto de formação integral, por meio de métodos diversificados, presenciais e à distância, dos cristãos e cristãs, leigos e clérigos, englobando as perspectivas humana, pastoral, bíblica, espiritual, teológica, ministerial, litúrgica, social, política, ecológica e missionária. O Secretariado Arquidiocesano de Formação seja reestruturado e fortalecido, para atuar como articulador e orientador da formação em nossa Arquidiocese;

          c) No nível da SOCIEDADE

INVESTIR recursos humanos e financeiros na formação permanente e continuada dos agentes de pastorais e do clero, de modo que esses possam dialogar com a realidade atual, atentos aos sinais de nosso tempo e empenhados em construir uma Igreja que viva o Evangelho na história, e que contribua eficazmente com a sociedade.

 (As palavras com letras maiúsculas e os grifos são do Observatório)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

 

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“Opção preferencial pelas juventudes” está entre as novas diretrizes da ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte

Fotos: Roberto Almeida / Tratamento: Lucas Gabriel

Fotos: Roberto Almeida / Tratamento: Lucas Gabriel

Como não colocar como urgência o desafio de evangelizar as juventudes, quando as pesquisas indicam, não apenas o crescente envelhecimento no perfil dos católicos, mas a desafeição religiosa e o grave decréscimo de jovens engajados em nossas comunidades, pastorais e grupos cristãos católicos?

Não se trata de tarefa simples, mas de um desafio urgente e incontornável. Não se trata apenas de buscar estratégias sedutoras para arrebanhar jovens para nossas Igrejas, mas de encontrar novas linguagens e vivências capazes de tocar-lhes, de apresentar, a partir deles, a beleza da fé cristã, de favorecer o encontro transformador com Jesus Ressuscitado e de encantá-los com a proposta entusiasmante do Reino.

A Igreja particular de Belo Horizonte elegeu para as novas diretrizes a “opção preferencial pelas juventudes”. Imediatamente brotam importantes questões daí consequentes. Merecem destaque, dentre outras, o de:

  • Como concretizar esta opção na dinâmica das ações evangelizadoras da Igreja conscientes da importância do protagonismo juvenil?
  • Como aproximar e integrar na dinâmica eclesial o mundo específico dos jovens?
  • Como conhecer, acolher e reconhecer os diversos rostos das juventudes, no seio da Igreja, e promover a sua dignidade e plena cidadania, social e eclesial?

Eis o desafio de todos nós cristãos católicos comprometidos com a caminhada da Igreja!

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A SETIMA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Opção preferencial pelas juventudes

A Igreja se realiza quando considera todos os seus membros, em sua importância.As juventudes ajudam a Igreja a se abrir para novos horizontes, nos quais pode viver sua fé e sua missão. Da mesma forma, a Igreja contribui para que os jovens e as jovens façam sua escolha por Jesus Cristo e pelo Reino, na experiência comunitária de amadurecimento da fé, traduzida em efetiva participação.

Dessa maneira, devemos

a) No nível da PESSOA

VALORIZAR as juventudes, sobretudo as empobrecidas, respeitando-as e acolhendo-as como sujeitos, com potenciais para inspirar novas práticas evangelizadoras e de testemunho do Evangelho às comunidades e paróquias

b) No nível da COMUNIDADE

REAFIRMAR a opção preferencial pelas juventudes, acompanhando-as e promovendo iniciativas que inspirem o protagonismo juvenil nos diversos âmbitos pastorais e a articulação de grupos de jovens, em um processo contínuo de catequese; bem como, fomentando uma nova estrutura para o Secretariado Arquidiocesano das Juventudes (SAJ), a fim de que ele esteja integrado com os Vicariatos Especiais;

c) No nível da SOCIEDADE

FOMENTAR, permanentemente, a formação cristã, vocacional, sociopolítica e cidadã das juventudes, integrando fé e vida, para que elas não sejam manipuladas e cooptadas pelos sistemas geradores de mortes e exclusões, nem alijadas de sua responsabilidade na construção de um mundo novo possível.

 (As palavras com letras maiúsculas e os grifos são do Observatório)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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“Protagonismo dos leigos e leigas” está entre as novas diretrizes da ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte

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Entre os desafios da evangelização no contexto atual, já apontados nos grandes documentos da Igreja desde o Concílio Vaticano II, encontra-se a recuperação da centralidade do Batismo, a superação do forte clericalismo e a concretização de rede de comunidades cristãs com membros, de fato, corresponsáveis, participativos e atuantes na missão da Igreja ao Reino de Deus.

Em sintonia com tais desafios, acolhidos como urgências pastorais, a grande Assembleia Arquidiocesana confirmou e aprovou o que já havia sido apontado nas assembleias menores, paroquiais, forâneas e regionais: urge incentivar e consolidar o protagonismo dos leigos e leigas, no dia a dia da vida eclesial e na vida cristã em sociedade.

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A SEXTA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Protagonismo dos leigos e leigas

A Igreja é o Povo de Deus que, à imagem da Trindade, é chamado a ser sinal de unidade e de comunhão na diversidade e na pluralidade de seus membros. Essa realidade deve promover a corresponsabilidade de todos os batizados e batizadas na missão da Igreja.

Por isso, devemos:

  • a) No nível da PESSOA

AMPLIAR a compreensão de que todo o serviço eclesial nasce e se fundamenta na Palavra, promovendo o protagonismo legítimo dos leigos e leigas como Ministros e Ministras da Palavra, na compreensão de que toda ação evangelizadora é ministerial;

  • b) No nível da COMUNIDADE

LEGITIMAR o papel e a participação dos leigos e leigas na comunidade de fé, reconhecendo, de modo especial, a importância do protagonismo das mulheres na Igreja, a fim de que leigos e leigas atuem efetivamente na proposição, na articulação, na decisão e na avaliação das ações pastorais, como critério fundamental para a vida comunitária e para a desclericalização da Igreja arquidiocesana;

  • c) No nível da SOCIEDADE

PROMOVER ações pastorais que viabilizem o engajamento dos leigos e leigas, criando laços de pertença à comunidade de fé, bem como de pertença à comunidade humana, para a realização da missão cristã de anunciar o Reino de Deus e de transformar toda realidade de injustiça e de desigualdade, em sinais da justiça e da fraternidade.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são do Observatório da Evangelização)

Fonte: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

 

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Fé, política e cidadania define a quarta Diretriz aprovada na 5ª APD da Arquidiocese de Belo Horizonte

 

A Palavra de Deus deixa claro que a fé só pode ser vivida na história e que o Reino de Deus se concretiza e cresce em meio a realidade social repleta de contradições, frustrações e desilusões, mas também de avanços, conquistas e superações! O Evangelho aposta em valores e princípios que, quando encontram acolhida no coração humano, transformam-se em fermento transformador rumo a construção de outra sociedade possível.

A vida de Jesus de Nazaré e de seus discípulos e discípulas, ao longo da história, mostram a inseparabilidade entre fé e política. Elas formam uma unidade quando pensamos a dinâmica da vida humana em sociedade:

  • A fé cristã oportuniza a experiência de um amor que nos dignifica como filhos e filhas de Deus e nos irmana a todos forjando o desafio de convivermos pautados pela justiça, igualdade, respeito ao direito, misericórdia, amor solidário e fraterno.
  • A política, enquanto exercício do poder em vista da construção e garantia do bem comum na convivência humana, é o meio próprio para concretizarmos a convivência humana com normas e leis que garantam a justiça e a igualdade social, bem como o combate à desigualdade, à violência e à exclusão. Através das políticas públicas, promove-se o acesso de todos à saúde, educação, moradia, dentre outros.
  • A cidadania traduz, no horizonte de nosso tempo, o reconhecimento de que todos somos iguais perante a lei. A Constituição Federal é chamada a garantir a todos os homens e mulheres a igualdade de direitos e de deveres e a defesa da dignidade humana. Cabe a sociedade, com suas instituições e movimentos populares, garantir esta igualdade e defender a inclusão dos marginalizados da dignidade e combater toda forma de privilégio.

Juntas, “fé-política-cidadania”, formam unidade necessária para a vivência do seguimento de Jesus com a consciência dos desafios e urgências da época e do contexto onde estamos inseridos e que precisam de respostas concretas de todos nós. A experiência histórica mostra que o divórcio entre elas favorece a compreensão intimista, superficial e acomodada da vida cristã, vivida concretamente sem qualquer compromisso com a transformação da sociedade em que vivemos.

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A QUARTA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Fé, Política e Cidadania

Uma das dimensões fundamentais da fé, pautada na Palavra de Deus e no Ensinamento da Igreja, é o compromisso com a Política e a Cidadania, entendidas como a busca e a promoção do bem comum; como o sinal de comunhão, que revela a justiça do Reino; e o compromisso de todos os batizados e batizadas.

Dessa forma, devemos:

  1. a)  No nível da PESSOA

FOMENTAR a educação cristã da fé dos discípulos e discípulas de Jesus, para o exercício da cidadania, tendo em vista a justiça e a paz, a partir da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja;

  1. b)  No nível da COMUNIDADE

CRIAR e FORTALECER os grupos de Fé e Política, bem 
como outros organismos eclesiais, como consciência da transversalidade da Política, que propiciem a articulação política dos cristãos e cristãs, sobretudo das juventudes, como indispensável compromisso social e político, fruto da fé, que supera o assistencialismo e transforma a sociedade;

  1. c) No nível da SOCIEDADE

INTEGRAR a pastoral, com a participação dos cristãos e cristãs nas organizações sociais, nas associações comunitárias e nos conselhos públicos; de modo que cristãos e cristãs, vocacionados às funções públicas e partidárias, assumam tais funções inspirados no Evangelho e no Ensino Social da Igreja.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são nossos)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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Igreja da acolhida está entre as novas diretrizes para a ação evangelizadora da arquidiocese de Belo Horizonte

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A fé cristã brota da experiência de um amor gratuito e universal, revelado em Jesus Cristo, que nos torna filhos e filhas de Deus e que, portanto, nos irmana uns aos outros. Nesse sentido, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo sintetiza os ensinamentos da Lei e dos profetas. Não é sem sentido afirmar que nós só conseguimos amar a Deus amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou.

Sem a prática da justiça e sem a acolhida fraterna os ritos cristãos transformam-se facilmente em ritualismos vazios e vulneráveis a toda forma de deturpação ou manipulação: intimismo liturgista, teatralização externa da fé, hipocrisia carente de conversão a Deus e aos irmãos.

Entre os maiores desafios de viver com autenticidade a vida cristã no contexto atual destaca-se a consolidação de comunidades de fé com prática da justiça, da misericórdia, da acolhida e de convívio fraterno. Trata-se de consolidar aquele ideal narrado nos Atos dos Apóstolos:

Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações… Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam as suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos conforme a necessidade da cada um... A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum… Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro e o depositavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.” (At 2, 42.44-45; 4, 32.34-35)

Por isso, entre as Diretrizes aprovada pela grande assembleia da 5ª APD encontra-se a Igreja da Acolhida.

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A TERCEIRA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Igreja da acolhida

 

A alegria de acolher os irmãos e irmãs em suas necessidades pessoais deve ser a característica dos discípulos e discípulas de Jesus. Quando acolhemos, rompemos com a solidão e com o anonimato desses irmãos e irmãs. Para tanto, o mandato evangélico de ir ao encontro do outro é o alicerce para sermos uma Igreja comprometida com a hospitalidade e a fraternidade, gestos próprios de quem faz a experiência de seguir a Jesus Ressuscitado (cf. Lc 24,29).

Nesse sentido, devemos:

a) No nível da PESSOA

FAVORECER os processos de participação que possibilitem o nosso amadurecimento na fé, de modo que nos tornemos discípulos e discípulas abertos aos irmãos e irmãs, sobretudo aos excluídos;

b) No nível da COMUNIDADE

CAPACITAR, permanentemente, os evangelizadores e evangelizadoras, para que as comunidades sejam verdadeiras casas de acolhida, sem acepção de pessoas, valorizando cada uma, segundo a misericórdia e o cuidado evangélicos;

c) No nível da SOCIEDADE

GARANTIR ações pastorais que promovam o encontro com os irmãos e irmãs, nas diversas situações de vulnerabilidade, tornando-nos verdadeira Igreja em saída, missionária, misericordiosa e servidora da sociedade, à luz da Palavra de Deus.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são nossos)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

 

 

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Opção preferencial pelos pobres está entre as novas diretrizes para a Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte

Entre as maiores interpelações que brotam do Evangelho encontra-se o desafio do seguimento de Jesus. Como ser cristão – alguém que se deixou transformar pela experiência do amor de Deus que nos irmana e nos une, em fraternidade, a toda humanidade – em contexto de desigualdade e exclusão social de tantos irmãos e irmãs da mesa da cidadania e da dignidade. Por isso, entre as Diretrizes aprovada pela grande assembleia da 5ª APD encontra-se a Opção preferencial pelos pobres.

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A SEGUNDA Diretriz recebeu a seguinte redação:

  1. Opção preferencial pelos pobres

 

As muitas realidades de pobreza, sempre provocadas por situações de injustiças sociais, chamam-nos a uma postura profética, que nos mobilize no sentido de transformar essas situações, como verdadeiro compromisso com o Evangelho de Jesus, para o resgate da dignidade de todos os empobrecidos e empobrecidas, reconhecendo-os como sujeitos da vivência, do aprendizado e da fidelidade ao Evangelho, dentro e fora da Igreja.

Por isso, devemos:

a) No nível da PESSOA

PROMOVER a consciência de que todos e todas somos chamados, pessoalmente, a exercer o profetismo do Evangelho, em defesa dos direitos dos empobrecidos e empobrecidas da sociedade, nossos irmãos.

b) No nível da COMUNIDADE

CUIDAR para que todas as instâncias da Arquidiocese sejam espaços privilegiados de promoção da dignidade humana, sobretudo dos pobres e excluídos, por meio de ações concretas de transformação de realidades injustas, fomentando e fortalecendo os Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial (NAASP) e a Rede de Articulação da Solidariedade Paroquial (REARTISOL).

c) No nível da SOCIEDADE

FAZER com que a opção preferencial pelos pobres se revele no engajamento dos cristãos e cristãs nas questões políticas e sociais do bairro, do município, do estado e do país, tendo em vista os irrenunciáveis direitos humanos, sociais e ecológicos.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são nossos)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

 

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Após as discussões em grupo e as sugestões apresentadas e votadas no grande plenário, foi aprovada a redação das temáticas propostas pelo instrumento de trabalho.

