Observatório da Evangelização

Dar visibilidade às ações evangelizadoras e suscitar reflexões teológico-pastorais.

Nossas Observações

O coração da obra de Dom Bosco

cabana

De uma janela do CENTRO JUVENIL DOM BOSCO, no Bairro Madre Gertrudes, divisei essa bela imagem de uma parte da Cabana do Pai Tomás. Camilla Moreira e eu, conhecendo o trabalho social dos Salesianos na Arquidiocese de Belo Horizonte, estávamos mexidas pelas histórias que escutávamos e, muito mais, pelo brilho dos olhares das crianças e adolescentes com os quais cruzávamos pelos corredores, pátios e salas a todo momento. De cara, duas impressões: uma proximidade terna entre educadores e educandos e uma sensação de liberdade… diferente de outros ambientes educativos, porque – naquele primeiro olhar – notava-se que aquelas crianças e adolescentes, todos em alguma atividade, pareciam escolher o que desejavam fazer ali, e isso era prazeroso de se ver. (Leia mais)


Colégio Imaculada Conceição – percurso de vida

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – IX

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Hoje se celebra o centenário dessa presença entre nós. Em 16 de setembro de 1916, quando essa capital carecia de instituições educativas, as Filhas de Jesus deram sua pronta e eficaz resposta, a fim de servir integralmente aos irmãos através da educação cristã. Então, fundou-se o Colégio Imaculada Conceição.

OE: Momento histórico. Uma caminhada longa e rica a celebrar… Como foi a chegada das primeiras Filhas de Jesus a Belo Horizonte? (Leia mais)

 


Em sintonia eclesial

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VIII

fi-juniorato

O Concílio Ecumênico Vaticano II é o marco mais significativo na vida da Igreja na era moderna. É a partir desse Concílio que há uma abertura imensa da Igreja Católica Apostólica Romana, seja na sua estrutura interna seja no diálogo com a sociedade em geral. O Concílio acontece na metade do tempo da presença das religiosas da Congregação das Filhas de Jesus nesta Arquidiocese e, evidentemente, repercute fortemente na vida dessas mulheres de Deus, atentas às orientações eclesiais, educadoras abertas à realidade que as interpela à luz do Espírito do Ressuscitado. (Leia mais)


Há cem anos entre nós…

 Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VII

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Quais as contribuições possíveis de uma instituição educativa para uma população? O que pode a educação? Possivelmente a maior força mobilizadora, conscientizadora, transformadora de um povo se forje nesse bojo.

Pensemos, então, em uma instituição que dedique toda a energia e vida de seus membros a promover uma educação, nos mais diversos contextos, que alavanque e ajude a dar sentido à vida de seus educandos… São muitas as pessoas que fazem disso sua missão. Aqui, dedicamos um espaço mais à presença das religiosas da Congregação das Filhas de Jesus em nossa Arquidiocese. Presença linda… Há cem anos entre nós. (Leia mais)

 


“O mundo é pequeno para os meus desejos”

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VI

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 A missionariedade é inerente ao ser cristão. É próprio daquela, daquele que deseja seguir o Mestre de Nazaré, pois Ele nos enviou a evangelizar todos os povos a fim de tornar sua mensagem conhecida. E sua mensagem é Vida, vida plena para todos… Todos mesmo, sem distinção, sem discriminação, sem qualquer acepção de pessoas. Assim quis Jesus de Nazaré. E assim buscam viver suas Filhas, pois inscrevem na própria espiritualidade e vida, além dos três votos comuns às diferentes congregações religiosas, um quarto voto, especialíssimo, o voto de disponibilidade para a missão. (Leia mais)

 


O caminho se faz ao andar

CAMINHANDO

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VI

Antonio Machado, poeta espanhol, entoa em seus versos uma experiência belíssima, da qual o Professor Afonso Soares parece ter bebido:

“Caminante, son tus huellas

el camino y nada más;

Caminante, no hay camino,

se hace camino al andar.

Al andar se hace el camino,

y al volver la vista atrás

se ve la senda que nunca

se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino

sino estelas en la mar.”

Afonso é o representante da Congregação das Filhas de Jesus nos colégios de Belo Horizonte. Na primeira parte de sua narrativa sobre seu papel nessa envolvente história da Congregação na Arquidiocese de Belo Horizonte, o educador nos relatava sua percepção acerca da consciência de corpo que essas obras portam, em relação à Igreja: “a escola como uma extensão do braço da Igreja” e como se dão as parcerias entre religiosas e leigos, dentre outros dados, tais como seu crescimento pessoal, seu envolvimento na missão, a espiritualidade inaciana etc.

Nesta segunda parte, ouvimos: “O que é mais interessante é a caminhada que você estabelece. O meu desejo é que essa caminhada possa acontecer de forma transparente, digna.”

Aqui conhecemos o que o desafia e o que o anima. Como Afonso vê as religiosas com quem vive essa fértil parceria educativa, como enxerga os educandos do Colégio Imaculada e da Obra Social São José Operário.