A equipe executiva do Observatório da Evangelização acompanhou e registrou todas as etapas do processo percorrido ao longo da 5ª Assembleia do Povo de Deus.  A partir de hoje, passamos a apresentar as novas Diretrizes para a ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte aprovadas para o quadriênio 2017-2020.

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A PRIMEIRA nova Diretriz recebe a seguinte redação:

  1. REDE DE COMUNIDADES

 A fé cristã é uma experiência comunitária, enraizada na comunhão fraterna e nos laços de amor e de serviço, como nos propõe Jesus. As redes de comunidades, como as CEBs e outras formas de comunidades eclesiais, são espaços privilegiados de vivência dessa comunhão, do amor e do serviço, reafirmando o novo jeito de ser paróquia e Igreja.

Assim, devemos:

a) No nível da PESSOA:

PROMOVER alternativas e ações pastorais que superem o individualismo, fomentando o espírito de comunhão e de participação, como critério de realização da pessoa, de forma que os fiéis nutram uma autêntica espiritualidade comunitária, sem intimismos, imediatismos e devocionismos;

b) No nível da COMUNIDADE:

CRIAR, AMPLIAR, DESENVOLVER os grupos de Círculos Bíblicos, de Ofício Divino das Comunidades e de Leitura Orante, garantindo o seu efetivo funcionamento, a fim de que cresça a experiência de contato dos fiéis com a Palavra de Deus, fomentando o espírito comunitário, como ponto de partida para a articulação pastoral das paróquias em redes de pequenas comunidades;

c) No nível da SOCIEDADE:

GARANTIR os meios necessários para que os Conselhos Pastorais, em todas as instâncias, sejam efetivos espaços colegiados de discernimento e de decisão, em atenção ao protagonismo dos leigos e leigas, concretizando uma Igreja profética, participativa e de comunhão, em constante saída.

(As palavras com letras maiúsculas e os grifos são nossos)

Fonte do texto aprovado: Vicariato Episcopal para Ação Pastoral

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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No dia 15 de outubro, mês das missões, aconteceu, no ginásio do Colégio Pio XII, a tão aguardada 5ª APD da Arquidiocese de Belo Horizonte. Com cerca de 700 participantes, representantes escolhidos nas diversas assembleias que precederam esta grande Assembleia do Povo de Deus: paroquiais, foraneas, regionais, dos vicariatos, dos religiosos e das juventudes. Em todas essas assembleias menores, os participantes foram provocados pelos resultados da ampla pesquisa avaliativa realizada na Arquidiocese, por meio de um questionário eletrônico, e por um texto-base, disponibilizado em um subsídio próprio organizado pelo Vicariato Episcopal para Ação Pastoral, que oferecia um roteiro para cada uma delas.

Nessas assembleias anteriores, o discernimento dos desafios e urgências aconteceram a partir dos três eixos norteadores tradicionais da Arquidiocese, em torno dos quais se organizavam as Diretrizes e as ações evangelizadoras previstas nos Planos de Pastoral de cada Região Episcopal: Espiritualidade Encarnada, Renovação da Vida Comunitária e Inserção Social.

A relevância prática desses eixos vinha sendo questionada por muitos. Talvez por isso o Instrumento de Trabalho, contendo os 10 desafios e urgências discernidos de forma crescente ao longo das assembleias menores apresentados como proposta para as próximas Diretrizes da Arquidiocese, foi organizado de forma diferente. Cada uma das dez temáticas propostas foi apresentada à Assembleia Arquidiocesana em nova estrutura organizativa. Iniciava com uma definição da temática, seguida de seu desdobramento imediato em três níveis concêntricos complementares: pessoa, comunidade e sociedade.

Depois um momento celebrativo inicial, das palavras motivadoras do Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo e da explicitação dos passos da 5ª APD pelo vigário episcopal pe. Áureo Nogueira de Freitas, os participantes foram distribuídos em 22 grupos, com cerca de 30 participantes cada um, para discussão das propostas temáticas do Instrumento de Trabalho, com a missão de para fazer modificações no texto e/ou apresentar sugestões concretas.

Sendo que os grupos de 1 a 7 formavam o Bloca A e pegaram os temas:

  1. Rede de Comunidades;
  2. Opção preferencial pelos pobres;
  3. Igreja da Acolhida.

Os grupos de 8 a 14 formavam o Bloco B e assumiram as temáticas:

  1. Fé e política;
  2. Família;
  3. Protagonismo dos leigos.

Já os grupos 15 a 22 formavam o Bloco C e debruçaram-se sobre os temas:

  1. Opção preferencial pelas juventudes;
  2. Formação integral e permanente;
  3. Catequese;
  4. Comunicação e Cultura.

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Cada grupo tinha um/a coordenador/a previamente escolhido pela organização e, uma vez no grupo, escolhia-se alguém para secretariar redigindo as modificações e sugestões do grupo de trabalho. Apesar do tempo ter sido avaliado por todos como muito curto para a tarefa, muitas ideias, modificações e sugestões foram apresentadas.

Após esse trabalho em grupo, enquanto os participantes voltaram para a grande arena do ginásio, os/as coordenadores/as e secretários/as de cada um dos três blocos reuniram-se para uma síntese provisória, liderada por uma pessoa previamente escolhida pela organização para fazer a coordenação de cada bloco. Em seguida, o/a coordenador/a de cada bloco, apresentou no plenário a síntese recolhida dos grupos correspondentes.

Aconteceu, então, um imprevisto. Muitos coordenadores/as e secretários/as dos 22 grupos de trabalho não se sentiram contemplados nas sínteses apresentadas pelos coordenadores/as de bloco, a comissão organizadora recolheu as 22 sínteses dos grupos de trabalho e entregaram à comissão de redação formada por Dom Joaquim Mol, Felipe Magalhães Francisco e Tânia da Silva Mayer. Esta precisou de um tempo maior para elaborar  síntese geral e submeter a aprovação da grande assembleia.

Durante o tempo de elaboração da redação da síntese geral, a assembleia foi animada por música, sorteios, palavras de Dom Walmor e fila do povo com participação de quem se escrevesse para falar.

Em seguida, cada uma das dez propostas para futuras diretrizes da Arquidiocese foi submetida à apreciação crítica da grande assembleia para avaliação crítica, sugestões e votação para aprovação. Toda proposta de modificação no texto Instrumento de Trabalho foi apresentada em vermelho para melhor visualização e avaliação do grande plenário. Depois de acaloradas discussões cada redação das temáticas foi sendo considerada, às vezes modificada e, por fim, aprovada.

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Por fim, todos dos 10 desafios e urgências indicados pelas assembleias menores, depois de amplamente refletidos, avaliados e modificados, foram aprovados pelo grande plenário da 5ª APD da Arquidiocese de Belo Horizonte. E agora passam a ser assumidos como Diretrizes da Ação Evangelizadora para o próximo quadriênio 2017-2020.

A equipe do Observatório da Evangelização apresentará cada uma das 10 Diretrizes, com sua respectiva redação aprovada na 5ª APD, aguardem.

Edward Neves M. de B. Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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Chegou o dia da 5ª Assembleia do Povo de Deus – APD

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Amanhã, dia 15/10/2016, acontece a 5ª Assembleia do Povo de Deus da Arquidiocese de Belo Horizonte. Depois da concretização das Assembleias nos níveis paroquial, forâneo e regional, como também a dos quatro Vicariatos Episcopais, a das juventudes e a dos religiosos/as consagrados/as, chegou a vez da grande Assembleia Arquidiocesana.

Não é tarefa simples avaliar os passos da caminhada e corrigir os rumos de uma Igreja local tão complexa como a nossa. O objetivo maior da APD é o de mapear, definir e eleger as maiores urgências e desafios de nosso tempo e transformá-los em Diretrizes para as ações evangelizadoras desta Igreja local, para os próximos quatro anos (2017-2020).

Trata-se, como se pode notar, de um acontecimento de incomensurável importância para a caminhada de fé católica nas Redes de comunidades (paróquias), nas Congregações religiosas, pastorais, grupos ou movimentos de cristãos organizados, presentes e atuantes na Arquidiocese de Belo Horizonte.

Que todos os participantes desta Assembleia, todos os cristãos católicos e os das outras Igrejas irmãs também estejam unidos em oração conosco para que os corações se abram aos sinais do tempo e que acolham a presença do Espírito Santo, que atua na Igreja e em cada um de nós.

Que a grande motivação de todos seja a de buscar maior fidelidade ao Evangelho do Reino no seguimento de Jesus Cristo e aos desafios de nosso tempo para que todos experimentem o amor salvífico de Deus e a ele respondam com generosidade na prática da justiça, da misericórdia, do amor fraterno e do cuidado com a casa comum.

Que nossa 5ª Assembleia do Povo de Deus da Arquidiocese de Belo Horizonte seja abençoada por Deus!

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5ª APD: Vicariato Episcopal para ação pastoral – VEAP realiza Assembleia

A Assembleia do VEAP aconteceu no palácio Cristo Rei, na manhã de sábado do dia 10 de setembro de 2016 e contou com a presença de 41 participantes. Após o café de boas vindas e um breve momento de oração, o Padre Áureo convidou Paulo Sérgio Soares, do CEGIPAR, para apresentar uma síntese do texto-base motivador para as assembleias da 5a APD.

Ele organizou a síntese das interpelações e desafios contemporâneos para a Igreja a partir dos três eixos: Espiritualidade Encarnada; Renovação da Vida Comunitária e Inserção Social. Em relação ao primeiro eixo, Espiritualidade Encarnada, ele destacou: para melhor concretizar a centralidade da Palavra, cuidar da capacitação para o ministério da Palavra; cuidar para que a vida eclesial nos torne pessoas melhores; repensar os processos e as dinâmicas de educação da fé; promover contínuo processo de formação integral em todos os níveis; repensar o modelo eclesial. Em relação ao segundo eixo, Renovação da Vida Comunitária, ele destacou: promover efetiva participação e corresponsabilidade dos leigos e leigas na vida da Igreja; superar a mentalidade de “pastoral de manutenção” e investir na concretização de rede de comunidades; educar para acolhida da pluralidade e diversidade sexual no âmbito familiar, social e eclesial (novas famílias, grupos LGBTs); acolher as diversas faces das juventudes tendo como prioridade a inclusão dos jovens na vida da Igreja; dar passos concretos rumo ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso. Em relação ao terceiro eixo, da Inserção Social, ele destacou: a centralidade dos pobres e a da defesa de sua dignidade e inclusão social; resgatar o caráter profético da Igreja; Cuidar melhor da qualidade de nossos meios de comunicação; dar atenção à diversidade de situações sociais presentes na Arquidiocese; valorizar a dimensão política da fé cristã e os grupos de fé e política.

Em seguida, dividiu-se os participantes em três grupos, para enquanto VEAP, à luz dos desafios colocados, elencar duas prioridades para cada um dos eixos. A maioria dos grupos não distribuiu suas prioridades nos três eixos. O grupo 01 destacou: concretizar a centralidade, a escuta e a ministerialidade da Palavra entrelaçada com a prática da Igreja, em busca de coerência com o projeto do Reino; a formação integral continuada, primeiramente na própria comunidade, em vista de concretizar a centralidade da Palavra a partir das diversas linguagens, suscitando discípulos/as missionários; concretizar, de diversas formas, a prioridade dada às juventudes; buscar formas de concretizar a acolhida e inclusão eclesial das diversidade das famílias; concretizar as pastorais sociais como menina dos olhos da Igreja, reforçando a presença da Igreja nas diversas lutas dos movimentos sociais em vista de concretizar a centralidade da situação dos mais pobres na vida da Igreja; garantir que as diversas linguagens utilizadas pelos nossos meios de comunicação resgatem o ensinamento social da Igreja; O grupo 02 destacou: fortalecimento da identidade arquidiocesana; Integração maior entre os Vicariatos; fortalecimento do protagonismo juvenil dentro de uma proposta de Igreja; trabalhar com a diversidade sexual e grupos LGBTs; fortalecimento do protagonismo dos leigos, na construção dos processos que auxiliem na participação sobretudo nos conselhos pastorais; fortalecimento dos Conselhos pastorais. O grupo 03 destacou: valorização dos círculos bíblicos e das redes de comunicação; formação sociopolítica para o exercício da profecia; veículos e meios de comunicação, redes sociais… serem mais bem explorados e articulados a partir das três dimensões da ação evangelizadora; resgatar a pastoral de conjunto; fazer com que as ações do Vicariato cheguem nas bases, nas comunidades;

Após a apresentação dos três grupos, promoveu-se tempo de palavra livre. Aconteceram diversas provocações sobre os diversos desafios, entre elas merecem destaque: promover com clareza o posicionamento da Igreja em questões sociopolíticas; promover com clareza o “magistério” da Arquidiocese; buscar linhas de ação comum e conversão pastoral, de modo especial, com o clero; reforçar o papel dos conselhos.

Em seguida, abriu-se discussão a partir da proposta de indicação de nomes para o vicariato: primeiramente muitos sugeriram que, apesar das legislação em vigor, pudéssemos indicar o nome de leigos ou leigas para esse serviço e não apenas presbíteros; outra sugestão importante foi, inspirados pelo projeto de reforma política, primeiro delineássemos o projeto que queremos para o VEAP e depois o nome do coordenador e da equipe que cuidaria de executá-lo na Arquidiocese.

Em seguida, Felipe Magalhães fez uma síntese da assembleia destacando a necessidade do VEAP pautar-se como o lugar da práxis pastoral .

Por fim, o Pe. Áureo leu a ata das indicações para o novo coordenador do VEAP, com as seguintes indicações: Frei Adilson com 15 votos, Pe. Áureo com 7 votos (embora já tenha cumprido dois mandatos); Pe. Joel e Pe. Márcio Paiva com 5 votos e o Pe. Manoel Godoy com 4 votos e diversos nomes com 2 ou 1 voto.

Fotos:

Edward Guimarães

Secretário Executivo do Observatório

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5ª APD: Vicariato para a ação social e política – VEASP realiza Assembleia

No dia 24/09/2016, sábado, no salão da Igreja da Boa Viagem, cumprindo a programação da 5ª Assembleia do Povo de Deus – 5ª APD foram indicadas as propostas de atuação do Vicariato para a Ação Social e Política para o próximo quadriênio.

Após um momento de espiritualidade o Vigário Especial para a Ação Social e Política da Arquidiocese de Belo Horizone, padre Chico Pimenta, acolheu os participantes.

Na sequência, uma mesa redonda apresentou temas relativos à questão social e política e sua inserção na Arquidiocese. Inicialmente, o Frei Luiz Antônio Pinheiro discorreu sobre as várias revoluções que estamos vivenciando nas últimas décadas, além de percorrer os caminhos das APDs até o presente. Após, Felipe Magalhães Francisco, da Comissão de Publicações da Arquidiocese, fez uma análise das respostas ao questionário da 5ª APD, preenchido integralmente por mais de 6.500 pessoas, enfatizando a necessidade de uma melhor articulação dos projetos da área social e política.

Na parte da tarde, o professor Robson Sávio fez breves considerações sobre o cenário político, tendo em vista as eleições deste ano, e apresentou os vídeos produzidos pelo Nesp – Núcleo de Estudos Sociopolíticos -, como parte do projeto Eleições 2016: #AcidadeÉprioridade.

Com o objetivo de apontar as três propostas de ações a serem desenvolvidas pelo Vicariato para a Ação Social e Política, os participantes foram divididos, ainda na parte da manhã, em oito grupos que, após discutirem sobre as propostas apresentadas pelas quatro Regiões Episcopais da Arquidiocese de Belo Horizonte, indicaram que o VEASP deverá, prioritariamente:

– Criar, fortalecer, acompanhar e articular os grupos de Fé e Política (independente da denominação dada ao grupo), incentivando a participação das comunidades em conselhos de políticas públicas e em ações políticas concretas;

– Incentivar a formação e a informação permanente e sistemática das diversas instâncias colegiadas da arquidiocese, com ênfase na Doutrina Social da Igreja e na realidade social, política e econômica. Atenção especial à juventude e seminaristas;

– Incentivar a Rede de Solidariedade entre as paróquias e nas paróquias, através do NAASP – Núcleo de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial e Interparoquial e da REARTISOL – Rede de Articulação da Solidariedade, fortalecendo as pastorais e projetos sociais, contemplando a parte urbana (vilas, favelas e aglomerados) e rural. Reforçar a PASCOM – Pastoral da Comunicação para o fortalecimento desta rede.

Segundo Frederico Santana Ricj, assessor do VEASP e coordenador da Assembleia, as demais sugestões apontadas pelos grupos de trabalho estão registradas para, em um momento posterior, fazerem parte dos desdobramentos das ações a serem definidas nas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de BH – 2017-2020.

Fotos:

Relato produzido pela Assessoria de Comunicação da Paróquia Santa Margarida Maria Alocoque (com edição do Observatório)

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5ª APD: Vicariato Episcopal para a Comunicação e Cultura realiza Assembleia

“Assembleia é o que nós temos que ser. Pessoas reunidas, motivadas pela ação.” Com essas palavras o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, iniciou a Assembleia do Vicariato Episcopal para a Comunicação e Cultura (VECC), em sequência aos processos da 5ª Assembleia do Povo de Deus (APD).

O encontro aconteceu no sábado, 24/09, das 08h às 13h, no auditório da PUC Minas noCampus Coração Eucarístico, e contou com a presença de profissionais da área de comunicação e cultura atuantes na Arquidiocese de Belo Horizonte. Estiveram lá representantes da Rede Catedral de Comunicação, Assessoria de Comunicação e Marketing, Pastoral da Comunicação e Pastoral da Cultura.

A acolhida calorosa ficou por conta do grupo Encontro de Casais com Cristo (ECC) da Paróquia Sagrados Corações/BH, em seguida, já no auditório, a animação partiu da voz e viola de Chico Lobo, violeiro, cantor e compositor mineiro, que faz parte do quadro artístico da Rede Catedral de Comunicação. Logo após, a comissão organizadora iniciou um breve momento de reflexão, guiados pela oração e hino da 5ªAPD, e finalizou com a consagração à Nossa Senhora da Piedade, padroeira do Estado de Minas Gerais.

Em sequência, após exibição de um vídeo de dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Joaquim Mol, bispo referencial para o VECC, falou brevemente sobre os importantes motivos de se realizar uma Assembleia durante os processos que envolvem a 5ª APD, principalmente por ser a primeira no âmbito da comunicação e da cultura, uma forma de agregar as duas vertentes no mesmo ideal. “Estamos reunidos, com tantos profissionais da comunicação, para colocar em comum os muitos sentidos da cultura.” Afirmou.

Para iniciar os trabalhos foram divididos 18 grupos entre as temáticas comunicação e cultura. Cada grupo, com seu coordenador previamente definido, dirigiu-se à sala e iniciou um diálogo para escolha das propostas nas três dimensões da ação evangelizadora na Arquidiocese de BH.

No que se refere à dimensão Espiritualidade Encarnada no âmbito da Comunicação muitas propostas foram colocadas, porém, três delas é que serão apresentadas à 5ª APD:

  • Fortalecer a fé e a espiritualidade do povo de Minas Gerais nos diversos veículos de comunicação da Arquidiocese.
  • Maior aproximação com a PASCOM. Colocar a PASCOM em lugar estratégico na Arquidiocese de BH, como mediadora da comunicação entre a Paróquia e a Arquidiocese.
  • Atrair o segmento infantil através de programas de rádio e TV. Investir mais nas crianças, com conteúdo específico para a catequese.

Já na dimensão Vida Comunitária as propostas foram:

  • Criar um programa para crianças e adolescentes, interpelando, dentre outros temas, a catequese por meio de uma linguagem simples, sensibilizando o público para o anúncio da palavra de Deus e a vivência comunitária.
  • Acolher através da comunicação de modo que os públicos sintam-se representados como cidadãos.
  • Seguir o exemplo do Papa Francisco na promoção da Cultura do Encontro. Preparar os líderes da Igreja para usarem linguagem positiva, espontânea e simples, com respeito às diferenças.

E por fim, na dimensão Inserção Social, as contribuições foram:

  • Tornar os programas da TV Horizonte mais acessíveis aos deficientes por meio da inserção de comunicação assistiva (libras e audiodescrição).
  • Ampliação do Arquidiocese em Movimento para conteúdo audiovisual, aumentando a visibilidade dos projetos sociais da Arquidiocese. Esses produtos podem contribuir para uma rede de solidariedade com as causas trabalhadas em diversos projetos; Induzir a produção audiovisual de grupos excluídos para que eles retratem sua própria realidade (oficinas para capacitação).
  • Oferecer discussões de assuntos relacionados à vida social e política na Arquidiocese de Belo Horizonte e promover a formação da consciência crítica dos telespectadores, ouvintes e internautas.

No âmbito Cultural, pensando também nas dimensões da ação evangelizadora da Arquidiocese de Belo Horizonte, os grupos definiram propostas a serem reorganizadas antes de serem entregues à 5ª APD, e em algumas delas é possível identificar os caminhos pastorais importantes que inspiram a missão, dentre elas:

  • Criar uma educação evangelizadora da comunidade local, com formações culturais que abordem a história da Arquidiocese e a própria história da fé, doutrina e religião católica.
  • Fazer levantamento das expressões culturais presentes nas comunidades para que sejam socializadas.
  • Cultivar uma espiritualidade popular, encarnada na cultura do simples.
  • Valorizar expressões culturais da comunidade local.

Nas definições dos grupos que dialogaram a presença e atuação da cultura como ação evangelizadora, foi pontuado que é necessário pensar em aparatos culturais que expressem as raízes do povo e criem relações e identificação religiosa nas comunidades, pois há pouca reflexão do compromisso religioso nesse aspecto.

Os momentos finais da Assembleia do VECC foram marcados por uma expectativa do que se resultará a partir de todas as propostas. Os participantes se sentiram envolvidos e responsáveis por ajudar para que os encaminhamentos se cumpram, na esperança de que outras Assembleias do Vicariato Episcopal para a Comunicação e Cultura se realizem, buscando, dessa forma, o diálogo do Evangelho para comunicar ao coração do outro e dialogar com as culturas em sua riqueza e diversidade.

Por: Janaína Gonçalves (ANIMA – PUC Minas)

Fotos: Camilla Moreira (Observatório da Evangelização)

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Assembleia da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança – RENSE no caminho da 5ª APD

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

ASSEMBLEIA REGIONAL DO POVO DE DEUS

Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança – RENSE

(Igreja missionária, servidora da Palavra)

Data: 03/09/2016

Horário: Das 13h30 às 17h00

Local: Salão da Paróquia São Francisco das Chagas

Observadores: Janaína Gonçalves e Joel Maria dos Santos

Chegada e início da Assembleia

Conforme estava programado em todas as quatro regiões da Arquidiocese de Belo Horizonte, a Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança – RENSE realizou a sua Assembleia no sábado, dia 03 de setembro, na parte da tarde. O evento foi marcado pelo entusiasmo e descontração, leveza e liberdade.  As 13:30hs iniciou-se a mesma com a acolhida das pessoas, que eram cadastradas através do preenchimento de uma ficha apropriada, contendo sua identificação, função e a paróquia que pertencia. Todos foram devidamente acolhidos com afeto e alegria. Iniciou-se o momento de oração, sendo realizado o ofício divino das comunidades, dirigido pelo pe. Júlio César Gonçalves Amaral e com a participação de outros membros leigos em diversos momentos como leitura bíblica, salmo, preces e hinos. Foi um momento forte de espiritualidade que terminou com o hino da 5ª APD cantado por todos

Presença e participação

A assembleia contou com a presença de cerca de 180 pessoas, compreendendo leigos e leigas das várias comunidades, do curato São Domingos e paróquias que compõem a Região. Havia um bom número de presbíteros, alguns religiosos(as), conselheiros(as) das paróquias, das foranias, da região e dois representantes de cada paróquia escolhidos por ocasião das assembleias paroquiais. Estavam presentes também o vigário episcopal, frei Adilson Corrêa e o bispo auxiliar responsável da região, dom Joaquim Giovanni Mol Guimarães. Percebia um interesse por parte dos participantes em fazerem-se presentes, e ao mesmo tempo contribuir com o processo do caminho da 5ª APD.

Metodologia de participação

Terminado o momento de espiritualidade, conforme constava nas orientações das assembleias feitas pelo Vicariato para a ação pastoral (VEAP), os participantes da assembleia assistiram ao vídeo motivador do caminho da 5ª APD. Após esta apresentação, foi dado início aos trabalhos da assembleia. A síntese do texto motivador  foi apresentada pelo vigário episcopal, que destacou as razões pelas quais realizar uma assembleia, a importância de se deixar conduzir pela força da Palavra de Deus como aquela que nos desafia a respostas novas frente a contextos novos como uma “Igreja da Palavra”, “de Palavra” e uma “Igreja – Palavra”. Falou-nos também da assembleia como oportunidade de um novo compromisso não só com o anúncio, bem como com a construção do Reino de Deus. Neste horizonte, destacou-se a importância do ministério da Palavra como serviço na vida das comunidades e participação efetiva na missão evangelizadora da Igreja na vida do mundo. Após a apresentação dessa síntese, o frei Adilson passou a palavra à coordenadora da pastoral do dízimo da RENSE, Renata Senhorinha Santiago, que apresentou a síntese dos trabalhos das paróquias e foranias no que se refere às prioridades em cada uma das dimensões como contribuição à assembleia regional. Foi possível observar que algumas foranias definiram suas prioridades permitindo haver repetições nesse quesito, ou seja, as paróquias não condensaram temas que tinham a mesma prioridade. São elas:

  1. Dimensão da Espiritualidade Encarnada:
  • Ministério da Palavra;
  • Leitura orante e círculos bíblicos;
  • Acolhida missionária à diversidade;
  • Formação;
  • A Palavra de Deus em primeiro lugar;
  • Formação catequética;
  • Integração da juventude.
  1. Dimensão da vida comunitária:
  • Pastoral da acolhida;
  • Pastoral da juventude;
  • Grupos de missionários;
  • Acolhimento à diversidade;
  • Capacitação dos conselhos pastorais;
  • Reestruturar e/ou criar a Pascom;
  • Pastoral de conjunto favorecendo a integração entre as paróquias;
  • Formação e valorização dos ministros leigos (as).
  1. Dimensão Inserção Social:
  • Promover ações de conscientização sociopolítica;
  • Resgatar e acompanhar os grupos de fé e política;
  • Presença missionária junto aos desassistidos;
  • Despertar de ações sociais de misericórdia;
  • Divulgação das ações voltadas para as pastorais sociais;
  • Promoção da inserção social e política através das semanas sociais;
  • Mapeamento das ações sociais nas paróquias;
  • Formação da consciência crítica e política de nossas comunidades.

Orientação do trabalho em grupo

Logo após a apresentação da síntese acima, Renata Senhorinha orientou o passo seguinte que foi o trabalho em grupos. Os participantes da assembleia foram divididos em nove grupos sendo que cada um, ao chegar, recebeu um número correspondente ao grupo que haveria de participar. Foram formados três grupos para cada dimensão assim distribuídos: de 1 a 3 com o tema Espiritualidade Encarnada e de comunhão; de 4 a 6 com a dimensão da vida comunitária, e de 7 a 9 a dimensão da inserção social. O trabalho de cada grupo consistiu em reler as prioridades apresentadas anteriormente pelas paróquias e foranias, escolher três prioridades dentre as apresentadas por dimensão que posteriormente seriam levadas à plenária para serem votadas. Ao longo desse trabalho em grupo, no mesmo espaço em que se encontravam, foi oferecido, para facilitar a mobilidade, um lanche, pela paróquia São Francisco das Chagas. Foram dados 40’ para esse trabalho de grupo.