Afonso Soares: você é grato às Filhas de Jesus pela experiência ao trilhar esse caminho. Da mesma forma, o Observatório lhe agradece a abertura, o frescor da novidade que porta como educador, o espírito que partilha. Que a alegria, a acolhida, a transparência que o encantam possam também chegar a todos aqueles a quem educa.

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Juntos! Uma só missão.

Equipe de gestão SEIAS

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – V

Em tempos de busca, por parte de alguns deputados conservadores, de tentar controlar os educadores criminalizando seu pensamento, atentando absurda e inconstitucionalmente contra a liberdade de expressão, é um prazer escutar o relato do Professor Afonso Soares… Suas palavras nos mostram que outra realidade é possível: ao contrário do autoritarismo, uma caminhada que se constrói em comunhão, parceria.

Sua narrativa do percurso construído junto às Filhas de Jesus, desde que era professor de Matemática até o momento presente, em que atua como Representante Legal das religiosas, tanto junto ao Colégio Imaculada quanto à Obra Social São José Operário, é envolvente, por ser vital. Confira abaixo a primeira parte de nossa entrevista, e comente:

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Agradecer…

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – IV

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“É uma honra poder partilhar da missão das Filhas de Jesus!” Diz-nos a diretora da Obra Social São José Operário na terceira parte de nossa entrevista, na qual ela destaca o belíssimo trabalho da pastoral e as consequências que brotam desse serviço. O envolvimento das/os alunas/os na vida da escola e da sociedade; a Páscoa Juvenil; o cuidado das religiosas em zelar pelo bem estar dos alunos, para que possam passar o dia inteiro na Obra… e, sobretudo, um profundo agradecimento às Irmãs. Assim fechamos nossa entrevista com Mirian Silva Loureiro.

E aqui, Mirian, é a equipe do Observatório quem agradece sua partilha inteira, generosa; e, principalmente, seu exemplo e sua doação à missão.IMG_1278

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Sobre o sonho, a paixão, o desafio

Filhas de Jesus 

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – III

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Mirian Silva Loureiro fala ao Observatório da Evangelização sobre a capacidade de gerar sonhos, gerar o desejo de fazer algo para a transformação do mundo, isso a apaixona na missão de educar. Traça também os desafios encontrados para realizar sua missão, à frente da Obra Social São José Operário, e afirma que “poder contribuir com um trabalho dessa grandeza” a move.

Na primeira publicação acerca dessa Obra Social, que atende a 289 alunos e suas famílias, de 50 bairros diferentes, Mirian relata algo do serviço ali prestado pelos educadores que partilham da missão das Filhas de Jesus.

E nesta segunda parte de nossa entrevista, percebemos não só o ardor, o brilho do olhar da diretora da Obra Social São José Operário ao falar da beleza dos alunos, multiplicadores dos valores ali assimilados, mas também da necessidade de interação com as demais escolas católicas e com toda a arquidiocese. Confira:

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RESPOSTA AUDAZ ONTEM E HOJE

FILHAS DE JESUS:

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – II

Ao chegar a Belo Horizonte, cidade que ainda não tinha sequer vinte anos de sua fundação em 1916, as religiosas Filhas de Jesus buscaram responder a uma demanda imediata: a educação das meninas. Aliás, esse era o objeto primeiro do trabalho dessa congregação religiosa, cuja fundadora, que fora uma jovem pobre e analfabeta na Espanha do século XIX, se preocupou profundamente em educar as meninas de seu tempo.

Sempre atentas à realidade circundante, muitas outras respostas foram sendo traçadas por elas ao longo da história. Não seguiremos aqui a cronologia, mas abordagens distintas, dialogantes… Inclusive estendendo nosso olhar para fora das fronteiras de nossa arquidiocese.

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Dentre os diversos serviços prestados pelas Filhas de Jesus ao povo da Grande BH, destaca-se a acolhida de crianças e adolescentes da segunda etapa do Ensino Fundamental na Obra Social São José Operário. Visando formar cidadãos criticamente comprometidos com a transformação da realidade, essa escola, que já nasceu como uma alternativa para a população de baixa renda da região da Pampulha, tem atuado por quase cinquenta anos buscando uma formação integral dos adolescentes.

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É um trabalho lindo de se ver! E pela paixão que se vislumbra na fala e no olhar das pessoas que lá encontramos, muito gostoso de se realizar também.

Tânia Jordão

Veja, abaixo, o que nos diz a diretora da escola, Mirian Silva Loureiro, na primeira parte de seu depoimento:

 

Demais publicações:

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/08/09/cem-anos-de-presenca-evangelizadora-em-belo-horizonte/

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Teologia Viva: uma vocação, uma missão

A professora Aurea Marin Burocchi é a secretária executiva do Projeto Teologia Viva que, neste ano, completa dez anos. Como o próprio nome diz, esse é um projeto dinâmico, que toca a vida das pessoas ali, onde elas estão. Na Arquidiocese de Belo Horizonte o Teologia Viva vai às foranias, paróquias, comunidades onde é solicitado, para dar os fundamentos bíblico-teológicos ao povo dessas localidades. Mas esse projeto do CEFAP (Centro de Formação de Agentes de Pastoral) também é missionário: nos meses de janeiro e julho, leigas e leigos desta Arquidiocese levam o Teologia Viva à Amazônia e ao norte de Minas. Vale a pena conhecer essa vida que se comunica. Aliás, ser cristão é isto: ser portador da Boa Nova!