Plenária e votação

Terminado o tempo do trabalho em grupo, com um canto, os participantes foram retornando ao salão para ao prosseguimento da assembleia procedendo a escolha/votação das prioridades que seriam apresentadas à Arquidiocese. Os coordenadores de grupos, no momento do lanche e da confraternização, entregaram a uma pequena comissão organizadora, as prioridades definidas por seus grupos. A comissão enumerou as prioridades e eliminou as eventuais repetições, Em seguida, as três listas foram apresentadas aos participantes para a votação. A condução deste momento continuou a cargo da coordenadora da pastoral do dízimo da região que identificava a dimensão, lia as muitas prioridades da mesma, conforme os grupos haviam destacado e procedia a votação com algumas intervenções caso alguém desejasse. Esse encaminhamento orientou a escolha das demais prioridades em relação às outras dimensões. O vigário episcopal, por algumas vezes, com o objetivo de melhor condução e esclarecimento quanto à alguma questão que não tinha ficado tão clara, contribuiu com algum esclarecimento que se fazia necessário.

Estas foram as prioridades definidas pela região:

Espiritualidade Encarnada

  1. Trabalhar a dimensão missionária paroquial, projetando uma “Igreja em saída”, com o objetivo de atingir os que estão sedentos da Palavra. De modo especial aos membros de outras denominações religiosas e de orientação sexual diversa.
  2. Fortalecer os ministérios leigos, os diáconos permanentes e os coordenadores de comunidades.
  3. Formação (catequética, litúrgica, bíblica, teológica, pastoral) continuada para jovens e adultos, centrada na Palavra de Deus, integrando especialmente os jovens na comunidade.

Renovação da vida comunitária

  1. Formar uma comunidade missionária que ultrapasse o templo, criando assim uma identidade missionária, uma “Igreja em saída”.
  2. Que a juventude seja uma prioridade pastoral com a devida participação nas atividades paroquiais, foraneas, regionais para a vida do jovem. Jovem evangelizando jovem!
  3. Que todas as pastorais, ministérios e movimentos promovam a acolhida fraterna a todos que participam ou não da Igreja. Oportunamente criando o Encontro de Casais de Segunda União com base no documento da Pastoral Familiar.

Inserção Social

  1. Motivar a criação, animar e fortalecer os grupos de Fé e Política. Promover nas comunidades o estudo dos documentos da Doutrina Social da Igreja para fortalecer as lideranças como multiplicadores nas diferentes instâncias: comunidades, paróquias, foranias, Região e Arquidiocese. Importante esclarecer o papel do grupo de Fé e Política.
  2. Desenvolver projetos sociais em parceria entre Igreja e Órgão Público, sobretudo para moradores de rua, crianças abandonadas, jovens em situação de risco, idosos…
  3. Desenvolver um canal de comunicação na forania com a PASCOM. Fortalecer e, onde não exista, criar

Finalização da assembleia

Ao término das votações das prioridades a serem apresentadas como contribuição para a assembleia Arquidiocesana, que será no dia 15 de Outubro no Colégio Pio XII, dom Joaquim Mol Guimarães fez suas pontuações destacando a importância desta experiência, a contribuição através de todo processo realizado até aquele momento, da maturidade através da participação de todos. Agradeceu a presença dos leigos, dos religiosos(as), dos padres da RENSE, do espaço cedido pela Paróquia São Francisco das Chagas, enfim, a todos que, de uma forma ou de outra, ajudaram na realização da assembleia. Às 17:30, conforme estava combinado, a assembleia foi encerrada com uma oração espontânea, indicando que tudo o que foi vivenciado naquela tarde seria colocado no altar como oferenda agradável a Deus.

Nossas impressões

Para mim, a assembleia atingiu as expectativas, teve uma organização bem definida e possivelmente terá resultados significativos. Talvez, o que poderia ter acontecido para melhor fluir o encontro, era ter tido uma explicação mais esclarecedora sobre cada dimensão, a fim de evitar repetições e retrabalhos para escolher as prioridades a serem encaminhadas.

Um ponto interessante a ser observado é que praticamente toda a assembleia foi conduzida por uma leiga e o vigário episcopal e bispo referencial raramente pediram a vez para falar aos participantes. Pode-se afirmar que a assembleia da RENSE foi, de fato, conduzida por leigos. Os próximos passos estão por vir e a região Esperança trilha um caminho propício para a renovação e notável participação dos leigos.

Janaína Gonçalves

Achei que houve uma presença significativa dos membros das comunidades e paróquias, dos conselheiros(as), dos padres e religiosos(as) que compõe a Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança.

A presença da juventude, a meu ver, não foi expressiva, a não ser daqueles que já estão envolvidos em alguma atividade específica na região.

A condução dos trabalhos foi positiva por se tratar de liderança dos leigos, embora em alguns momentos pudesse ter sido melhor, evitando dificuldades de compreensão quanto à apresentação das prioridades, bem como na condução da votação.

Mesmo que houvesse uma equipe que procurou fazer a síntese dos trabalhos em grupo, ainda assim poderia ter evitado a repetição de prioridades dificultando a clareza no momento da votação.

O tempo e a presença de um número significativo de participantes, mesmo que positiva, foi um limitador para maiores aprofundamentos e possibilidade de uso da palavra por todos.

Achei extremamente positiva a “neutralidade” do bispo referencial, dom Joaquim Mol, bem como do vigário episcopal, frei Adilson, respeitando a condução da coordenadora da assembleia.

Acredito que as contribuições que serão encaminhadas à Arquidiocese, ajudarão para um ulterior projeto de evangelização.

Joel Maria dos Santos

Vídeo da Assembleia da RENSE:

Fotos:

Janaína Gonçalves e Joel Maria dos Santos

Membros da equipe executiva do Observatório da Evangelização

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Assembleia da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida – RENSA no caminho da 5ª APD

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

ASSEMBLEIA REGIONAL DO POVO DE DEUS

Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida – RENSA

(Igreja missionária, servidora da Palavra)

Data: 03/09/2016

Horário: Das 8h às 12h30

Local: PUC Minas – Unidade Contagem

Observador: Ricardo Diniz de Oliveira

Momentos singulares vive a nossa igreja arquidiocesana de Belo Horizonte, através das Assembleias do Povo de Deus, que são momentos ricos de crescimento e avaliação. Participei ativamente das duas últimas assembleias da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida e percebo um crescimento da voz dos leigos e leigas nas instâncias de conselhos e assembleias. Na APD deste ano não foi diferente. Os diálogos foram profícuos e respeitosos, considerando-se também que a maioria dos participantes é formada por leigos e leigas.

Houve esmero por parte das foranias nos trabalhos de colher as sugestões, mesmo com dificuldade de algumas que não se encontram organizadas. Junto a isso se tornou visível a diversidade de representatividade e de desafios da RENSA: extensa área rural, de periferia, com muitas vilas e favelas, presídios, grande população operária, jovem e desempregada… Tudo isso confluiu para a assembleia que, divida em grupos, buscou discernir as urgências e prioridades para as ações evangelizadoras do próximo triênio. O tempo de 45 minutos de início pareceu suficiente, mas com o calor das discussões verificou-se que precisava mais.

Ao fim das discussões iniciou-se um processo de síntese, onde se apresentaria o que mais ressoou e o que deveria ser votado pela assembleia. Interessante uma fala que destacou o fato de que se deixa o tópico da inserção social sempre por último. Principiar as reflexões e trabalhos pastorais pelo social significaria não colocá-la como um anexo, que está ali, mas que não se precisa demasiada atenção. É importante não criar hierarquia nas prioridades que a APD venha a concluir.

Assim, as sugestões da RENSA para o engajamento sócio-transformador focam na pastoral carcerária, da sobriedade e saúde; destaque para que a Igreja busque formas de inclusão das pessoas com deficiências na comunidade; atenção deva ser dada às vilas e favelas e à grande realidade rural da região; pertinente ainda é abrir a comunidade para que seja um lugar de convivência e aprendizado, principalmente com os jovens. A proposta pede projetos sociais de arte, esporte e cursos para geração de renda e inserção social. A Igreja em saída também é uma Igreja do cuidado e da acolhida. E os grupos de fé e política precisam ser criados e apoiados para uma participação mais efetiva na sociedade.

O que se pode questionar sobre as conclusões é a inclusão da pastoral da comunicação neste tópico, haja vista que ela é vista como uma fomentadora da vida comunitária e da ampliação das redes de comunidade. Outro ponto que podemos criticar é sobre o cuidado com a casa comum e a sustentabilidade ambiental, além do diálogo com as outras confissões cristãs e religiosas que ficaram fora das conclusões. Estes assuntos até apareceram em um grupo ou outro, mas não ressoaram o suficiente para serem contemplados. Talvez isso sirva de análise da acolhida da encíclica Laudato Si`, que merece mais zelo em nossas catequeses, reflexões e prioridades pastorais.

Continuamos as conclusões da assembleia na busca de renovação da vida comunitáriae o grande grito é sobre a família, tanto na pastoral familiar, como na acolhida amorosa das famílias que estão irregulares sacramentalmente, por exemplo, casais de segunda união, amasiados etc. Forte também é a urgência de acolher na comunidade e atentar pastoralmente às pessoas com diversidade de orientação sexual. Os jovens receberam também especial atenção, numa busca de afastar o paternalismo, de fazer algo para eles, mas, sobretudo, de se fazer algo com eles, levando-os a se inserirem inclusive nas instâncias de decisão da Igreja. Por fim, os grupos foram quase uníssonos sobre precisarmos criar uma cultura da acolhida, não só numa pastoral exclusiva, mas que criemos dinâmicas de acolhida e uma formação geral sobre isso.

Como último tópico, a espiritualidade encarnada urge por formação mais orgânica e processual dos leigos, principalmente na linha catequético-teológica, com especial atenção nos círculos bíblicos. Isso para que a Bíblia seja lida e aprofundada em pequenas comunidades. Interessante concatenar com a pesquisa que antecedeu a APD. Os leigos estão lendo mais a Bíblia, mas não percebem que a comunidade segue ou encarna plenamente a espiritualidade bíblica. Assim sendo, nossas formações precisam deixar de serem esquizofrênicas, compartimentadas e sem uma linha processual. É preciso cuidar do amadurecimento da fé das pessoas e que a leitura bíblica seja iluminada por esta formação.

Começamos esta reflexão afirmando a boa participação dos leigos nas comunidades e nas lideranças. Ainda assim a assembleia pede reforço na valorização dos ministérios não-ordenados. De início apareceu alguns ministérios específicos, como exéquias, da Palavra e da distribuição eucarística. Mas em plenário foi discernido que todos os ministérios são importantes e precisam de melhor definição e apoio da Igreja. Soma-se a isso o intercâmbio entre paróquias/comunidades como fomento de uma igreja em rede.

Uma proposta específica apareceu destoante: reforçar as celebrações de padroeiros e o conhecimento de sua vida. Foi algo que apareceu em um grupo e passou para o plenário, não sem muito questionamento. Uma forte tendência de incentivar as piedades devocionais vem como uma resposta, um refúgio do momento de afastamento de tantos cristãos e de tanta relativização cultural. Mas talvez o remédio não esteja aí! O melhor que temos é Jesus Cristo! Ele é a boa notícia! Deus conosco. Não podemos dispensar as mediações humanas e limitadas dos santos, mas transformar as novenas em fortes catequeses querigmáticas responderia melhor aos sinais de nossos tempos.

Numa análise geral deste caminho feito podemos dizer que temos dificuldade crítica em nossas lideranças, tanto no âmbito formativo, como participativo. Isso ficou nítido em algumas colocações, assim como se verificou na análise da pesquisa on line da APD. O discernimento torna-se mais difícil com essa realidade. As lideranças precisam ser mais bem cuidadas e formadas. Conseguinte a esta realidade, há uma tensão entre uma igreja em saída e a manutenção de pastorais, ou melhor, uma pastoral de manutenção. Oscila um olhar para dentro, manter um jeito de fazer e ser igreja, todavia, há luzes para a acolhida, para o cuidado com as periferias existenciais, sociais e a abertura da comunidade.

Por fim, a APD é momento essencial para nossa caminhada, mas alguns passos pedagógicos precisam ser dados. O projeto da última APD, que seria contemplado no terceiro ano, ou seja, neste ano, foi praticamente abandonado. É preciso fechar um ciclo antes de abrir outro. Em outras palavras, dar passos conforme nossa capacidade caminhar. Há ainda um descrédito impregnado em algumas lideranças, que não veem uma dinamização posterior para sair do papel. Participam do processo da APD, têm até oportunidade de contribuir com colocações, sugestões e críticas, mas não acreditam ou se empenham em implantá-lo. Um traço motivacional e relacional precisa ser lapidado, senão serão pérolas jogadas aos porcos.

Veja matérias publicadas no Blog da RENSA:

http://rensabh.blogspot.com.br/2016/09/assembleia-regional-da-5-apd.html

http://rensabh.blogspot.com.br/2016/09/assembleia-regional-da-5-apd-inclui.html

Vídeo:

Fotos:

Ricardo Diniz de Oliveira

Colaborador jovem do Observatório da Evangelização

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Assembleia da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade – RENSP no caminho da 5ª APD

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

ASSEMBLEIA REGIONAL DO POVO DE DEUS

Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade – RENSP

(Igreja missionária, servidora da Palavra)

Data: 03/09/2016

Horário: Das 8h às 12h30

Local: Colégio Arnaldo

Observador: Joel Maria dos Santos

Chegada e oração inicial:

Às 8h do dia 03 de Setembro nas dependências do Colégio Arnaldo, na região central, chegavam os participantes para a assembleia da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade, vindos de muitas paróquias e foranias que compõem a região, e que se mostravam muito dispostos. Ao chegar, eles faziam suas inscrições e recebiam as orientações para a participação na assembleia, bem como o material disponibilizado pela comissão organizadora quanto aos cantos, pequenos esclarecimentos e orações que seriam utilizadas em outros momentos.