Publicamos, aqui, o depoimento da professora Aurea Marin que testemunha o entusiasmo, a paixão que tem por essa missão.

Áurea Marin

Aurea Marin Burocchi

Não quero exagerar quando digo que, para mim, o Projeto Teologia Viva é uma vocação e uma missão.

A primeira pessoa que me falou dele foi a Ir. Romi Auth que me convidou para participar de uma reunião nas Paulinas, em 2005, sob a coordenação do Pe. Luiz Eustáquio dos Santos Nogueira, que tentava organizar, com um grupo de pessoas, um projeto de formação para leigos. Fui e me envolvi tanto que nunca mais deixei o grupo, até hoje.

Naquele momento da minha vida, foi um verdadeiro chamado de Deus para novos caminhos, para uma nova terra, cujas estradas ainda não estavam traçadas. Estabelecer essas rotas com o grupo de pessoas que se reunia na casa das Irmãs Paulinas, na Av. Afonso Pena, então, foi um grande desafio, envolvido nas brumas da incerteza, mas também nas alegrias da convivência, de muito estudo e reflexão e de novas descobertas.

A efetiva implantação de sete núcleos na Arquidiocese de Belo Horizonte em 2006 foi muito trabalhosa e, também, trouxe consigo os inevitáveis conflitos de algo novo e do “trabalhar com gente”, como diria meu pai. Tudo isso vivido e resolvido do melhor modo, devo dizer, fazendo o projeto amadurecer e todos nós também, pois já contávamos, então, cerca de 60 monitores trabalhando, divididos em grupos, nos sete núcleos. Era formação de leigos para leigos.

De onde eram esses monitores leigos? Vinham dos vários institutos da Arquidiocese que se dedicam à formação bíblico-teológica. A maior parte deles, entretanto, eram egressos do SAB (Serviço de Animação Bíblica) das Paulinas e do CEFAP (Centro de Formação de Agentes de Pastoral) da Arquidiocese de Belo Horizonte, na PUC Minas. Frutuosa parceria que dura até hoje, nos nove núcleos que continuam a funcionar na Arquidiocese de Belo Horizonte.

Depois de um ano de experiência avaliada positivamente pelos monitores, alunos e párocos, surge uma pergunta, diante do apelo dos bispos da Amazônia por auxílio na formação dos leigos, na Campanha da Fraternidade de 2007: que tal partilharmos esta experiência com os nossos irmãos da Amazônia? Através do Pe. Luiz Eustáquio, demos nossa disponibilidade a Dom Walmor que nos acolheu e direcionou para a responsável pelo setor da CNBB, Ir. Cecília Tada. Muito me tocou o seu silêncio no primeiro telefonema que trocamos… eu ansiosa de um lado e ela silenciosa do outro, depois que eu rapidamente me apresentei, em nome de D. Walmor, e disse que estávamos à disposição para oferecer a nossa experiência de formação para leigos. Achei que a linha tinha caído. No final ela disse: “Vocês são a resposta de Deus para os pedidos que temos recebido aqui na Amazônia.”

Isso me comove até hoje. Senti que Deus chama e envia. Ele desperta desejos e esses desejos podem ser satisfeitos com outros desejos. Despertou, nos cristãos daqui, o desejo de aprender e depois de partilhar. Despertou também lá, nos cristãos da Amazônia, o desejo de aprofundar a fé que se encontra com o nosso desejo: entre nós nasce a fraternidade que a partilha proporciona. Certamente, no futuro, outros desejos nascerão, basta estarmos abertos. E é isso que nos realiza profundamente, colocando-nos em contato com Deus-Trindade e com os irmãos.

Vídeos:

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/10/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-viii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/09/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-vii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/05/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-vi/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/03/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-v/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/30/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-iv/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/29/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-iii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/27/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-ii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/26/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical/

Demais publicações:

 

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/03/17/teologia-viva-em-missao-um-historico/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/03/15/teologia-viva-partilha-iii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/02/15/teologia-viva-partilha-ii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/02/01/teologia-viva-partilha-i/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/26/projeto-teologia-viva-em-missao-i/

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  • Comunidade Quilombola Chacrinha dos Pretos em Belo Vale – MG

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/19/comunidade-quilombola-chacrinha-dos-pretos-em-belo-vale-mg/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=137

 

  • CEBs: Situadas na história, unidas e diferentes, movidas pela força do amor

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/05/cebs-situadas-na-historia-unidas-e-diferentes-movidas-pela-forca-do-amor/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=91

 

  • Rede de Comunidades – Paróquia São Domingos

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/08/13/formacao-de-liderancas-leigas-marcando-a-vida-transformando-a-historia/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=119

 

  • Dulce dos Pobres: Semente em Terra Boa

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/02/13/dulce-dos-pobres-semente-em-terra-boa/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=44

 

  • Paróquia São Francisco Xavier: Uma rede de comunidades em processo permanente de autoconstrução

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/12/12/paroquia-sao-francisco-xavier-uma-rede-de-comunidades-em-processo-permanente-de-autoconstrucao/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=37

 

  • Paróquia Nossa Senhora do Morro: Um desafio inspirador para toda a Igreja

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/12/01/paroquia-nossa-senhora-do-morro-um-desafio-inspirador-para-toda-a-igreja/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=35

 

  • Movimento das Pequenas Fraternidades – MPFs

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/10/03/movimento-das-pequenas-fraternidades/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=21

O coração da obra de Dom Bosco

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Colégio Imaculada Conceição – percurso de vida

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – IX

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Hoje se celebra o centenário dessa presença entre nós. Em 16 de setembro de 1916, quando essa capital carecia de instituições educativas, as Filhas de Jesus deram sua pronta e eficaz resposta, a fim de servir integralmente aos irmãos através da educação cristã. Então, fundou-se o Colégio Imaculada Conceição.

Várias das alunas desse Colégio vieram, também, a se tornar Filhas de Jesus. Entrevistamos uma dessas ex-alunas, a Irmã Regina Stela de Castro Queiróz, que é, portanto, testemunha da vida desse centenário em duas dimensões: tanto como aluna, quanto como religiosa. Abaixo, trechos de seu depoimento ao Observatório da Evangelização:

OE: Momento histórico. Uma caminhada longa e rica a celebrar… Como foi a chegada das primeiras Filhas de Jesus a Belo Horizonte?

Irmã Regina Stella: As duas primeiras Filhas de Jesus que chegaram a Belo Horizonte para a fundação do Colégio Imaculada Conceição em 25 de agosto de 1916 foram Juana Uranga e Angela Acevedo, que começaram a visitar várias famílias belo-horizontinas a fim de oferecer-lhes o novo Colégio. As demais pioneiras: Maria Elósequi Iztueta, Josefa Macatzaga Dorronsoro e Lorenza Beraza Beracierto chegaram a Belo Horizonte em setembro de 1916.

O trabalho educativo teve início no dia 16 de setembro de 1916, em um chalé situado na Av. João Pinheiro. No ano de sua inauguração o Colégio Imaculada oferecia os cursos especiais de piano, solfejo, canto, francês, espanhol, pintura a óleo e a aquarela, confecção de flores, costura e bordados. Ao concluir o ano, o Colégio contava com 23 alunas.

As primeiras mestras do Imaculada recebiam encomendas de bordados das mais distintas famílias do Bairro de Lourdes e os recursos recebidos por esse trabalho contribuíram para a aquisição do primeiro piano para a escola em dezembro daquele mesmo ano.

No ano seguinte, teve início o sistema de internato, com três alunas, sendo também contratados os primeiros professores leigos. Também em 1917, teve início a construção do primeiro pavimento do Colégio Imaculada, na rua Aimorés, 1600, cuja inauguração se deu quase quatro anos depois.

Em junho de 1940, o prédio do Colégio, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Município já estendia suas dependências da rua Aimorés até a rua da Bahia e oferecia os Cursos Primário e Secundário, além de cursos especiais de desenho, pintura e música.

Em 1948, teve início também uma classe de alfabetização para empregadas domésticas, inclusive com instrução religiosa, que evoluiu para o EJA do Imaculada. A Educação Infantil, por seu lado, funciona em um prédio à parte.

OE: Irmã Regina, você estudou no Colégio Imaculada Conceição, não? Como era o Colégio quando você era aluna?

Irmã Regina Stella: Estudei no Imaculada dos 12 aos 17 anos, no internato. A superiora, a coordenadora de disciplina ou prefeita, como a chamávamos na época, e a coordenadora de ensino eram Filhas de Jesus. Havia uns seis professores leigos.

OE: O que naquele estilo de vida levado pelas religiosas atraiu você?

Irmã Regina Stella: O que mais me atraiu para ser Filha de Jesus foi a dedicação das Irmãs, a alegria e o ambiente familiar do Colégio, particularmente do internato.

Foi também muito forte para mim a devoção mariana: as coroações do mês de maio, a celebração do dia 08 de dezembro, dia da Imaculada, Padroeira do Colégio,; e o espírito missionário. Santa Cândida, nossa fundadora, dizia: “Ao fim do mundo iria eu em busca de almas”.

Uma experiência que marcou muito foi ajudar a Irmã Mercês Figueira, que dava aulas de alfabetização para jovens e adultos. Pessoas que depois de sua jornada de trabalho vinham ao Colégio muito agradecidas à nossa acolhida e felizes por aprenderem a ler. Fazemos esse trabalho no EJA (Educação de Jovens e Adultos) até hoje.

OE: São quantos anos de Vida Religiosa? O que mais alegra você ao recordar o caminho feito?