A oração inicial ficou a cargo da forania Santa Teresa e Santa Teresinha. Estes se incumbiram da parte musical e da condução do momento orante. Logo no início da oração, fazendo parte da mesma, o Padre Marcilon (Vigário Episcopal da RENSP), fez uma breve recordação da caminhada histórica da região. Expressou a gratidão, palavra forte como reconhecimento a todos os grupos, por sermos uma Igreja que busca ser o que Deus nos pede. Há o desejo de ser uma Igreja pensando no conjunto de sua caminhada, nos seus desafios. Lembrou-se que, com a chegada de Dom João Justino (bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e bispo referencial da RENSP), muitas foram às realidades apresentadas como desafios: desigualdades sociais, bolsões de pobreza, tráfico de drogas, violência, mas também a graça da presença de colégios católicos, de religiosos e religiosas… Tudo foi motivo para agradecer a Deus pela Igreja que somos compreendendo seus desafios e riquezas. Esta é a nossa missão. O Vigário Episcopal desejou  que todos tivessem uma boa assembleia. A seguir leu-se a Palavra de Deus, Lc 10,1-9 (O envio dos 72 discípulos). Logo após, teve as preces, a oração da 5ª APD e o canto de encerramento do momento de oração.

Apresentação dos objetivos:

Dom João Justino deu as boas vindas a todos: padres, religiosos e religiosas, leigos, diáconos. Recordou o horizonte da assembleia retomando a carta pastoral do Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que indica um rumo para a nossa Igreja e, neste sentido, muito provocativa. Ele destacou desta carta, alguns pontos que ajudam a compreender este tempo:

  • Renovação a partir de novas respostas;
  • Exercício de humildade em escutar para dar novas respostas;
  • A doce e reconfortante alegria de evangelizar – exercício do discipulado missionário;
  • Escutar o pobre, o diferente e o próprio Deus rumo a novas respostas;
  • Coragem e audácia para encontrar estes caminhos;
  • Abandonarmos metodologias e dinâmicas que não respondem mais;
  • Diálogo com as realidades urbanas, com o mundo;
  • Exigência em repensar os modelos eclesiais e entrarmos em diálogo a partir da estrutura dos conselhos que temos na busca de caminhos facilitadores;
  • Opção missionária e revolucionária capaz de transformar tudo no compromisso da evangelização no mundo atual;

Eis os motivos da assembleia, disse Dom João Justino: “A assembleia é um tempo de repensar nossa direção, métodos, pertença.” Agradeceu o empenho e a presença de todos, desejando um efeito significativo desta assembleia para cada um de nós mesmos.

Na sequência, foi passado o vídeo da 5ª APD apresentado em todas as etapas anteriores.

Apresentação das prioridades e análise das mesmas.

Padre Marcelo, da congregação do Santíssimo Sacramento, Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, apresentou o trabalho de síntese das prioridades levantadas pelas foranias, possibilitando desta forma uma visão de conjunto das mesmas.

Logo após, frei Luiz Antônio OSA fez algumas observações gerais acerca das sínteses dizendo tratar-se de algumas indicações novas e outras não tão novas assim; algumas insistências em temas significativos. Assim, ele destacou nas prioridades alguns aspectos importantes a aprofundar e outros temas que não foram assumidos, por exemplo a criação de conselhos em algumas comunidades, e temas que interpenetram nas três dimensões, a saber: jovens, família, dízimo, comunicação. Frei Luiz Antônio usou a imagem das olimpíadas, sobretudo no que se refere à pira da qual sai às demais cores.

Segundo ele, o ponto central é a Palavra. Na dimensão da Espiritualidade encarnada, acentralidade da Palavra aparece na perspectiva da celebração, da formação, do vínculo entre fé e vida. Neste sentido não há novidade, mas insistência, e isto já estava presente desde a 4ª APD.

Em relação à Renovação da vida comunitária insiste-se no acolhimento. Uma Igreja acolhedora dos jovens e das famílias. Não há também aqui nenhuma novidade. A única novidade, podemos assim dizer, se refere à acolhida do grupo LGBT. Este aspecto nunca tinha aparecido nas assembleias anteriores.

No que se refere à Inserção social, percebe-se certa reserva. Fala-se de uma presença da Igreja em vários aspectos, dentre eles no social, religioso e a necessidade de crescer na parceria com o poder público. Destaca-se nesta dimensão, a necessidade de uma maior articulação entre todas as pastorais sociais no âmbito das foranias. Lendo os relatórios , percebe-se que os temas que se repetem, indicam uma relevância. Salientou-se como sugestão que para as próximas assembleias, unissem as dimensões, o que impediria a repetição de temas e prioridades elencadas.

Indicação e orientação dos trabalhos:

Terminada a breve, mas objetiva e clara análise das prioridades, Dom João Justino passou a situar o específico da região da Piedade. Nesta assembleia, indicaremos, diz Dom João, as prioridades que serão contempladas e que colaborarão com a Arquidiocese no planejamento final. Portanto, não se trata de simplesmente ler as prioridades e eleger três, mas exige-se uma reflexão e leitura crítica. Sendo assim, o que vier como fruto desse trabalho, contribuirá com a etapa final, isto é, a assembleia Arquidiocesana. Procedeu-se então às orientações do trabalho em grupo:

  • Cada grupo recebeu as sínteses das prioridades das paróquias e foranias;
  • Cada quatro grupos trabalharia uma dimensão: quatro a 1ª; quatro a 2ª e quatro a 3ª. Os grupos foram organizados segundo o nome dos Apóstolos. Estes nomes estavam escritos nos crachás e foram entregues na chegada das pessoas;
  • Cada grupo deveria escolher seu relator, que por sua vez, no horário marcado, se encontrar com aqueles que ajudariam a fazer a síntese para ajudar na hora da votação e escolha das prioridades;
  • Cada grupo deveria eleger três prioridades para cada dimensão;
  • Cada grupo, finalmente, deveria indicar o nome de um padre para compor a lista dos vigários episcopais, para que o Arcebispo faça a escolha.

Logo após estas orientações, os grupos saíram a trabalho durante 40’ nas salas predeterminadas no Colégio Arnaldo, que por sua vez contribuiu com uma boa infraestrutura. Em seguida, foi oferecido um lanche. Durante o mesmo, foi feito o trabalho de síntese com a ajuda de algumas pessoas, para melhor apresentar as prioridades e consequentemente votá-las. No retorno do lanche, Dom João Justino aproveitou o tempo para fazer alguns encaminhamentos:

  • Curso Igreja e Sociedade – ação social e política no Pontificado de Francisco;
  • Formação Política: vídeo que o NESP produziu em parceria com a CNBB. Pediu o incentivo na publicação do mesmo;
  • 15/10 Assembleia Arquidiocesana que será realizada no Colégio Pio XII;
  • Elaboração do plano pastoral da região depois da Arquidiocese.

Trabalho de síntese/apresentação:

1ª Dimensão Espiritualidade encarnada.

Todas as prioridades foram consideradas importantes, mas foram eleitas quatro:

  1. Criar um processo catequético contínuo que abrange todas as etapas da vida preparando para a missão;
  2. Trabalhar a experiência encarnada centrada em Jesus Cristo, incentivando e apoiando a juventude;
  3. Formação da família como Igreja doméstica em situações de exclusão;
  4. Valorizar o ministério da Palavra, numa Igreja toda ministerial e missionária, formando discípulos missionários. Inclusão no aspecto da experiência encarnada e a questão cristocêntrica.
  • Palavras-chave nesta dimensão foram: catequese, juventude, famílias excluídas, Palavra e ministros da Palavra.

2ª Dimensão: Vida Comunitária.

Apresentaram duas prioridades:

  1. Fomentar a acolhida em todas as dimensões e instâncias com criação de pastorais e ministérios;
  2. Fornecer conhecimento e desenvolvimento espiritual, teológico e bíblico para todos os membros das comunidades.

Observações a partir de comentários, sugestões e críticas:

  • Houve muitos questionamentos, correções, observações quanto à formulação dos termos. 
  • Foi sugerido pelo PE. Márcio Paiva que acrescentasse mais uma proposta: proporcionar a Pascom numa era de conectividade quando ainda algumas paróquias vivem isoladas entre si;
  • Desenvolver o número 2 a partir da Palavra de Deus colocando-a como ênfase a vida das comunidades;
  • A 1ª questão foi confiada à coordenação para melhor formulação;
  • Nomear na primeira prioridade, os nomes das minorias.

3ª Dimensão: Inserção Social.

  1. Trabalhar a acolhida social de todas as pessoas através da criação do NAASP nas paróquias e foranias, visando o fortalecimento do Vicariato para a ação social e política como canal eficiente de comunicação a serviço da comunidade;
  2. Trabalhar a cultura do acompanhamento das questões sociais em relação as política públicas formando lideranças cristãs e comunitárias para ao diálogo com a sociedade em vista do bem comum;
  3. Proposta de um novo modelo para as diretrizes da ação evangelizadora na Arquidiocese de Belo Horizonte que passaria a contemplar uma nova estrutura unindo as três dimensões tendo como foco a centralidade da Palavra, uma Igreja acolhedora, misericordiosa e a serviço da Palavra.

Observações e sugestões relacionadas a esta dimensão:

  • A assembleia propôs rever o texto da primeira prioridade, dizendo que não se trata de um fortalecimento do Vicariato como está na narrativa, mas do próprio trabalho nas paróquias;
  • Acrescentar na prioridade de número 2: incentivar a formação de católicos para entrarem e fazerem política;
  • Sugeriu-se suprimir a terceira prioridade alegando que ficou como uma sugestão para a próxima assembleia do povo de Deus.

Dom João finalizando a assembleia, disse que a comissão da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade vai debruçar-se sobre o trabalho dos grupos, os comentários, observações e críticas para apresentar ao Vicariato para a ação pastoral a contribuição advinda da assembleia regional.

Foram apresentados ainda os nomes indicados para o exercício do ministério de vigários episcopais. Foram eles segundo o nome dos grupos de trabalho (apóstolos):

  • São Matias (PE. Marcelo Silva);
  • São Bartolomeu (PE. Kenedy);
  • São Judas Tadeu (PE. Márcio Paiva);
  • São Tiago Maior (PE. Marcelo Silva);
  • São Simão (PE. Marcelo Silva);
  • São Simão Pedro (PE. Wellington Santos);
  • São Mateus (PE. Wellington Cardoso Brandão);
  • São João (PE. Márcio Paiva);
  • Santo André (PE. Marcelo Silva);
  • São Tiago Menor (PE. Frei Luiz Antônio);
  • São Tomé (PE. Frei Luiz Antônio);
  • São Felipe (PE. Frei Luiz Antônio).

Terminada a assembleia, Dom João Justino agradeceu a presença e participação de todos rezando a oração final. Logo após, foi servido um almoço a todos os participantes da assembleia.

Percepção do observador:

A presença e participação na assembleia foram muito positivas. Estavam presentes 220 pessoas que receberam seus crachás ao chegarem ao local da assembleia. No crachá de cada um, estava escrito o nome de um dos apóstolos que posteriormente serviu para a orientação da constituição dos grupos. As tarefas foram distribuídas contando com a animação das várias foranias.

Notou-se uma presença pequena de jovens, sendo estes os que se incumbiram de facilitar algumas situações ao longo da assembleia. Algumas pessoas que assumiram serviços, como apresentadores das prioridades, tinham certa dificuldade em executá-las, o que, a meu ver, pode ter “comprometido” a clareza das ideias.

A assembleia teve uma boa participação com momentos de correções, observações, críticas em relação aos termos utilizados nas prioridades, falta de clareza, e até mesmo, acréscimos necessários. Tanto os padres, com uma presença significativa, como as religiosas/religiosos e os leigos e leigas presentes deram suas opiniões avaliando o resultado final das sínteses apresentadas.

Senti que as pessoas queriam falar mais, mas o limite do tempo não proporcionou. Havia sempre, por parte do Dom João Justino, a atenção em condensar sintetizando as observações feitas pelos participantes devido, creio eu, o “estouro” do tempo.

Penso ainda que, embora considero muito boa a participação e realização da assembleia, ainda somos “amadores”. Talvez se houvesse uma condução mais técnica acerca do como aperfeiçoar e dinamizar pedagogicamente a condução da assembleia poderia ter ainda mais um resultado qualificado.

Os grupos de trabalho, por sua vez eram muito grandes, prejudicando de fato a participação e interação de todos nos mesmos. Isto, a meu ver, contribuiu para as dificuldades de redação por parte de alguns grupos prevalecendo, quase sempre, os excessos de expressões que por sua vez, não diziam quase nada.

Em síntese, a assembleia foi dinâmica, participativa considerando os presentes bem como os que conduziram os processos, embora não fosse precisamente pelos leigos, salvaguardando certamente várias razões.

Fotos:

Joel Maria dos Santos

Membro da Equipe executiva do Observatório da Evangelização

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Assembleia da Região Episcopal Nossa Senhora da Conceição – RENSC, no caminho da 5ª APD

Para registro da caminhada da Igreja local, registramos a presença e o olhar do Observatório da Evangelização nas Assembleias Regionais… 

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

ASSEMBLEIA REGIONAL DO POVO DE DEUS

Região Episcopal Nossa Senhora da Conceição – RENSC

(Igreja missionária, servidora da Palavra)

Data: 03/09/2016

Horário: Das 8h às 17h

Local: Colégio Santa Maria – Pampulha

Observador: Edward Guimarães

Todos os participantes, eram cerca de 280 pessoas, foram recebidos em clima de cordialidade e de forma bem organizada, na quadra do Ginásio Poliesportivo Dom João Rezende Costa do Colégio Santa Maria Pampulha. Notava-se imediatamente que havia equipes de trabalho: ambientação, canto e animação, limpeza… Havia mesas na entrada, identificadas por Forania. Cada um fazia a sua inscrição (nome e paróquia), recebia o crachá, uma caneta e o caderno com o cronograma das atividades, os cantos e a síntese das assembleias forâneas da Região: Nossa Senhora das Neves; São Paulo Apóstolo; Santo Antônio de Venda Nova; Nossa Senhora da Piedade; São José Operário; Nossa Senhora de Lourdes; Santa Luzia; Nossa Senhora da Saúde; Santo Antônio da Pampulha e Nossa Senhora da Paz.

Segundo o vigário episcopal, Pe. Sebastião Diogo, todas as foranias entregaram as sínteses dos trabalhos. Para o relatório de síntese geral da Região, contou-se com a assessoria do Pe. J. Vitório, SJ, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia; Paulo Sérgio Soares, do CEGIPAR; Pe. Francisco Pimenta, do Vicariato da Ação Social e Política.