Irmã Regina Stella: Tenho 62 anos de vida religiosa. Fiz o postulantado e o noviciado em Belo Horizonte e o juniorado em Campinas. Trabalhei em nossos colégios em Belo Horizonte, tanto no próprio Imaculada quanto na Obra Social São José Operário e também nos colégios de Campinas e Mogi Mirim e na Obra Social no Rio de Janeiro.

Esta experiência me fez sentir em uma grande família, não só entre as Irmãs, mas também com os leigos, que partilham conosco a missão de “evangelizar educando e educar evangelizando”, nos colégios, na inserção social e em diferentes contextos sociais.

Morei doze anos em Roma, de 1983 a 1994, como membro do Governo Geral. Durante este tempo, tive a oportunidade de conhecer a vida da Congregação em diversos países: Itália, Espanha, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Cuba, República Dominicana, Filipinas, Japão e Taiwan.  Esse tempo foi, para mim, uma rica experiência por viver o carisma de Santa Cândida em tão diferentes países e culturas. Hoje estamos também na China, em Bangladesh, em Moçambique, na Tailândia, no Vietnã e em Mianmar.

OE: Quais têm sido os desafios mais marcantes para as Filhas de Jesus nas últimas décadas de sua história?

Irmã Regina Stella: Impulsionada pelas orientações do Concílio Ecumênico Vaticano II, a Congregação viveu um tempo de muitas buscas e respostas aos seus desafios, entre eles:

  1. A opção preferencial pelos pobres;
  2. O fortalecimento da missão com outras parcerias;
  3. A presença urgente e significativa junto às juventudes e grupos sociais necessitados;
  4. A atenção constante às realidades em sua diversidade.

OE: Depois de tantos anos vividos na Congregação, o que mais gostaria de deixar registrado aqui?

Irmã Regina Stella: Tenho muito agradecimento a Deus, à Congregação e aos meus pais, que durante muitos anos partilharam comigo a alegria de ser Filha de Jesus.

Ouça essa entrevista na voz da própria Irmã Regina Stella de Castro Queiróz.

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Em sintonia eclesial

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VIII

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O Concílio Ecumênico Vaticano II é o marco mais significativo na vida da Igreja na era moderna. É a partir desse Concílio que há uma abertura imensa da Igreja Católica Apostólica Romana, seja na sua estrutura interna seja no diálogo com a sociedade em geral. O Concílio acontece na metade do tempo da presença das religiosas da Congregação das Filhas de Jesus nesta Arquidiocese e, evidentemente, repercute fortemente na vida dessas mulheres de Deus, atentas às orientações eclesiais, educadoras abertas à realidade que as interpela à luz do Espírito do Ressuscitado.

Ao buscar registrar esse momento histórico do centenário da presença dessas religiosas entre nós, o Observatório ouviu de Irmãs que viveram aquele momento crucial as repercussões do Concílio em suas vidas e missão.

Confiram:

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Há cem anos entre nós…

 Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VII

 

Quais as contribuições possíveis de uma instituição educativa para uma população? O que pode a educação? Possivelmente a maior força mobilizadora, conscientizadora, transformadora de um povo se forje nesse bojo.

Pensemos, então, em uma instituição que dedique toda a energia e vida de seus membros a promover uma educação, nos mais diversos contextos, que alavanque e ajude a dar sentido à vida de seus educandos… São muitas as pessoas que fazem disso sua missão. Aqui, dedicamos um espaço mais à presença das religiosas da Congregação das Filhas de Jesus em nossa Arquidiocese. Presença linda… Há cem anos entre nós.

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Na capital mineira, sede da Província Brasil-Caribe e da casa de formação das junioristas (jovens que, após o noviciado, estudam teologia-pastoral), as Filhas de Jesus mantêm ainda uma casa para o cuidado das Irmãs enfermas, “Casa Nossa de Nazaré”, e uma obra destinada a encontros e retiros, que tem beneficiado a muitas pessoas, não só da sociedade belo-horizontina e da igreja local. Trata-se da “Casa Santíssima Trindade”.  Mas, a história dessas religiosas entre nós nasceu junto à vida de um colégio conhecido e reconhecido em nossa cidade: Colégio Imaculada Conceição, que, junto a Obra Social São José Operário, tem sido o espaço da concretização da missão educativa das Filhas de Jesus em Belo Horizonte.

Irmã Maria Fausta Lupetti foi entrevistada por nós e narra um pouco dessa história, tão forte e inspiradora quanto próxima e bela. Seu olhar sobre a presença das Filhas de Jesus na Arquidiocese de Belo Horizonte provoca o nosso ao constatar que até os desafios são bons “pra gente despertar”. Sua alegria nos contagia, sua lucidez nos anima. Vale a pena conferir seu relato:

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“O mundo é pequeno para os meus desejos”

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Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VI

A missionariedade é inerente ao ser cristão. É próprio daquela, daquele que deseja seguir o Mestre de Nazaré, pois Ele nos enviou a evangelizar todos os povos a fim de tornar sua mensagem conhecida. E sua mensagem é Vida, vida plena para todos… Todos mesmo, sem distinção, sem discriminação, sem qualquer acepção de pessoas. Assim quis Jesus de Nazaré. E assim buscam viver suas Filhas, pois inscrevem na própria espiritualidade e vida, além dos três votos comuns às diferentes congregações religiosas, um quarto voto, especialíssimo, o voto de disponibilidade para a missão.

A visionária fundadora da Congregação das Filhas de Jesus, Santa Cândida Maria de Jesus, desejou ver a Congregação estendida por muitos povos. Iniciada em Salamanca (Espanha) em 1871, por uma mulher extremamente audaz e confiante em Deus, a Congregação está hoje presente em dezessete países, sempre buscando responder às maiores necessidades de cada realidade através da educação.

Desejo grande, que abraçava o mundo inteiro, num ímpeto de comunicar a graça que experimentara: o quanto a educação poderia ser libertadora, sobretudo em um contexto cultural em que muitas meninas não tinham como estudar, fez com que Santa Cândida, já em 1911, enviasse as primeiras missionárias ao Brasil. E, incrivelmente, quando ainda não havia transportes ou estradas adequadas, vão diretamente à Pirenópolis, Goiás. Em 1912, ano de seu falecimento, Santa Cândida envia nova expedição ao Brasil: desta vez à Mogi Mirim (SP).

Quando as religiosas chegaram a Belo Horizonte para fundar o Colégio Imaculada Conceição, há exatamente cem anos, já havia no Brasil outros quatro colégios desta mesma Congregação. E isso em menos de cinco anos!

“O mundo é pequeno para os meus desejos”, dizia Santa Cândida. O mundo seguiu e segue sendo pequeno para os desejos de suas companheiras, que nas periferias do mundo se arriscam para anunciar que o Reino de Deus já está entre nós. Desejosas de se parecer a Jesus como uma filha se parece a seu pai, buscam realizar o que Ele realizou, formando pessoas que possam transformar a história através de uma postura consciente e ética, criticamente comprometida.

Isso é o que testemunham as Irmãs Léa Araújo, Ward Miguel e Amaryles Brant, a quem entrevistamos na Casa Nossa Senhora de Nazaré, uma casa dedicada ao cuidado da vida das irmãs que estão enfermas.

Tânia Jordão

FONTE: SEIAS (onde soubemos também que acabou de se realizar o Encontro Nacional dos Missionários Leigos).

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O caminho se faz ao andar

CAMINHANDO

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – VI

Antonio Machado, poeta espanhol, entoa em seus versos uma experiência belíssima, da qual o Professor Afonso Soares parece ter bebido:

“Caminante, son tus huellas

el camino y nada más;

Caminante, no hay camino,

se hace camino al andar.

Al andar se hace el camino,

y al volver la vista atrás

se ve la senda que nunca

se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino

sino estelas en la mar.”

Afonso é o representante da Congregação das Filhas de Jesus nos colégios de Belo Horizonte. Na primeira parte de sua narrativa sobre seu papel nessa envolvente história da Congregação na Arquidiocese de Belo Horizonte, o educador nos relatava sua percepção acerca da consciência de corpo que essas obras portam, em relação à Igreja: “a escola como uma extensão do braço da Igreja” e como se dão as parcerias entre religiosas e leigos, dentre outros dados, tais como seu crescimento pessoal, seu envolvimento na missão, a espiritualidade inaciana etc.

Nesta segunda parte, ouvimos: “O que é mais interessante é a caminhada que você estabelece. O meu desejo é que essa caminhada possa acontecer de forma transparente, digna.”

Aqui conhecemos o que o desafia e o que o anima. Como Afonso vê as religiosas com quem vive essa fértil parceria educativa, como enxerga os educandos do Colégio Imaculada e da Obra Social São José Operário.

Afonso Soares: você é grato às Filhas de Jesus pela experiência ao trilhar esse caminho. Da mesma forma, o Observatório lhe agradece a abertura, o frescor da novidade que porta como educador, o espírito que partilha. Que a alegria, a acolhida, a transparência que o encantam possam também chegar a todos aqueles a quem educa.

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Juntos! Uma só missão.

Equipe de gestão SEIAS

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – V

Em tempos de busca, por parte de alguns deputados conservadores, de tentar controlar os educadores criminalizando seu pensamento, atentando absurda e inconstitucionalmente contra a liberdade de expressão, é um prazer escutar o relato do Professor Afonso Soares… Suas palavras nos mostram que outra realidade é possível: ao contrário do autoritarismo, uma caminhada que se constrói em comunhão, parceria.