Depois do café de boas vindas, às 9:30 h começou o momento de oração (cf. caderno), conduzido pelo Pe. Leonor. Organizou-se a mesa com Dom Edson, bispo auxiliar da Região, Pe. Diogo, vigário episcopal e os três assessores citados. Dom Edson acolheu a todos e, recordando palavras do Papa Francisco sobre a Igreja em saída, disse que “precisamos de uma Igreja irresistível com comunidades irresistíveis”, que causam fascínio, que atraem. Expressou o desejo de que esta assembleia oxigene a caminhada da Igreja local. Pediu que aproveitemos, com abertura de coração, as reflexões dos assessores. Pe. Diogo lembrou que esta assembleia é o terceiro passo rumo a grande Assembleia do Povo de Deus. O primeiro foi a Assembleia paroquial e o segundo foi a Assembleia forânea. Em seguida, concedeu a palavra aos assessores, que teriam, cada um, vinte minutos para apresentar suas sínteses e considerações.

I – Espiritualidade Encarnada e de Comunhão

Coordenado pelo Pe. Jaldemir Vitório, SJ

Apresentou a síntese dos dez relatórios das Foranias. Em seguida, destacou as palavras-chave, com o ordem crescente do número de ocorrências e apelos das foranias:

  1. Círculos bíblicos (8x) – Palavra de Deus (11x)
  2. Formação (13x) – Capacitação (2x)
  3. Jovens/ Juventude (13x)
  4. Catequese/ Catequético/ Catequista (11x)
  5. Espiritualidade (4x) – Retiros (4x)
  6. Missão (4x) – Evangelho/ Evangelizar (4x)
  7. Família/ Familiar (4x)

Avaliou que as prioridades estão muito semelhantes e  de forma recorrente ao que aconteceu na 4ª APD. Fez as seguintes considerações: será que estamos marcando passo? Será que não levamos a sério as deliberações da Assembleia do Povo de Deus? Será que não estamos atentos aos sinais do tempo e do Espírito Santo?

II – Renovação da Vida Comunitária

Coordenado Paulo Sérgio Soares

Apresentou a síntese dos dez relatórios das Foranias. Em seguida, destacou as temáticas ou as palavras-chave, com o número de ocorrências e apelos mencionados pelas foranias:

  1. Preocupação com o envolvimento eclesial da juventude (8x)
  2. Participação dos leigos e leigas (8x)
  3. Rede de comunidades (8x)
  4. Acolhimento (8x)
  5. Família (8x)
  6. Igreja missionária (3x)
  7. Ecumenismo (2x)/ diálogo (1x)
  8. Conversão Pastoral da Paróquia/ Renovação paroquial (1x)
  9. Catequese em geral (3x)

Chamou a atenção e recordou que a síntese de cada Forania reflete as preocupações das paróquias. Nesse sentido, disse que merecem destaque os cinco temas com maior explicitação no conjunto: juventude, laicato, rede de comunidades, acolhida e família.

III – Inserção Social

Coordenado Pe. Francisco Pimenta

Inicia a sua reflexão dizendo que grande parte das propostas, sugestões e orientações que aparecem nos relatórios das Foranias repetem as demandas de outras APDs e o que já tem sido oferecido quanto a estas prioridades não tem sido bem aproveitado (pouquíssima participação, por exemplo, no curso Igreja e Sociedade). Apresentou, em seguida, as grandes temáticas:

  1. Fé e política (10x)
  2. Centralidade da Palavra de Deus (10x)
  3. Formação social e política/ Doutrina Social da Igreja (6x)
  4. Comunicação (5x)
  5. Pastorais sociais (4x)
  6. Obras e centros sociais (4x)
  7. Meio ambiente (3x)
  8. Políticas públicas (3x)
  9. Juventude (2x)
  10. Ação missionária (2x)

 

Aparece também o trabalho social e missão; capacitar pessoas nas Regiões e Foranias para atuarem em rede; fazer um programa comum de formação que perpasse as três dimensões; fazer uma agenda comum; promover a setorização das paróquias para melhor organizar e integrar os grupos e pastorais; evitar a pulverização de iniciativas e ações; capacitação de padres, seminaristas,  agentes de pastoral, religiosos/as, leigos/as para uma atuação mais profética de transformação social e construção de políticas públicas que visem a justiça, a paz e a garantia dos direitos fundamentais da pessoa humana. Por fim, questionou se não seria interessante mudar a nomenclatura dos grupos de fé e política para grupos de fé e cidadania.

Em seguida, o Pe. Diogo organizou e orientou os trabalhos de grupo e as mini plenárias: foram formados trinta grupos, cujo número já constava no crachá de cada participante; para cada grupo foi designado um presbítero para coordenar; escolher um relator; indicação das salas de trabalho; os grupos deveriam discutir os assuntos apresentados nas sínteses dos assessores, cujos textos constam no caderno que todos receberam e eleger três prioridades para cada dimensão da evangelização. Nas mini plenárias, após o almoço, os grupos de 1 a 10 realizariam a mini plenária com o Pe. Vitório; os grupos de 11 a 20, com o Paulo Sérgio e os grupos de 21 a 30, com o Fred (o Pe. Francisco Pimenta justificou a sua ausência na parte da tarde). Os grupos se reuniram para a discussão. Em alguns grupos houve demora para se engrenar o trabalho, pela falta de iniciativa do coordenador indicado e para se definir o relator. Mas, via de regra, a maioria dos grupos cumpriu bem sua tarefa. Embora é preciso dizer que o fato da escolha apenas de presbíteros para a coordenação dos grupos pode reforçar a mentalidade clericalista ou a consciência dos leigos e leigas como coadjuvantes nas instâncias decisivas da vida eclesial.

O almoço, previsto para ser servido às 12h30, atrasou cerca de 40 minutos para ser entregue, prejudicando o andamento dos trabalhos da tarde, uma vez que os grupos de relatores tiveram menos tempo para discutirem, nas mini plenárias, as propostas que foram escolhidas em seus respectivos grupos pela manhã. Esse pequeno atraso também aconteceu no café de boas vindas. Estas tiveram início às 14h30, com cada um dos três assessores coordenando um grupo formado pelos dez relatores dos grupos de trabalho da parte da manhã. A premência pelo tempo acabou prejudicando a apresentação mais detalhada, pelos relatores, daquilo que seu grupo havia formulado, de modo que foi necessário limitar-se às temáticas gerais. No entanto, todos os relatórios foram recolhidos para uma posterior complementação das temáticas que viessem a ser aprovadas na grande plenária final. Assim, cada bloco de dez relatores apontou três prioridades e destaques pastorais, para as três dimensões da evangelização.

Enquanto os relatores assim se reuniam, os demais participantes da assembleia tiveram um momento cultural, na quadra, com apresentação de músicas populares.

Às 15h00, teve início a plenária final, quando cada assessor apresentou as prioridades e destaques pastorais escolhidas em seu grupo. Várias temáticas receberam destaques e especificações nos trabalhos das mini plenárias. Chegou-se, assim, a um quadro de nove indicações de prioridades para cada dimensão, em que várias delas coincidiam, já apontando para um consenso. A plenária, então, deveria definir as três prioridades para cada dimensão, conforme a metodologia estabelecida para esta assembleia. Como não era possível projetar no telão todas as nove temáticas de cada dimensão, para a votação final, a assembleia aprovou que os três assessores, juntamente com Dom Edson Oriolo, o Pe. Paulo César e a secretária regional, Sr.ª Cremilda, se reunissem à parte e fizessem a síntese das prioridades, para facilitar depois a votação pela assembleia.

Em 20 minutos, essa comissão juntou o que era comum, agregou o que poderia ser associado como subtemática e excluiu o que não fora consenso. Inicialmente, cada temática recebeu uma formulação mais extensa, já em forma de proposição, num texto mais elaborado. Porém, logo viu-se que não haveria tempo para fazer isso para as três prioridades de cada dimensão. Por isso, optou-se, novamente, por apresentar apenas as temáticas mais amplas, ficando os detalhamentos, destaques e especificações para serem acrescidos posteriormente. Enquanto isso, os demais participantes cantavam animadas músicas eclesiais na quadra.

Às 16h15, foi apresentada a síntese à plenária final para a aprovação da assembleia. Após a leitura e explicação de cada proposição, exibida no telão, foi pedida a aprovação da assembleia por levantamento de braço. Esclareceu-se que cada prioridade escolhida receberia depois uma melhor redação, contemplando os complementos, as especificações e destaques que os grupos haviam colocado em seus relatórios. A equipe de assessores se comprometeu a fazer isso o mais breve possível, enviando o relatório final da Região Episcopal Nossa Senhora da Conceição ao Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral, para a próxima etapa da APD, em nível arquidiocesano.

As três prioridades pastorais aprovadas pela Região foram assim definidas:

A) Para a vivência da Espiritualidade Encarnada:

  1. Assegurar o primado da Palavra de Deus na vida cristã, implantando círculos bíblicos articulados em nível familiar como espaço de evangelização para missão, valorizando a leitura orante e o método do CEBI;
  2. Formação continuada para educação da fé para todos os públicos, com especial atenção para os catequistas, para o trabalho social e com juventude, com estímulo a participação e com iniciativas nas paróquias;
  3. Abrir espaço para participação, acolhida e engajamento dos jovens na vida comunitária, buscando fazer uso de sua linguagem e trabalhando uma espiritualidade eclesial de maneira que os jovens se conscientizem que são evangelizadores de outros jovens, na família e na sociedade.

B) Para a vivência da Vida Comunitária:

  1. Fortalecer as pequenas comunidades e a Igreja enquanto Rede de comunidades;
  2. Participação dos leigos e leigas nas atividades, nas decisões e nas avaliações das ações evangelizadoras;
  3. Acolhimento às famílias, considerando seus diversos modelos, bem como aos jovens e à diversidade sexual.

C) Para a vivência da Inserção Social:

  1. Criar no maior número possível de paróquias e em todas as foranias grupos de fé e política (ou fé e cidadania, fé e vida, fé e compromisso), estimulando a participação em conselhos municipais para viabilizar políticas públicas;
  2. Formação sociopolítica inspirada na Doutrina Social da Igreja;
  3. Criação dos Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial e interparoquial – NAASP e REARTISOL.

A assembleia foi encerrada às 16h45, com o agradecimento de Dom Edson a todos e a bênção final. Na saída, cada participante recebeu um lanche.

Fotos (Pascom RENSC):

Prof. Edward Neves M. B. Guimarães

Secretário Executivo do Observatório da Evangelização

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Notas sobre os passos da Assembleia do Povo de Deus

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A primeira Assembleia do Povo de Deus (APD) da Arquidiocese de Belo Horizonte se realizou em outubro de 1996. Ela foi resultado do amadurecimento do processo iniciado no final de 1989, com o Projeto Pastoral “Construir a Esperança”. Desde então, a Arquidiocese vem caminhando “rumo a uma nova compreensão de si mesma e das mudanças necessárias para que ela cumpra melhor a sua missão no contexto da grande metrópole”.[1]

É um caminhar lento, pois envolve a movimentação de muitas coisas e nem todos se dispõem a se mexer. Continuar com o de sempre pode parecer mais cômodo. Desde 2012, as APDs passaram a ter o papel de definir o rumo para onde caminhar, gerando as diretrizes, enquanto para estas últimas, cada uma a seu tempo, passou a responsabilidade de definir os passos concretos a serem dados, segundo as diretrizes definidas na APD.

No entanto, a metodologia seguida para a 5ª APD prevê a escolha de prioridades pastorais em cada uma das instâncias, ou seja, nas assembleias em nível paroquial, forâneo e regional. Isso, porém, torna inevitável que as contribuições vindas das bases sejam filtradas nas etapas seguintes. Assim, problemas que foram apontados mais vezes na etapa anterior tendem a passar para a próxima etapa, como prioridades, enquanto aqueles problemas que chamaram pouco a atenção tendem a desaparecer da pauta no percurso até à última etapa.

 Um exemplo claro dessa filtragem é a necessidade, manifestada no Texto-Base, que, por sua vez, se apoia na pesquisa on line [2], de ações evangelizadoras diferenciadas para as áreas rurais, na Arquidiocese. Essa não é uma prioridade para a imensa maioria das paróquias, que são urbanas e têm suas próprias demandas. Diga-se de passagem que a população residente na Arquidiocese de Belo Horizonte, com seus 28 municípios, é X% urbana e Y% rural, segundo o IBGE de 2010. Dessa forma, o problema próprio das comunidades rurais, se passar na votação em algumas assembleias paroquiais, dificilmente passará na assembleia forânea, simplesmente porque, nesta, os problemas próprios das paróquias urbanas, obviamente, recebem muito mais votos.

Além dessa inevitável filtragem, outras falhas foram percebidas nas etapas paroquial, forânea e regional da APD, comprometendo, às vezes gravemente, a qualidade do processo e dos resultados da assembleia. São elas:

  • Na ETAPA PAROQUIAL:
  1. o boicote, impedindo os leigos e leigas de participarem: uma paróquia não realizou sua assembleia;
  2. a entrega dos subsídios na última hora, sem tempo hábil para a leitura, compreensão e, sobretudo, discussão dos mesmos pelos leigos e leigas: em uma paróquia, o Texto-Base e até mesmo os outros dois subsídios – a Carta Pastoral, disponibilizada em janeiro, e o Guia contendo o texto motivador, disponibilizado em março – foram entregues na chegada das pessoas para a assembleia, em junho;
  3. a não exibição do vídeo que retoma os principais passos dados nas APDs anteriores e motiva para esta 5ª APD, perdendo-se esse elo;
  4. a não apresentação ou, pelo menos, a leitura, para todos, dos desafios apontados pelo Texto-Base, para cada uma das três dimensões da evangelização;
  5. a falta de clareza na explicação da tarefa dos grupos, sobretudo quanto à necessidade de ler e discutir o Texto-Base, embora a discussão não se limitasse a este;
  6. a pressa, nos grupos, em escolher prioridades sem discutir sua real abrangência e importância para o conjunto da Arquidiocese, limitando-se, em alguns casos, a questões muito locais, que não precisam passar pela decisão de uma assembleia arquidiocesana (por exemplo, editar o calendário paroquial com as citações das leituras da Liturgia Diária);
  7. a pressa em retornar à plenária, sem ter ainda escolhido as prioridades da última dimensão – a Inserção Social –, de certa forma querendo “empurrar” essa tarefa a uma pessoa “mais informada” no grupo;
  8. a falta de um quadro-negro ou outro recurso para dispor as prioridades apresentadas pelos grupos para facilitar a votação pela assembleia;
  9. após a apresentação dos relatores, na plenária, não houve um processo de votação das três prioridades da Paróquia, a partir do que foi levantado pelos grupos, como estabelecido na metodologia, mas pediu-se a uma pessoa “com mais experiência nesse tipo de assembleia” para fazer sua síntese do que ficou mais forte nas apresentações; os destaques percebidos por essa pessoa ficaram sendo as prioridades que a Paróquia apresentaria à assembleia da forania.
  10. faltou um lanche para os participantes, pelo menos ao final dos trabalhos, já que vários representantes vieram de comunidades mais afastadas da sede paroquial, onde se realizou a assembleia.
  • Na ETAPA FORÂNEA:
  1. algumas paróquias escolheram apenas uma prioridade em cada dimensão; isso significa um filtro mais apertado, deixando de fora coisas que poderiam ter entrado;
  2. outras paróquias escolheram cinco ou seis prioridades, ultrapassando a proposta de se concentrar em três;
  3. o resumo do Texto-Base tomou tempo demais, prejudicando os trabalhos em grupos, que acabaram não acontecendo ou tendo sua tarefa reduzida para uma breve troca de opiniões;
  4. o não conhecimento, antes da assembleia, pelos participantes, do conteúdo das prioridades indicadas pelas paróquias, dificultou a sua discussão em profundidade, tornando a votação mais baseada na frequência com que certas temáticas foram citadas do que na sua importância para efetivar as mudanças almejadas na Arquidiocese;
  5. a ausência de alguns padres, como também de leigos e leigas que, como conselheiros pastorais paroquiais e/ou forâneos, tinham cadeira cativa nessa assembleia, prejudicou a representatividade e, certamente, empobreceu a contribuição da forania para a APD;
  6. muitas prioridades refletem, na verdade, uma atividade concreta em nível paroquial, faltando uma visão mais ampla, ou seja, das grandes linhas da evangelização que darão um rosto novo à Igreja arquidiocesana.
  • Na ETAPA REGIONAL:
  1. Também nesta etapa, os participantes não tiveram acesso prévio ao conteúdo vindo das foranias, recebendo-o apenas na chegada à assembleia. A discussão dos assuntos fora programada para acontecer nos grupos, mas o atraso enorme tanto no serviço do café, antes de iniciar a assembleia, quanto no de almoço, prejudicou muito o tempo dos grupos, levando a uma escolha das prioridades sem o aprofundamento que cada temática requeria;
  2. Mesmo com a presença de inúmeros leigos e leigas praticamente todos os grupos de discussão foram coordenados por presbíteros.

Apesar de todas essas falhas, percebe-se que o resultado final das assembleias coincidiu, em grande parte, com os desafios apontados pelo Texto-Base, pelo menos na região episcopal em que estas observações foram feitas. Isso alimenta a certeza de que a assembleia arquidiocesana, na última etapa, terá em mãos temas bem calcados na realidade vivida pelas comunidades e que clamam por mudanças urgentes no modo como estão sendo tratados pela Igreja, em geral.

Tarefa interessante será verificar quais desafios apontados no Texto-Base não passaram como prioritários nas assembleias, considerando que alguns deles teriam contribuído muito para a “compreensão de si mesma” da Igreja, conforme lembrou-se no início desta reflexão. Fica para outra ocasião.

Obs.: A presente reflexão se baseia na observação direta do autor de uma assembleia em nível paroquial, três em nível de forania (grupo de paróquias articuladas territorialmente) e uma em nível regional (reunindo 10 foranias). Em respeito à caminhada de cada uma, para evitar rotulações discriminatórias, optou-se por não identificar seus nomes.

[1] Texto-Base da 2ª Assembleia do Povo de Deus, 2003, p. 11-12.

[2] Ver item 4 no Subsídio para as Assembleias Paroquial, Forânea e Regional, 2016, p. 13-14.

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Paulo Sérgio Soares

Doutor em Teologia Bíblica pela PUC Goiás

Membro da equipe de colaboradores do Observatório da Evangelização

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Assembleia Paroquial – Rede de Comunidades de Todos os Santos (Bairro: 1º de Maio)

Relatório da Assembleia Paroquial – Rede de Comunidades de Todos os Santos

Arquidiocese de Belo Horizonte

Região Episcopal Nossa Senhora da Conceição

Forania São José Operário

Dia: 09 de julho de 2016

Observadora: Tânia Dias Jordão

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Dinamizada pelos padres solidários Cássio Ferreira Borges e Pier Luigi Bernareggi (Pigi) a assembleia em preparação da V APD da Paróquia de Todos os Santos contou com cerca de 50 pessoas, em sua maioria mulheres e quase em sua totalidade adultos (havia somente uma jovem), com representantes de todas as comunidades.

Em reunião prévia, repartiram entre si as funções das equipes para a assembleia. O Colegiado de Liturgia se responsabilizou pelos momentos de oração e os demais colegiados dividiram entre si o texto-base para reflexão e apresentação à assembleia.

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As equipes se alternavam à frente, acompanhadas de perto pelos sacerdotes que traçavam referências ou questionamentos para reflexão do grupo.

Após a apresentação da síntese dos três colegiados (Colegiado Social; Colegiado de Comunidades de Rua e Pastoral Familiar; Colegiado de Catequese) encarregados de levantar os tópicos essenciais do texto-base a serem tratados ali – exposição permeada de participações esparsas, propostas, questionamentos, posturas discordantes em relação ao apresentado no texto-base, comentários –  houve, então, uma divisão da assembleia em seis grupos, para apontarem três prioridades, cada:

Os grupos 1 e 2 se encarregaram da “espiritualidade encarnada”; 3 e 4, se debruçaram sobre a “renovação da vida comunitária”; 5 e 6 trataram da “inserção social”.

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As prioridades votadas, ao final, foram:

ESPIRITUALIDADE ENCARNADA:

  1. Formação Permanente
  2. Sintonia entre Paróquia/ Região/ Forania/ Diocese
  3. Presença lá onde estão os jovens

VIDA COMUNITÁRIA:

  1. Rede de Comunidades
  2. Acolhimento de todos
  3. Trabalho com a Juventude

INSERÇÃO SOCIAL:

  1. Formação Política
  2. Juventude
  3. Colegiado Social

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Pela quantidade e qualidade das reações, percebe-se um povo bastante atuante e preocupado com a dimensão política e com a necessidade do revigoramento do profetismo na Igreja. Pelo perfil das pessoas, adultas ou idosas, oriundas de CEBs do interior de Minas, brota um questionamento em relação à continuidade desse processo pelos jovens, ainda que o tema “juventude” tenha sido recorrente nas três dimensões abordadas.

Outras fotos da assembleia paroquial do povo de Deus durante a 5ª APD:

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Assembleia Paroquial – Santuário da Saúde e Paz (Bairro: Padre Eustáquio)

Relatório da Assembleia Paroquial – Santuário da Saúde e Paz

Arquidiocese de Belo Horizonte

Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança

Forania São Francisco das Chagas

Dia: 11 de Junho de 2016

Observador: Joel Maria dos Santos

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  1. Acolhida

Às 14h 30 do dia 11 de Junho nas dependências do Santuário da Saúde e Paz, no Bairro Padre Eustáquio, reuniu-se cerca de 70 pessoas, coordenadas pelo Pároco solidário Pe. Marcus Vinícius Maciel, SSCC. O mesmo iniciou a assembleia com as orações propostas pelo Vicariato para a Ação Pastoral. Logo após foi proclamada a leitura da liturgia do dia de São Barnabé destacando a respectiva referência: “É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e cheio de fé. E muitas pessoas se associavam”. Isto colaborava para o Reino de Deus. Foi feita a oração e cantado o hino da V APD, terminando assim o momento da oração.

  1. Apresentação

Pe. Marcus Vinícius pediu que os participantes pudessem se apresentar, dizendo também a pastoral a que pertence. As pastorais representadas eram: da família; ministros extraordinários da Eucaristia; da liturgia; do ECC; círculos bíblicos; batismo; ministério de música; Mãe Rainha; EJC; jovens; renovação carismática; apostolado da oração; acolhida; comunicação; pastoral do dízimo; vicentinos; equipe de festas; conselho administrativo paroquial; coordenadores de comunidades; catequistas e setores da paróquia. Ainda se faziam presentes, algumas congregações religiosas femininas (Missionaria de Nossa Senhora das  dores, Irmãs de Santa Teresinha e postulantes), e masculinas (Fráteres da Misericórdia e seminaristas da Congregação dos Sagrados Corações).

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  1. Metodologia/dinâmica a partir do texto base.

Havia uma equipe que cuidou da preparação da assembleia juntamente com o Pároco. A mesma procurou durante toda a assembleia, animá-la por meio de cantos, sorteios de brindes, balas e movimentos corporais. Foi apresentado o filme da 5ª APD, preparado pelo Vicariato para a Ação Pastoral. Logo após, passou-se as orientações quanto aos passos da assembleia. Inicialmente foram apresentadas as três dimensões (Espiritualidade encarnada e de comunhão, vida comunitária, e inserção social), considerando pontos semelhantes, desafiadores e positivos. A apresentação deste material se deu de forma criativa, objetiva e clara através de Slides. Após cada dimensão apresentada, eram feitos os comentários pelos participantes da assembleia.

  1. Partilha dos “cochichos” entre os participantes.

Relatamos aqui os comentários e observações feitas em razão da partilha das pessoas presentes à assembleia:

Amamos aquilo que conhecemos. Ao participar e acompanhar os programas interage-se melhor com o andamento das coisas. Todos os encontros deveriam iniciar sempre com a Palavra. Somos ainda muito devocionais. Não sabemos contemplar nossa redenção a partir do que rezamos. É a Palavra que nos salva, interpela e nos põe em ação.

Quanto à dimensão da vida comunitária destacou-se:

viver uma espiritualidade aberta à diversidade e não de uma forma intimista. Necessidade de resgatar a orientação de Aparecida (consciência de sermos discípulos missionários). A Pastoral social deve ser capaz de atender a todos independentemente da religião, quem quer que seja.

Em relação às interpelações da vida comunitária, assim foram as contribuições:

mostrou-se a realidade de uma pastoral de manutenção que é desafiada a uma passagem para a dimensão missionária.

Cabe dizer que os jovens, em torno de 12 que estavam presentes, partilharam a dificuldade de trazer o jovem para dentro da Igreja e inseri-los na vida da comunidade. Nem sempre são acolhidos, existe o fechamento por parte de outros grupos por não concordarem com  o jeito dos jovem ser. É preciso integrar a juventude às outras pastorais como as obras de caridade e até mesmo no serviço da política.

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As pastorais precisam caminhar mais integradas, em comunhão e capazes de partilhar.

No que se refere à Inserção social, os participantes assim partilharam suas reflexões:

o serviço da caridade que existe na paróquia, chamado ‘damas da caridade’, é uma forma de optar preferencialmente pelos pobres presentes aqui nas creches, asilos e nos mendigos de rua. A paróquia precisa encontrar um lugar para acolher os que ficam pelas ruas no entorno da Igreja proporcionando-lhes mais dignidade. Falta comunicação acerca dos trabalhos de outras pastorais no sentido de proporcionar maior aproximação e interação. Destacou-se também a necessidade de uma pastoral de escuta para melhor ir ao encontro dos sofrimentos pelos quais as pessoas passam.

Depois da partilha desses cochichos em relação às três dimensões propostas, deu-se o encaminhamento para os trabalhos em grupos.

  1. Trabalho em grupo a partir das dimensões

Conforme orientação dada, cada grupo dedicaria a discussão das dimensões propostas, e teria que escolher cinco prioridades em relação a cada dimensão. Cada grupo recebeu uma folha que continha as proposições, e em seguida, haveria de eleger três diretrizes. Os grupos foram escolhidos pelo critério de faixa etária. Este foi um pedido dos jovens que se sentiam fora de lugar em outros grupos. Assim ficou a divisão: 02 grupos com membros de 30 anos; 01 grupo de 30 a 50 anos; 01 grupo com os de 50 a 60 anos; os demais foram divididos em 03 grupos. Os grupos tiveram 40 minutos para este trabalho. Logo após aconteceu a plenária chegando a eleição das três prioridades por dimensão. A assembleia teve seu término às 17h 30 com o momento de oração.

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Parecer do Observador

A assembleia paroquial constou com um número pequeno de pessoas da comunidade, embora ao mesmo tempo, as pastorais estavam bem representadas. Notou-se uma pequena presença dos jovens e por outro lado a grande maioria de adulto-idosos. A presença de religiosos/religiosas foi um ponto significativo visto que atuam nas comunidades que compõem a paróquia. As dimensões sociais, através das pastorais específicas, estavam presentes e, ao mesmo tempo, não só partilharam seu trabalho, bem como manifestaram as dificuldades em realizá-lo e, até mesmo, encontrar um apoio considerável por parte das outras pastorais.

Percebe-se a dificuldade de renovação dos membros e das atividades no âmbito das pastorais e das pessoas a assumi-las. Não se pode desconsiderar que o Santuário tem um grande fluxo de peregrinos e devotos, o que, por sua vez, sinaliza um grande desafio quanto à pertença, participação e compromisso em relação à ação pastoral.

A assembleia não seguiu na íntegra as orientações propostas pelo Vicariato para a ação pastoral. Foi considerada outra metodologia. A equipe responsável pela dinâmica da assembleia foi muito criativa, possibilitando assim que a mesma transcorresse de forma leve, agradável e objetiva.

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Não tive acesso às prioridades pastorais relacionadas às dimensões, o que foi apresentado em plenária no término da assembleia. Até no momento em que participei, não senti, através dos “cochichos” em duplas, a apresentação de propostas novas em relação à pastoral a partir da visão eclesiológica que Francisco convoca a Igreja a caminhar, nem mesmo uma análise crítica do caminho que o Santuário até então faz.