Sua narrativa do percurso construído junto às Filhas de Jesus, desde que era professor de Matemática até o momento presente, em que atua como Representante Legal das religiosas, tanto junto ao Colégio Imaculada quanto à Obra Social São José Operário, é envolvente, por ser vital. Confira abaixo a primeira parte de nossa entrevista, e comente:

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Agradecer…

Filhas de Jesus

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – IV

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“É uma honra poder partilhar da missão das Filhas de Jesus!” Diz-nos a diretora da Obra Social São José Operário na terceira parte de nossa entrevista, na qual ela destaca o belíssimo trabalho da pastoral e as consequências que brotam desse serviço. O envolvimento das/os alunas/os na vida da escola e da sociedade; a Páscoa Juvenil; o cuidado das religiosas em zelar pelo bem estar dos alunos, para que possam passar o dia inteiro na Obra… e, sobretudo, um profundo agradecimento às Irmãs. Assim fechamos nossa entrevista com Mirian Silva Loureiro.

E aqui, Mirian, é a equipe do Observatório quem agradece sua partilha inteira, generosa; e, principalmente, seu exemplo e sua doação à missão.IMG_1278

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Sobre o sonho, a paixão, o desafio

Filhas de Jesus 

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – III

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Mirian Silva Loureiro fala ao Observatório da Evangelização sobre a capacidade de gerar sonhos, gerar o desejo de fazer algo para a transformação do mundo, isso a apaixona na missão de educar. Traça também os desafios encontrados para realizar sua missão, à frente da Obra Social São José Operário, e afirma que “poder contribuir com um trabalho dessa grandeza” a move.

Na primeira publicação acerca dessa Obra Social, que atende a 289 alunos e suas famílias, de 50 bairros diferentes, Mirian relata algo do serviço ali prestado pelos educadores que partilham da missão das Filhas de Jesus.

E nesta segunda parte de nossa entrevista, percebemos não só o ardor, o brilho do olhar da diretora da Obra Social São José Operário ao falar da beleza dos alunos, multiplicadores dos valores ali assimilados, mas também da necessidade de interação com as demais escolas católicas e com toda a arquidiocese. Confira:

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RESPOSTA AUDAZ ONTEM E HOJE

FILHAS DE JESUS:

CEM ANOS DE PRESENÇA EVANGELIZADORA EM BELO HORIZONTE – II

Ao chegar a Belo Horizonte, cidade que ainda não tinha sequer vinte anos de sua fundação em 1916, as religiosas Filhas de Jesus buscaram responder a uma demanda imediata: a educação das meninas. Aliás, esse era o objeto primeiro do trabalho dessa congregação religiosa, cuja fundadora, que fora uma jovem pobre e analfabeta na Espanha do século XIX, se preocupou profundamente em educar as meninas de seu tempo.

Sempre atentas à realidade circundante, muitas outras respostas foram sendo traçadas por elas ao longo da história. Não seguiremos aqui a cronologia, mas abordagens distintas, dialogantes… Inclusive estendendo nosso olhar para fora das fronteiras de nossa arquidiocese.

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Dentre os diversos serviços prestados pelas Filhas de Jesus ao povo da Grande BH, destaca-se a acolhida de crianças e adolescentes da segunda etapa do Ensino Fundamental na Obra Social São José Operário. Visando formar cidadãos criticamente comprometidos com a transformação da realidade, essa escola, que já nasceu como uma alternativa para a população de baixa renda da região da Pampulha, tem atuado por quase cinquenta anos buscando uma formação integral dos adolescentes.

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É um trabalho lindo de se ver! E pela paixão que se vislumbra na fala e no olhar das pessoas que lá encontramos, muito gostoso de se realizar também.

Tânia Jordão

Veja, abaixo, o que nos diz a diretora da escola, Mirian Silva Loureiro, na primeira parte de seu depoimento:

 

Demais publicações:

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/08/09/cem-anos-de-presenca-evangelizadora-em-belo-horizonte/

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Teologia Viva: uma vocação, uma missão

A professora Aurea Marin Burocchi é a secretária executiva do Projeto Teologia Viva que, neste ano, completa dez anos. Como o próprio nome diz, esse é um projeto dinâmico, que toca a vida das pessoas ali, onde elas estão. Na Arquidiocese de Belo Horizonte o Teologia Viva vai às foranias, paróquias, comunidades onde é solicitado, para dar os fundamentos bíblico-teológicos ao povo dessas localidades. Mas esse projeto do CEFAP (Centro de Formação de Agentes de Pastoral) também é missionário: nos meses de janeiro e julho, leigas e leigos desta Arquidiocese levam o Teologia Viva à Amazônia e ao norte de Minas. Vale a pena conhecer essa vida que se comunica. Aliás, ser cristão é isto: ser portador da Boa Nova!

Publicamos, aqui, o depoimento da professora Aurea Marin que testemunha o entusiasmo, a paixão que tem por essa missão.

Áurea Marin

Aurea Marin Burocchi

Não quero exagerar quando digo que, para mim, o Projeto Teologia Viva é uma vocação e uma missão.

A primeira pessoa que me falou dele foi a Ir. Romi Auth que me convidou para participar de uma reunião nas Paulinas, em 2005, sob a coordenação do Pe. Luiz Eustáquio dos Santos Nogueira, que tentava organizar, com um grupo de pessoas, um projeto de formação para leigos. Fui e me envolvi tanto que nunca mais deixei o grupo, até hoje.