Joel Maria dos Santos

Membro da equipe executiva do Observatório da Evangelização

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Relatório da Assembleia Paroquial – Paróquia Santo Cura d’Ars

Relatório da Assembleia Paroquial

Paróquia: Santo Cura d´Ars (Bairro Prado).

Data: 04/06/2016, das 08 às 12 horas

Observadora: Camilla Moreira Alves

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Com um público formado em sua maioria por pessoas mais experientes, em grande parte mulheres, a Assembleia Paroquial na ótica da 5ª APD – Assembleia do Povo de Deus, na paróquia Santo Cura d’Ars, Forania São José do Calafate, Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança, ocorreu cumprindo a data sugerida pela Arquidiocese de Belo Horizonte, 04 de junho de 2016. A paróquia conta com uma estrutura física adequada e está localizada numa área de classe média alta. Considerando que sejam recebidas nos finais de semana cerca de duas mil pessoas para as missas, tínhamos na Assembleia um público inexpressivo, com pouco mais de trinta pessoas.

O pároco da Cura d’Ars, padre Joel Maria dos Santos, deu início à reunião relatando as dificuldades em reunir os fiéis para práticas sociais. Segundo ele: “O povo só quer missa.” Ele questiona também as dificuldades para a promoção de eventos como o da Assembleia e afirma que os paroquianos não devem se contentar com a linha de manutenção pastoralista, mas se unir em prol de uma pastoral da renovação.

A discussão começou pelo entendimento e interpretação dos três eixos a serem articulados, a Espiritualidade Encarnada, a Renovação da Vida Comunitária e a Inserção Social. No decorrer do processo foram relatadas algumas dificuldades e indagações encontradas pelo Padre Joel, como: “A concentração de energia dos fiéis é apenas na missa e na comunhão e se esquecem da palavra de Deus”; “só a missa muda a minha vida e a do outro?”

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Presenciou-se vários questionamentos sobre as atuações, não só da instituição Igreja, mas uma leitura da importância dos leigos para a construção espiritual e social da igreja.

Ao pensar a espiritualidade encarnada, notou-se que essa é a maior área de atuação do público local. Foi o item mais discutido e com maior número de possibilidades de atuação. Atrair a juventude para a igreja e pensar formas para que ela seja o sujeito das ações religiosas e sociais foi um tema que percorreu todos os eixos discutidos. A diversidade foi pautada e apoiada por todos os presentes. “A igreja tem como função acolher a todos, não julgar”, foi o item chave para uma renovação da vida comunitária. Quando se referiu à Inserção Social, destacou-se a observação a seguir: “A igreja ainda não é para os pobres.”

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Tratando-se de uma comunidade de classe média alta notou-se um comodismo perante as ações sociais e o desafio do desconhecido ao lado. O que, de alguma forma, levou às decisões de preservar e melhorar os projetos já existentes em vez de criar novas demandas.

A dinâmica elaborada para se pensar os eixos do Plano Pastoral, foi dividir a assembleia em grupos. Foram formados quatro grupos de oito pessoas com a responsabilidade de elaborarem três sugestões de atuação para os diferentes eixos. Em seguida, um representante de cada grupo descreveu as propostas de sua equipe, e as três mais votadas entraram para o documento a ser entregue à Forania, a qual a paróquia pertence. Em meio à votação, os participantes tiveram liberdade de questionar e/ou mostrar seu apoio às propostas sugeridas. Com um final bem democrático e aberto à discussão, cada membro foi convidado a votar em dois representantes que levarão as decisões locais para os outros processos da Assembleia do Povo de Deus.

O evento ocorrido na paróquia Santo Cura d’Ars teve um saldo positivo. As decisões foram tomadas de forma democrática visando o bem comum e as reais possibilidades da comunidade leiga.

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No mês de junho aconteceram as Assembleias Paroquiais em toda a Arquidiocese de Belo Horizonte

Nos meses de fevereiro e março, aconteceu, em cada região episcopal, a avaliação dos Planos de Pastoral aprovados na 4ª Assembleia do Povo de Deus e que foram aplicados nas ações evangelizadoras nos últimos quatro anos. No mês de maio, aconteceu a Vigília de Pentecostes na intensão da 5ª Assembleia do Povo de Deus em todas as comunidades eclesiais. A Festa de Corpus Christi foi celebrada nessa perspectiva. Em todos os domingos desse mês,  nas missas, foram entregues volantes com textos reflexivos preparatórios. Todas essas atividades visaram colocar a Arquidiocese em clima propício para concretizar a 5ª Assembleia do Povo de Deus.

Ao longo do mês de junho, conforme o cronograma divulgado na Carta Pastoral – 5ª Assembleia do Povo de Deus, aconteceram as Assembleias Paroquiais. Depois da importante pesquisa feita em toda a Arquidiocese por meio de um questionário que continua on line para a sua participação (caso não tenha ainda respondido e queira participar clique aqui), as Assembleias Paroquiais concretizam o primeiro nível participativo dos cristãos rumo a grande Assembleia Arquidiocesana que acontecerá no dia 15 de Outubro de 2016, quando se definirão as Diretrizes Pastorais que firmarão as bases para a elaboração dos novos Planos de Pastoral em cada Região Episcopal para o quadriênio 2017-2020. As Assembleias Paroquiais são acontecimentos, com metodologia bastante participativa, nos quais estuda-se o texto-base proposto, faz-se análise da atual conjuntura eclesial e, a partir das discussões sobre os novos desafios e urgências, propõe-se e elege-se numa plenária as prioridades que serão escolhidas nos três eixos – espiritualidade encarnada, renovação da vida comunitária e inserção social – objetivando ajudar na definição das futuras Diretrizes da Arquidiocese.

O desafio maior de cada Assembleia do Povo de Deus é favorecer a concretização de passos significativos, com dinâmica participativa e envolvente de todos os cristãos, na direção de maior fidelidade da Igreja a Jesus Cristo e ao Reino de Deus, do qual ela é sacramento.

A partir de hoje, o Observatório da Evangelização, com o objetivo de ajudar a aperfeiçoar esse importante processo avaliativo e propositivo da Arquidiocese de Belo Horizonte, estará disponibilizando o registro feito em algumas dessas Assembleias Paroquiais. Fiquem atentos.

Equipe executiva do Observatório


Arquidiocese de Belo Horizonte lança vídeo para as Assembleias Paroquiais

Esta semana acontecem as Assembleias Paroquiais em toda as paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte. Trata-se do primeiro nível de reflexão e avaliação prospectiva da caminhada pastoral da Arquidiocese. Depois virão as Assembleias Foraneas, Regionais rumo a grande Assembleia Arquidiocesana, quando serão definidas as novas Diretrizes para os próximos quatro anos. Sua participação é fundamental. Esta responsabilidade faz parte da missão batismal.

A Arquidiocese de Belo Horizonte vive a sua 5ª Assembleia do Povo de Deus (5ª APD), neste tempo especial em que a Igreja, no mundo inteiro, celebra o Jubileu da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco.

Para compartilhar com os fiéis a história  e a importância da Assembleia, que ocorre a cada quatro anos, preparamos um vídeo-convite. Neste momento é muito necessária a sua participação, respondendo ao questionário que busca encontrar os direcionamentos para revitalizarmos as diretrizes dos muitos trabalhos de evangelização em nossa Arquidiocese. Ao mesmo tempo, o questionário é caminho para avaliar o percurso já trilhado.

Para responder ao questionário  CLIQUE AQUI 

Sua participação é fundamental em todas as etapas da 5ª APD. Essa é uma oportunidade singular para planejarmos novas ações. Dom Walmor lembra que a Assembleia do Povo de Deus “é o momento de juntos, em comunhão, renovarmos as diretrizes dos muitos trabalhos desenvolvidos em nossa Igreja, guiados sempre pelo amor misericordioso de Deus e iluminados pela presença de Maria – Mãe da Piedade – a Padroeira de Minas Gerais. Procure a sua comunidade paroquial e nos ajude a construir um mundo melhor”.

ASSISTA AO VÍDEO:

Para ter o vídeo em seu computador, clique aqui com o botão direito do mouse e escolha a opção “salvar link como…”.

Fonte:

http://www.arquidiocesebh.org.br/vicariato/noticias.php?id_noticia=194

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Nesse sábado, 27, a Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança realizou a primeira reunião com a Comissão Ampliada, em preparação para a V Assembleia do Povo de Deus (APD), conforme orientação da Arquidiocese de Belo Horizonte. O encontro foi presidido pelo vigário episcopal Frei Adilson, tendo a presença de um representante por paróquia da Região e seus respectivos párocos. Um breve momento de oração deu início à reunião. Em seguida, todos assistiram um vídeo motivador do Arcebispo Metropolitano dom Walmor Oliveira de Azevedo, e também, um vídeo inspirador encaminhado por dom Joaquim Giovani Mol, bispo referencial para a RENSE. Logo depois, frei Adilson explicou sobre as demandas e o direcionamento da V APD através do Guia e da Carta Pastoral. Para fechar o encontro, a Comissão recebeu dicas práticas e objetivas para realizar uma avaliação do Plano Pastoral vigente, procedimento que vai fazer parte do processo da V APD.
A V Assembleia do Povo de Deus é a oportunidade que a Igreja tem para refletir sobre todo o caminho percorrido pela Arquidiocese, ao longo da sua história, sobretudo, a partir das Diretrizes da Ação Evangelizadora (2013 – 2016), a fim de que todos possam, com o olhar crítico da fé, prosseguir dialogando com as realidades do mundo atual, para qualificar a ação pastoral, frente à essas realidades. Avaliando o caminho percorrido, é possível discernir sobre quais passos mais é possível dar, sempre animados e inspirados pelo Espírito Santo, e à luz da Palavra de Deus.

(Fotos: Janaína Gonçalves / Pascom RENSE)

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Arquidiocese De Belo Horizonte pede a sua colaboração para responder o questionário. A sua participação é muito importante para criação das reflexões que serão elaboradas na 5ª APD. Assim, você colabora no processo de construção e melhoria da Igreja. O objetivo é ter informações sobre o perfil dos fiéis, como eles avaliam as atividades das comunidades católicas e suas principais demandas.

Participe!!

A Arquidiocese de Belo Horizonte, neste tempo especial em que a Igreja, no mundo inteiro, celebra o Jubileu da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, vive a sua 5ª Assembleia do Povo de Deus (5ª APD).

As Assembleias do Povo de Deus, realizadas a cada quatro anos, são o momento de revitalizar as diretrizes dos muitos trabalhos de evangelização na Arquidiocese de Belo Horizonte. Assim, a 5ª APD é oportunidade singular para planejar novas ações e, ao mesmo tempo, avaliar o percurso já trilhado. Por isso, pedimos a sua necessária ajuda, respondendo ao questionário. Para participar, clique aqui.

Dom Walmor lembra que a Assembleia do Povo de Deus “é o momento de juntos, em comunhão, renovarmos as diretrizes dos muitos trabalhos desenvolvidos em nossa Igreja, guiados sempre pelo amor misericordioso de Deus e iluminados pela presença de Maria – Mãe da Piedade – a Padroeira de Minas Gerais”.

O Arcebispo faz também um convite especial: “participe de todas as etapas dessa Assembleia, procure a sua comunidade paroquial e nos ajude a construir um mundo melhor”.

(Fonte: http://www.arquidiocesebh.org.br/site/noticias.php?id_noticia=12387)

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Dom Walmor convoca e abre a V Assembleia do Povo de Deus da Arquidiocese de Belo Horizonte

V APD(1)

As comunidades de fé que compõem a Arquidiocese de Belo Horizonte foram convidadas, pelo próprio Arcebispo Dom Walmor, a participar ativamente da V Assembleia do Povo de Deus (V APD), um dos eventos mais importantes da caminhada dessa Igreja Particular. Trata-se de um tempo favorável para a participação de todos os fieis e em todos os níveis: comunitário, paroquial, forâneo, regional e arquidiocesano. O objetivo maior é o de avaliar a caminhada dos últimos quatro anos, fazer balanços críticos e, fundamentalmente, elaborar, em espírito de comunhão e corresponsabilidade batismal, as novas Diretrizes que definirão urgências e nortearão os planos pastorais de cada região episcopal e as ações evangelizadoras nessa Arquidiocese no próximo quadriênio.

Os Integrantes das comunidades de fé – conselheiros e conselheiras, ministros e ministras, agentes de pastoral, evangelizadores, catequistas, religiosos e religiosas, diáconos, presbíteros e bispos – todos são chamados a participar trilhando o caminho missionário da V APD, cultivando posturas de oração, escuta e reflexão; de estudo, diálogo e análise; de coragem profética para apresentar propostas concretas que contribuam na construção de uma Igreja cada vez mais fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.

Para entrar no espírito da V Assembleia do Povo de Deus segue algumas sugestões:

1. Assista ao vídeo da convocação de Dom Walmor:

2. Leia a Carta Pastoral de Dom Walmor e o Guia da V APD;

3. Fique atento ao calendário e agende os passos da V APD;

4. Organize com sua comunidade momentos de diálogo, estudo e elaboração de propostas para a Arquidiocese, lembre-se você  é Igreja e, pelo Batismo, membro do Povo de Deus;

5. Faça todos os dias a ORAÇÃO V APD:

Senhor, nosso Deus, Pai de misericórdia, que sempre estivestes próximo a nós, revelando-nos vosso rosto de amor.
No cumprimento de vosso desejo de estar, de modo de nitivo, junto à nossa humanidade, enviaste-nos vosso Filho, a Palavra que se fez carne, inaugurando, em nosso meio, o vosso Reino de justiça, de misericórdia e de paz.
Animados pelo Espírito de vosso Filho, queremos, sempre mais, ficar parecidos com Ele, e, por nossos gestos e palavras, cumprir com melhor empenho nossa missão de discípulos e discípulas e de anunciadores do Evangelho.
Ajudai-nos, com vossa graça, a discernir os sinais de nosso tempo, fazendo da V Assembleia do Povo de Deus, da Arquidiocese de Belo Horizonte, momento fecundo de escuta de vossa Palavra, de conversão e de busca de novos horizontes para a evangelização.
Que Maria, mãe da Piedade e discípula primeira, acompanhe-nos nesse caminho e nos inspire no acolhimento da vossa Palavra. Por Cristo, Senhor nosso, 

Amém!

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