Naquele momento da minha vida, foi um verdadeiro chamado de Deus para novos caminhos, para uma nova terra, cujas estradas ainda não estavam traçadas. Estabelecer essas rotas com o grupo de pessoas que se reunia na casa das Irmãs Paulinas, na Av. Afonso Pena, então, foi um grande desafio, envolvido nas brumas da incerteza, mas também nas alegrias da convivência, de muito estudo e reflexão e de novas descobertas.

A efetiva implantação de sete núcleos na Arquidiocese de Belo Horizonte em 2006 foi muito trabalhosa e, também, trouxe consigo os inevitáveis conflitos de algo novo e do “trabalhar com gente”, como diria meu pai. Tudo isso vivido e resolvido do melhor modo, devo dizer, fazendo o projeto amadurecer e todos nós também, pois já contávamos, então, cerca de 60 monitores trabalhando, divididos em grupos, nos sete núcleos. Era formação de leigos para leigos.

De onde eram esses monitores leigos? Vinham dos vários institutos da Arquidiocese que se dedicam à formação bíblico-teológica. A maior parte deles, entretanto, eram egressos do SAB (Serviço de Animação Bíblica) das Paulinas e do CEFAP (Centro de Formação de Agentes de Pastoral) da Arquidiocese de Belo Horizonte, na PUC Minas. Frutuosa parceria que dura até hoje, nos nove núcleos que continuam a funcionar na Arquidiocese de Belo Horizonte.

Depois de um ano de experiência avaliada positivamente pelos monitores, alunos e párocos, surge uma pergunta, diante do apelo dos bispos da Amazônia por auxílio na formação dos leigos, na Campanha da Fraternidade de 2007: que tal partilharmos esta experiência com os nossos irmãos da Amazônia? Através do Pe. Luiz Eustáquio, demos nossa disponibilidade a Dom Walmor que nos acolheu e direcionou para a responsável pelo setor da CNBB, Ir. Cecília Tada. Muito me tocou o seu silêncio no primeiro telefonema que trocamos… eu ansiosa de um lado e ela silenciosa do outro, depois que eu rapidamente me apresentei, em nome de D. Walmor, e disse que estávamos à disposição para oferecer a nossa experiência de formação para leigos. Achei que a linha tinha caído. No final ela disse: “Vocês são a resposta de Deus para os pedidos que temos recebido aqui na Amazônia.”

Isso me comove até hoje. Senti que Deus chama e envia. Ele desperta desejos e esses desejos podem ser satisfeitos com outros desejos. Despertou, nos cristãos daqui, o desejo de aprender e depois de partilhar. Despertou também lá, nos cristãos da Amazônia, o desejo de aprofundar a fé que se encontra com o nosso desejo: entre nós nasce a fraternidade que a partilha proporciona. Certamente, no futuro, outros desejos nascerão, basta estarmos abertos. E é isso que nos realiza profundamente, colocando-nos em contato com Deus-Trindade e com os irmãos.

Vídeos:

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/10/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-viii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/09/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-vii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/05/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-vi/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/05/03/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-v/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/30/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-iv/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/29/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-iii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/27/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical-ii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/04/26/cefap-acreditando-no-protagonismo-laical/

Demais publicações:

 

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/03/17/teologia-viva-em-missao-um-historico/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/03/15/teologia-viva-partilha-iii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/02/15/teologia-viva-partilha-ii/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2016/02/01/teologia-viva-partilha-i/

https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/26/projeto-teologia-viva-em-missao-i/

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  • Comunidade Quilombola Chacrinha dos Pretos em Belo Vale – MG

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/19/comunidade-quilombola-chacrinha-dos-pretos-em-belo-vale-mg/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=137

 

  • CEBs: Situadas na história, unidas e diferentes, movidas pela força do amor

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/10/05/cebs-situadas-na-historia-unidas-e-diferentes-movidas-pela-forca-do-amor/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=91

 

  • Rede de Comunidades – Paróquia São Domingos

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/08/13/formacao-de-liderancas-leigas-marcando-a-vida-transformando-a-historia/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=119

 

  • Dulce dos Pobres: Semente em Terra Boa

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2015/02/13/dulce-dos-pobres-semente-em-terra-boa/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=44

 

  • Paróquia São Francisco Xavier: Uma rede de comunidades em processo permanente de autoconstrução

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/12/12/paroquia-sao-francisco-xavier-uma-rede-de-comunidades-em-processo-permanente-de-autoconstrucao/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=37

 

  • Paróquia Nossa Senhora do Morro: Um desafio inspirador para toda a Igreja

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/12/01/paroquia-nossa-senhora-do-morro-um-desafio-inspirador-para-toda-a-igreja/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=35

 

  • Movimento das Pequenas Fraternidades – MPFs

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https://observatoriodaevangelizacao.wordpress.com/2014/10/03/movimento-das-pequenas-fraternidades/

http://www.pucminas.br/observatorio/index-link.php?arquivo=olhar&pagina=4859&codigo=21

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